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EsPCEx — Concurso de Admissão 2026/2027 — Exame Intelectual, 1º Dia (Português, Redação, Física e Química) — Versão 1

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx

Fundação VUNESP2026

45 questões nesta prova · página 1 de 3 · 44 com gabarito

Língua Portuguesa Tipos de Discurso — Discurso Indireto Livre

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

Gabarito disponível

Texto-base:
Para responder às questões de 01 a 04, leia um trecho do conto “A pátria”, do escritor Olavo Bilac (1865-1918), o Patrono do Serviço Militar. Não por acaso, a sua data de nascimento, 16 de dezembro, foi consagrada como Dia do Reservista.

1 O pai, velho soldado que a vida das guerras alquebrara¹, gostava de lembrar, à noite, quando toda a família se reunia na sala de jantar em roda da grande mesa antiga, os episódios das campanhas que vira.
A mulher não ouvia com prazer aquelas histórias de cargas de cavalaria, de emboscadas, de assaltos, tão cheias de sangue e de horror. Quando o velho recordava aquele tempo, ela revivia a angústia dos dias passados na solidão, sem notícias do marido que lá andava pelo Paraguai. Lembrava-se da ansiedade e do medo com que esperava o correio, naquelas amaldiçoadas tardes de desespero. Quando o carteiro lhe entregava um envelope fechado, — quantos minutos ficava ela a mirar e a revolver nas mãos aquele pedaço de papel que vinha do querido ausente, e que tinha recebido os seus beijos e as suas lágrimas de saudade!
Por fim abria a carta. A princípio não podia ler. Tremia-lhe nos dedos o papel. Tinha de repousar um pouco: e, quando conseguia terminar a leitura, ficava abatida e sem consolo diante daquelas notícias que não variavam nunca. Era sempre a mesma coisa: não se sabia quando acabaria a guerra; mas Deus velava por ele; era preciso assegurar, conquistando um bom posto, um futuro feliz para os filhos; além disso a Pátria estava acima de tudo...
Ela amarrotava a carta... A Pátria! que era a Pátria, para valer mais do que ela, mais do que aquelas duas crianças, pobres inocentes que talvez a essa mesma hora já estivessem sem pai? Ia então contemplar os filhos, e ali ficava chorando, horas inteiras...
5 Quando o pai voltou da guerra, vinha major. Fora ferido. Perdera uma perna. A mulher abençoou essa desgraça. Ao menos, assim mutilado, ficava ele posto à margem, dispensado de voltar à mesma existência de perigos e canseiras. Podiam viver modestamente com seu soldo². Qualquer outro trabalho leve de que se pudesse encarregar dar-lhe-ia o suficiente para educar os filhos. Agora, porém, quando o velho major, durante os serões domésticos, começava a contar os seus episódios de campanha, a mulher estremecia.
No entusiasmo da narração, o velho transfigurava-se. O seu braço, estendido no ar, indicava os golpes de espada. A sua voz imitava, ora o ruído contínuo e seco da fuzilaria, ora o estrondo rouco dos canhoneios. Diante dele, Carlos, também transfigurado, bebia as suas palavras, com inveja, respirando a custo, agitando-se na cadeira. E a mãe quase rebentava em soluços, vendo a alegria do filho. Era aquele, há muito tempo, o seu maior receio... Pobre mãe! Desde o tempo em que apenas devia pensar em bonecos, o menino manifestava uma grande predileção pelas coisas da vida militar.
Ficava horas inteiras contemplando as fardas do pai: e, à noite, deixando de estudar, fechando sobre a mesa as suas gramáticas e os seus dicionários, era ele o primeiro a pedir ao velho mais uma daquelas narrações que o embriagavam. Quando foi preciso escolher uma carreira, Carlos, sem hesitação, declarou que queria ir para a Escola Militar. O velho exultou³. A mulher, resignada, não teve protesto.

(Olavo Bilac & Coelho Neto. Contos pátrios, 1906. Adaptado.)
¹ alquebrar: dobrar ou sofrer curvatura da espinha por doença, fraqueza ou velhice.
² soldo: salário de militares.
³ exultar: exprimir grande alegria.

No chamado discurso indireto livre, a voz da personagem mescla-se intimamente à voz do narrador, a exemplo do que ocorre em:
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Resolução comentada

No trecho A, a pergunta sobre a Pátria mescla a voz da mulher à do narrador.

Em "A Pátria! que era a Pátria, para valer mais do que ela...?", o pensamento e a revolta da mulher aparecem na narração sem verbo de dizer nem aspas, em pergunta que é dela. É o discurso indireto livre.

Análise das alternativas

B, C, D e E são narração em 3ª pessoa, sem a voz interior da personagem misturada à do narrador.

Referência: Tipos de discurso – discurso indireto livre

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sentido Literal e Figurado

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

Gabarito disponível

Texto-base:
Para responder às questões de 01 a 04, leia um trecho do conto “A pátria”, do escritor Olavo Bilac (1865-1918), o Patrono do Serviço Militar. Não por acaso, a sua data de nascimento, 16 de dezembro, foi consagrada como Dia do Reservista.

1 O pai, velho soldado que a vida das guerras alquebrara¹, gostava de lembrar, à noite, quando toda a família se reunia na sala de jantar em roda da grande mesa antiga, os episódios das campanhas que vira.
A mulher não ouvia com prazer aquelas histórias de cargas de cavalaria, de emboscadas, de assaltos, tão cheias de sangue e de horror. Quando o velho recordava aquele tempo, ela revivia a angústia dos dias passados na solidão, sem notícias do marido que lá andava pelo Paraguai. Lembrava-se da ansiedade e do medo com que esperava o correio, naquelas amaldiçoadas tardes de desespero. Quando o carteiro lhe entregava um envelope fechado, — quantos minutos ficava ela a mirar e a revolver nas mãos aquele pedaço de papel que vinha do querido ausente, e que tinha recebido os seus beijos e as suas lágrimas de saudade!
Por fim abria a carta. A princípio não podia ler. Tremia-lhe nos dedos o papel. Tinha de repousar um pouco: e, quando conseguia terminar a leitura, ficava abatida e sem consolo diante daquelas notícias que não variavam nunca. Era sempre a mesma coisa: não se sabia quando acabaria a guerra; mas Deus velava por ele; era preciso assegurar, conquistando um bom posto, um futuro feliz para os filhos; além disso a Pátria estava acima de tudo...
Ela amarrotava a carta... A Pátria! que era a Pátria, para valer mais do que ela, mais do que aquelas duas crianças, pobres inocentes que talvez a essa mesma hora já estivessem sem pai? Ia então contemplar os filhos, e ali ficava chorando, horas inteiras...
5 Quando o pai voltou da guerra, vinha major. Fora ferido. Perdera uma perna. A mulher abençoou essa desgraça. Ao menos, assim mutilado, ficava ele posto à margem, dispensado de voltar à mesma existência de perigos e canseiras. Podiam viver modestamente com seu soldo². Qualquer outro trabalho leve de que se pudesse encarregar dar-lhe-ia o suficiente para educar os filhos. Agora, porém, quando o velho major, durante os serões domésticos, começava a contar os seus episódios de campanha, a mulher estremecia.
No entusiasmo da narração, o velho transfigurava-se. O seu braço, estendido no ar, indicava os golpes de espada. A sua voz imitava, ora o ruído contínuo e seco da fuzilaria, ora o estrondo rouco dos canhoneios. Diante dele, Carlos, também transfigurado, bebia as suas palavras, com inveja, respirando a custo, agitando-se na cadeira. E a mãe quase rebentava em soluços, vendo a alegria do filho. Era aquele, há muito tempo, o seu maior receio... Pobre mãe! Desde o tempo em que apenas devia pensar em bonecos, o menino manifestava uma grande predileção pelas coisas da vida militar.
Ficava horas inteiras contemplando as fardas do pai: e, à noite, deixando de estudar, fechando sobre a mesa as suas gramáticas e os seus dicionários, era ele o primeiro a pedir ao velho mais uma daquelas narrações que o embriagavam. Quando foi preciso escolher uma carreira, Carlos, sem hesitação, declarou que queria ir para a Escola Militar. O velho exultou³. A mulher, resignada, não teve protesto.

(Olavo Bilac & Coelho Neto. Contos pátrios, 1906. Adaptado.)
¹ alquebrar: dobrar ou sofrer curvatura da espinha por doença, fraqueza ou velhice.
² soldo: salário de militares.
³ exultar: exprimir grande alegria.

Três trechos citados do texto, com verbos sublinhados: ● “Lembrava-se da ansiedade e do medo com que esperava o correio, naquelas amaldiçoadas tardes de desespero.” (2º parágrafo) ● “Diante dele, Carlos, também transfigurado, bebia as suas palavras, com inveja, respirando a custo, agitando-se na cadeira.” (6º parágrafo) ● “à noite, deixando de estudar, fechando sobre a mesa as suas gramáticas e os seus dicionários, era ele o primeiro a pedir ao velho mais uma daquelas narrações que o embriagavam.” (7º parágrafo) Verbos sublinhados: “Lembrava”, “bebia” e “embriagavam”.

Os verbos sublinhados estão empregados, respectivamente, em sentido
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Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronome Relativo

Fundação Vunesp 2026

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Texto-base:
Para responder às questões de 01 a 04, leia um trecho do conto “A pátria”, do escritor Olavo Bilac (1865-1918), o Patrono do Serviço Militar. Não por acaso, a sua data de nascimento, 16 de dezembro, foi consagrada como Dia do Reservista.

1 O pai, velho soldado que a vida das guerras alquebrara¹, gostava de lembrar, à noite, quando toda a família se reunia na sala de jantar em roda da grande mesa antiga, os episódios das campanhas que vira.
A mulher não ouvia com prazer aquelas histórias de cargas de cavalaria, de emboscadas, de assaltos, tão cheias de sangue e de horror. Quando o velho recordava aquele tempo, ela revivia a angústia dos dias passados na solidão, sem notícias do marido que lá andava pelo Paraguai. Lembrava-se da ansiedade e do medo com que esperava o correio, naquelas amaldiçoadas tardes de desespero. Quando o carteiro lhe entregava um envelope fechado, — quantos minutos ficava ela a mirar e a revolver nas mãos aquele pedaço de papel que
Linha do 2º parágrafo do texto: “vinha do querido ausente, e que tinha recebido os seus beijos”, com a palavra “que” sublinhada.
e as suas lágrimas de saudade!
Por fim abria a carta. A princípio não podia ler. Tremia-lhe nos dedos o papel. Tinha de repousar um pouco: e, quando conseguia terminar a leitura, ficava abatida e sem consolo diante daquelas notícias que não variavam nunca. Era sempre a mesma coisa: não se sabia quando acabaria a guerra; mas Deus velava por ele; era preciso assegurar, conquistando um bom posto, um futuro feliz para os filhos; além disso a Pátria estava acima de tudo...
Ela amarrotava a carta... A Pátria! que era a Pátria, para valer mais do que ela, mais do que aquelas duas crianças, pobres inocentes que talvez a essa mesma hora já estivessem sem pai? Ia então contemplar os filhos, e ali ficava chorando, horas inteiras...
5 Quando o pai voltou da guerra, vinha major. Fora ferido. Perdera uma perna. A mulher abençoou essa desgraça. Ao menos, assim mutilado, ficava ele posto à margem, dispensado de voltar à mesma existência de perigos e canseiras. Podiam viver modestamente com seu soldo². Qualquer outro trabalho leve de que se pudesse encarregar dar-lhe-ia o suficiente para educar os filhos. Agora, porém, quando o velho major, durante os serões domésticos, começava a contar os seus episódios de campanha, a mulher estremecia.
No entusiasmo da narração, o velho transfigurava-se. O seu braço, estendido no ar, indicava os golpes de espada. A sua voz imitava, ora o ruído contínuo e seco da fuzilaria, ora o estrondo rouco dos canhoneios. Diante dele, Carlos, também transfigurado, bebia as suas palavras, com inveja, respirando a custo, agitando-se na cadeira. E a mãe quase rebentava em soluços, vendo a alegria do filho. Era aquele, há muito tempo, o seu maior receio... Pobre mãe! Desde o tempo em
Linha do 6º parágrafo do texto: “que apenas devia pensar em bonecos, o menino manifestava”, com a palavra “que” (início da linha) sublinhada.
uma grande predileção pelas coisas da vida militar.
Ficava horas inteiras contemplando as fardas do pai: e, à noite, deixando de estudar, fechando sobre a mesa as suas gramáticas e os seus dicionários, era ele o primeiro a pedir ao velho mais uma daquelas narrações que o embriagavam. Quando foi preciso escolher uma carreira, Carlos, sem hesitação, declarou que queria ir para a Escola Militar. O velho exultou³. A mulher, resignada, não teve protesto.

(Olavo Bilac & Coelho Neto. Contos pátrios, 1906. Adaptado.)
¹ alquebrar: dobrar ou sofrer curvatura da espinha por doença, fraqueza ou velhice.
² soldo: salário de militares.
³ exultar: exprimir grande alegria.

Os termos sublinhados no segundo e no sexto parágrafos do texto referem-se, respectivamente, a
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Língua Portuguesa Pronomes — Pronome Oblíquo com Valor Possessivo

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Texto-base:
Para responder às questões de 01 a 04, leia um trecho do conto “A pátria”, do escritor Olavo Bilac (1865-1918), o Patrono do Serviço Militar. Não por acaso, a sua data de nascimento, 16 de dezembro, foi consagrada como Dia do Reservista.

1 O pai, velho soldado que a vida das guerras alquebrara¹, gostava de lembrar, à noite, quando toda a família se reunia na sala de jantar em roda da grande mesa antiga, os episódios das campanhas que vira.
A mulher não ouvia com prazer aquelas histórias de cargas de cavalaria, de emboscadas, de assaltos, tão cheias de sangue e de horror. Quando o velho recordava aquele tempo, ela revivia a angústia dos dias passados na solidão, sem notícias do marido que lá andava pelo Paraguai. Lembrava-se da ansiedade e do medo com que esperava o correio, naquelas amaldiçoadas tardes de desespero. Quando o carteiro lhe entregava um envelope fechado, — quantos minutos ficava ela a mirar e a revolver nas mãos aquele pedaço de papel que vinha do querido ausente, e que tinha recebido os seus beijos e as suas lágrimas de saudade!
Por fim abria a carta. A princípio não podia ler. Tremia-lhe nos dedos o papel. Tinha de repousar um pouco: e, quando conseguia terminar a leitura, ficava abatida e sem consolo diante daquelas notícias que não variavam nunca. Era sempre a mesma coisa: não se sabia quando acabaria a guerra; mas Deus velava por ele; era preciso assegurar, conquistando um bom posto, um futuro feliz para os filhos; além disso a Pátria estava acima de tudo...
Ela amarrotava a carta... A Pátria! que era a Pátria, para valer mais do que ela, mais do que aquelas duas crianças, pobres inocentes que talvez a essa mesma hora já estivessem sem pai? Ia então contemplar os filhos, e ali ficava chorando, horas inteiras...
5 Quando o pai voltou da guerra, vinha major. Fora ferido. Perdera uma perna. A mulher abençoou essa desgraça. Ao menos, assim mutilado, ficava ele posto à margem, dispensado de voltar à mesma existência de perigos e canseiras. Podiam viver modestamente com seu soldo². Qualquer outro trabalho leve de que se pudesse encarregar dar-lhe-ia o suficiente para educar os filhos. Agora, porém, quando o velho major, durante os serões domésticos, começava a contar os seus episódios de campanha, a mulher estremecia.
No entusiasmo da narração, o velho transfigurava-se. O seu braço, estendido no ar, indicava os golpes de espada. A sua voz imitava, ora o ruído contínuo e seco da fuzilaria, ora o estrondo rouco dos canhoneios. Diante dele, Carlos, também transfigurado, bebia as suas palavras, com inveja, respirando a custo, agitando-se na cadeira. E a mãe quase rebentava em soluços, vendo a alegria do filho. Era aquele, há muito tempo, o seu maior receio... Pobre mãe! Desde o tempo em que apenas devia pensar em bonecos, o menino manifestava uma grande predileção pelas coisas da vida militar.
Ficava horas inteiras contemplando as fardas do pai: e, à noite, deixando de estudar, fechando sobre a mesa as suas gramáticas e os seus dicionários, era ele o primeiro a pedir ao velho mais uma daquelas narrações que o embriagavam. Quando foi preciso escolher uma carreira, Carlos, sem hesitação, declarou que queria ir para a Escola Militar. O velho exultou³. A mulher, resignada, não teve protesto.

(Olavo Bilac & Coelho Neto. Contos pátrios, 1906. Adaptado.)
¹ alquebrar: dobrar ou sofrer curvatura da espinha por doença, fraqueza ou velhice.
² soldo: salário de militares.
³ exultar: exprimir grande alegria.

Pode ser atribuído valor de posse ao pronome sublinhado no seguinte trecho:
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Língua Portuguesa Figuras de Linguagem e Recursos Expressivos

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Examine a tirinha do cartunista Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram em 27.03.2026.

Tirinha em três quadros. Quadro 1, legenda: “ERA UMA VEZ UM SAPO VENENOSO...”, com um sapo verde entre plantas. Quadro 2, legenda: “... QUE VIROU UM PRÍNCIPE...”, com um príncipe de cabelos loiros. Quadro 3: legenda “... VENENOSO”; o príncipe, ao lado de uma dama de vestido verde, diz: “AQUELA LADY ELLEN NÃO SEI NÃO...”, olhando para outra dama ao fundo.

Na construção de seu sentido, a tirinha mobiliza fundamentalmente os seguintes recursos expressivos:
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Literatura Escolas Literárias — Características (Século XIX)

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Motivado pelas teorias científicas e filosóficas da segunda metade do século XIX, esse movimento literário se empenhava em retratar o homem e a sociedade em conjunto. Não bastava mostrar a face sonhadora e idealizada da vida, como haviam feito, em larga medida, os escritores da primeira metade do século XIX; era preciso mostrar a face do cotidiano massacrante, do casamento por interesse, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo, da impotência do ser humano comum diante dos poderosos.
(William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães. Literatura brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens, 2013. Adaptado.)

O movimento literário a que o excerto se refere é o
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Resolução comentada

O trecho descreve o Realismo.

O texto cita as influências científicas e filosóficas da segunda metade do século XIX e o objetivo de retratar a sociedade criticamente, com seus casamentos por interesse, adultério, falsidade e egoísmo. Isso caracteriza o Realismo, em oposição ao idealismo romântico.

Análise das alternativas

A) O Romantismo é o movimento da face sonhadora e idealizada citado como contraste. C) O Arcadismo é do século XVIII. D) O Parnasianismo prioriza a forma e a arte pela arte. E) O Simbolismo é subjetivo e espiritualista.

Referência: Escolas literárias do século XIX

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Arcadismo — Cláudio Manuel da Costa

Fundação Vunesp 2026

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Em relação ao amor, o eu lírico expressa, sobretudo, uma visão
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Resolução comentada

O eu lírico revela desilusão com o amor.

O eu lírico diz que cantou o amor sem conhecer seu veneno e que agora canta seus enganos. Chama-o de "aleivosia", "quimera", "labirinto" e "pesaroso encanto", o que evidencia uma visão desiludida.

Análise das alternativas

A) A ingenuidade ficou no passado e foi superada. C) O amor não é idealizado, e sim denunciado. D) Não há sensualidade. E) O amor platônico não é tema do soneto.

Referência: Cláudio Manuel da Costa – Sonetos

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Arcadismo — Cláudio Manuel da Costa

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

O emprego dos verbos “canto” (3ª estrofe) e “pinto” (4ª estrofe) explicita o teor
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Resolução comentada

Cantar e pintar remetem ao próprio fazer poético: metalinguagem.

"Canto" e "pinto" designam o ato de compor poesia, de modo que o poeta fala sobre o próprio fazer poético, o que caracteriza a metalinguagem. Ele diz que agora canta e pinta os enganos do amor, e não mais seus encantos.

Análise das alternativas

A) Não há tom místico-religioso. B) O poema não tem caráter histórico-social. C) Os verbos não expressam ironia. D) Não há saudosismo; há desilusão e arrependimento.

Referência: Funções da linguagem – metalinguagem

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem e Recursos Expressivos

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Opõem-se semanticamente os termos que compõem a seguinte expressão:
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Resolução comentada

"Pesaroso encanto" reúne ideias opostas: tristeza e encanto.

"Pesaroso" (que causa pesar, tristeza) se opõe a "encanto" (deleite, fascínio), formando um oxímoro que resume a visão contraditória do amor no poema.

Análise das alternativas

B) "veneno violento" tem sentidos convergentes, ambos negativos. C) "injusto Amor" não contém termos opostos. D) "doces expressões" são termos coerentes entre si; a oposição ocorre com o veneno, não dentro da expressão. E) "coração isento" significa livre, sem oposição interna.

Referência: Figuras de linguagem – oxímoro/antítese

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Arcadismo — Transição para o Romantismo

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Um traço estilístico que afasta esse soneto do Neoclassicismo, aproximando-o da estética romântica, é
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Resolução comentada

Subjetivismo do eu lírico aproxima o soneto do Romantismo.

O eu lírico fala de si em 1ª pessoa, expondo sua experiência e seu sofrimento amoroso ("eu cantei", "sinto", "me tem destinado estrago"). Essa ênfase na expressão subjetiva e emotiva é traço romântico, contrastando com a objetividade e a racionalidade neoclássicas.

Análise das alternativas

A) A temática onírica não aparece no poema. B) O culto da impessoalidade é neoclássico, e o poema é pessoal. D) Não há referência a entidades mitológicas no texto. E) O elogio da vida bucólica não está presente.

Referência: Arcadismo brasileiro – Cláudio Manuel da Costa; transição para o Romantismo

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Retomada de Termos

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Retoma uma informação mencionada anteriormente no soneto o termo sublinhado no seguinte verso:
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Língua Portuguesa Sintaxe — Ordem Direta e Inversa

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Por razões estilísticas, Cláudio Manuel da Costa recorre a várias inversões sintáticas. Um exemplo são os versos “Que Amor era benigno, eu persuadia / A qualquer coração de Amor isento;” (2ª estrofe). Em ordem direta, esses versos assumem a seguinte redação:
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Resolução comentada

Ordem direta: sujeito, verbo, objeto direto e objeto indireto.

Em ordem direta, o sujeito 'eu' vem antes do verbo 'persuadia', seguido do objeto direto 'que Amor era benigno' e do objeto indireto 'a qualquer coração isento de Amor'. Isso gera a alternativa B.

Análise das alternativas

A) Errada: mantém a inversão, com o objeto indireto no início. C) e E) Erradas: mudam o sentido, pois fazem 'Amor' persuadir e 'eu' ser benigno. D) Errada: mantém o objeto indireto antes do direto e 'de Amor isento', sem reorganizar na ordem direta.

Referência: Sintaxe: ordem direta e inversão

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Verbos — Emprego de Tempos e Modos Verbais

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

Gabarito disponível

Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Na linguagem poética, visando obter maior expressividade, pode-se empregar um tempo verbal em lugar de outro. É o que ocorre nos seguintes versos:
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Resolução comentada

'Cantara' e 'conhecera' (mais-que-perfeito) são usados no lugar de outros tempos, por licença poética.

No trecho, 'cantara' está no lugar do futuro do pretérito ('cantaria') e 'conhecera' no lugar do imperfeito do subjuntivo ('conhecesse'). A troca de tempo é recurso expressivo da linguagem poética.

Análise das alternativas

A) Errada: o pretérito perfeito 'cantei' exprime ação passada, empregado normalmente. B) Errada: o presente 'é' exprime estado, sem substituição de tempo. D) Errada: 'encobria' é pretérito imperfeito, adequado ao contexto. E) Errada: 'era' e 'persuadia' são imperfeitos empregados regularmente.

Referência: Emprego de tempos e modos verbais

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Versificação — Rimas

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Texto-base:
Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia¹.

Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras² pinto:
Amor de uma alma é pesaroso³ encanto;
Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
¹ aleivosia: engano, traição.
² quimera: ilusão.
³ pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Embora predominem no soneto as chamadas rimas ricas, o poeta recorre também a uma rima pobre (ou seja, aquela entre palavras de mesma classe gramatical). Trata-se da rima entre
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Resolução comentada

Rima pobre é entre palavras da mesma classe gramatical: 'sinto' e 'pinto' são verbos.

'Sinto' (sentir) e 'pinto' (pintar) são formas verbais, logo a rima é pobre. Nos demais pares as classes são diferentes, o que caracteriza rima rica.

Análise das alternativas

A) Errada: 'tanto' (pronome ou advérbio) e 'encanto' (substantivo) são classes diferentes. C) Errada: 'dia' é substantivo e 'encobria' é verbo. D) Errada: 'persuadia' é verbo e 'aleivosia' é substantivo. E) Errada: 'vencimento' é substantivo e 'violento' é adjetivo.

Referência: Versificação: rimas ricas e pobres

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Homonímia e Paronímia

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Examine o cartum de Rafael Corrêa.

Cartum com duas peças de xadrez. Um peão, à esquerda, diz: “xeque!”. O rei, à direita, responde: “Só trabalho com cartão”.

(Rafael Corrêa. Até aqui tudo bem, 2018.)

Para obter seu efeito de humor, o cartum explora o fenômeno linguístico denominado
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Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Divulgação Científica

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Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Texto-base:
Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

O texto transcrito é um artigo de divulgação científica. Uma característica textual que o afasta de um artigo científico é o emprego de
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Resolução comentada

A expressão coloquial 'estão pipocando' afasta o texto da linguagem de um artigo científico.

O artigo científico usa linguagem formal e técnica. 'Estão pipocando zonas mortas' é uma expressão figurada e coloquial, própria da divulgação científica para o público geral.

Análise das alternativas

A) Errada: o trecho citado é formal e objetivo, não informal. B) Errada: o trecho está na voz passiva e é impessoal, não pessoal. C) Errada: a linguagem impessoal é típica do artigo científico, então não o afasta. E) Errada: a linguagem técnica aproxima o texto do artigo científico.

Referência: Gêneros textuais: divulgação científica x artigo científico

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Língua Portuguesa Dêixis

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Texto-base:
Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

De acordo com o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, os dêiticos são termos linguísticos que se referem “à situação em que o enunciado é produzido, ao momento da enunciação e aos atores do discurso”. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Termos como “aqui” e “agora” devem ser interpretados em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui” ou “agora”.
Verifica-se um dêitico que se refere ao momento em que o enunciado é produzido no seguinte trecho:
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Resolução comentada

'Hoje' é o dêitico temporal que remete ao momento da enunciação.

'Hoje' só pode ser interpretado em função do momento em que o texto foi escrito. Os demais trechos não trazem termos que dependam do momento da fala.

Análise das alternativas

B), C) e D) Erradas: não há dêitico temporal nesses trechos. E) Errada: 'Nessa fase' é um elemento anafórico, retoma uma fase descrita no próprio texto e não depende do momento da enunciação.

Referência: Dêixis temporal

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pessoas do Discurso — Marcas do Autor no Texto

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Texto-base:
Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

O autor inclui-se explicitamente no próprio texto no seguinte trecho:
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Resolução comentada

O autor se inclui no texto pela 1ª pessoa do plural em 'nos preparamos'.

No trecho 'à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos', o verbo 'preparamos' e o pronome 'nos' estão na 1ª pessoa do plural, o que inclui o autor.

Análise das alternativas

A), B), D) e E) Erradas: estão em 3ª pessoa ou impessoais, sem marca explícita do autor. Em B, 'poucos sabem' fala dos outros, e em E o verbo está no infinitivo.

Referência: Pessoas do discurso; marcas de enunciação

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Reescrita de Frases e Equivalência de Sentido

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Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

“Embora [...] não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica.” (4º parágrafo)
Esse trecho pode ser reescrito, sem prejuízo para o seu sentido original, da seguinte forma:
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Resolução comentada

'Não são menos importantes' equivale a 'não são menos importantes que', preservado na alternativa C.

O trecho diz que, embora as zonas mortas não sejam sentidas, elas não são menos importantes que o desmatamento. A alternativa C mantém a concessão ('ainda que nossos corações não as sintam') e a comparação: o desmatamento não é mais importante que as zonas mortas.

Análise das alternativas

A) Errada: diz que o desmatamento é mais sentido, algo que o texto não afirma, e altera a comparação. B) Errada: diz que as zonas mortas são mais importantes, o que exagera o sentido original. D) Errada: afirma que as zonas mortas são menos importantes. E) Errada: afirma que o desmatamento é menos importante.

Referência: Reescrita de frases; oração concessiva e comparação

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Período Composto — Orações Subordinadas Adverbiais

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Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

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Texto-base:
Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

Trecho citado: “esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos” (4º parágrafo), com “à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos” sublinhado.

Em relação ao trecho que o antecede, o trecho sublinhado expressa ideia de
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