← Voltar para a lista de provas Câmara dos Deputados · Cargos 1 e 2 (nível superior) — Conhecimentos Gerais 90 questões nesta prova · página 2 de 5 · 88 com gabarito Gabarito disponível A substituição por 'a existência de' mantém correção e paralelismo. 'Reconhecem a existência de discriminação' e 'reconhecem a existência de machismo' são construções corretas, com objeto direto nominal, e paralelas entre si. O verbo 'reconhecer' é transitivo direto, então a troca é adequada. Certo: correto. Errado: não há erro gramatical nem quebra de paralelismo. Referência: Reescrita de frases; paralelismo sintático Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os entrevistados negavam ser racistas, mas viam racistas em volta: excluíam-se do coletivo. 97% diziam não ter preconceito, mas 98% conheciam racistas. Isso indica que cada um se via como exceção, 'ilha de democracia racial', negando implicitamente pertencer à coletividade que é racista. Certo: correto, conforme a citação de Schwarcz. Errado: ignora a contradição apontada pelo texto. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto diz que a geração mais nova menos percebe a discriminação, não que seja menos afetada. O texto afirma que a geração nascida no novo milênio é a que menos percebe a discriminação de gênero, o que trata de percepção, não de ser menos afetada por ela. A inferência confunde percepção com incidência. Certo: confunde percepção com efeito. Errado: correto. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O 'a' antes de 'que' é artigo/pronome demonstrativo, não preposição. Em 'a primeira a tratar' e 'a que tornou', o 'e' liga dois termos que caracterizam 'Constituição': 'a primeira a tratar...' (com oração reduzida de infinitivo) e 'a que tornou...' (com oração adjetiva introduzida por 'que'). O 'a' é artigo/pronome demonstrativo, não preposição. Além disso, 'a primeira a tratar' não é oração adjetiva desenvolvida introduzida por preposição. Certo: erra ao classificar 'a' como preposição que introduz as orações. Errado: correto. Referência: Sintaxe do período composto; orações subordinadas adjetivas Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível A reescrita altera o sentido e perde informações do texto. O texto afirma que o debate cresceu e que as cotas são um sucesso 'comprovado'. A reescrita transforma isso em cotas 'aceitas como um sucesso', relativizando a comprovação e trocando o fato por mera aceitação. Também sugere relação causal entre o avanço do debate e o sucesso, que o texto não estabelece. Certo: não mantém a coerência nem o sentido original. Errado: correto. Referência: Reescrita de frases (equivalência semântica) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Discretion' aqui é poder de decisão, não 'ser discreto'. 'Latitude to exercise discretion' significa liberdade/margem para decidir por conta própria. 'Be discreet' significa ser reservado ou cauteloso, outro sentido. A troca alteraria o significado. Certo: confunde discretion (poder discricionário) com discreet (discreto). Errado: correto. Referência: Vocabulário: discretion vs. discreet Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'This' retoma toda a ideia do parágrafo anterior. 'This' é pronome demonstrativo que retoma o conjunto do que foi dito no segundo parágrafo (a possibilidade de o redator usar discrição e advogar), e não uma palavra específica. A ressalva 'not too malevolent' modera essa afirmação. Certo: correto, referência a todo o enunciado anterior. Errado: não procede. Referência: Referência pronominal (anáfora) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto questiona a neutralidade dos redatores legislativos. O autor afirma que a relação entre redator e texto está longe de ser 'value-neutral' e que decisões de redação sofrem influência de agendas pessoais. Portanto, o texto confronta a ideia de neutralidade. Certo: correto. Errado: contraria a tese do texto. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível O texto não afirma manipulação deliberada; diz que muitos nem percebem seu poder. O ponto central é que o redator exerce juízo pessoal e papel ativo, não sendo mero escriba neutro. O autor ressalva que não pretende pintar um retrato malévolo: eles não são subversivos e muitos nem percebem seu poder. Logo, 'manipulação deliberada' distorce o texto. Certo: atribui intenção deliberada, contrariando o terceiro parágrafo. Errado: correto. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O primeiro parágrafo diz que pouco se explorou o processo de redação e que ele não é apenas técnico e neutro. O autor afirma que 'little attention has been devoted' ao processo e que os comentários existentes são técnicos, enquanto a relação entre redator e texto está longe de ser técnica e neutra. A conclusão do item reflete isso. Certo: resume corretamente o primeiro parágrafo. Errado: ignoraria a pouca atenção dada ao tema e a crítica à visão técnica. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O comportamento de alguns legisladores era por vezes assustador para o autor. O autor diz que o modo como legisladores e assessores abordavam a tecnologia era 'at times comical – at times frightening'. Logo, a reação negativa deles às vezes o assustava. Certo: corresponde ao trecho 'at times frightening'. Errado: contraria o texto. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O present perfect não indica um momento específico no passado. 'Has the legislature resisted...' está no present perfect, usado para ações passadas sem momento determinado ou que se ligam ao presente. Assim, não havia ponto específico no tempo a considerar nas respostas. Certo: correto, o present perfect não marca tempo específico. Errado: incorreto, pois contradiz o uso desse tempo verbal. Referência: Present perfect (gramática inglesa) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O encontro com o redator ocorreu na experiência anterior, não durante a pesquisa. O autor viu o redator mais velho irritado com o 'track changes' em sua experiência de 9 anos na Legislatura de Massachusetts, que motivou a pergunta da pesquisa. Não foi 'ao conduzir a pesquisa'. Além disso, o redator foi forçado a mudar, e o texto não fala em recusa como tal. Certo: erra ao situar o episódio durante a pesquisa. Errado: correto, pois a experiência é anterior e base da pergunta. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O autor não demonstra ceticismo; relata situações cômicas/assustadoras de resistência alheia. O autor descreve a resistência de legisladores à tecnologia, tratando-a com humor e preocupação. Isso não indica ceticismo dele próprio quanto ao uso de tecnologia no processo legislativo; o ceticismo, se há, é dos legisladores. Certo: atribui ao autor a posição que o texto atribui aos legisladores. Errado: correto, o texto não revela ceticismo do autor. Referência: Interpretação de texto (Cebraspe) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Falsidade de P→Q não permite concluir que João não assistiu. 'Se P, então Q' é falsa apenas quando P é verdadeira e Q é falsa. Então P é V e Q ('João assistiu sem pagar') é F. Q falsa = ¬(assistiu ∧ ¬pagou) = 'João não assistiu OU João pagou'. Isso não implica que João não assistiu: ele pode ter assistido e pago. Certo: incorreto, pois a falsidade de Q só garante que João não assistiu ou pagou. Errado: correto, a inferência não é válida. Referência: Tabela-verdade da condicional; negação da conjunção (De Morgan) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A negação de (p→q) é p ∧ ¬q. A negação de 'Se Maria pagou, então assistiu' (p→q) é 'p e não q': 'Maria pagou e não assistiu', que é exatamente P. Logo, o item está certo. Certo: correta, pois ¬(p→q) ≡ p ∧ ¬q. Errado: incorreto, porque P coincide com a negação da condicional. Referência: Negação da condicional: ¬(p→q) ≡ p ∧ ¬q Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Q tem duas proposições simples, logo 4 linhas. Q envolve duas proposições simples, 'João assistiu' e 'João pagou'. O número de linhas é 2² = 4, e não 8. Certo: 8 linhas exigiria três proposições simples. Errado: correto, são 4 linhas. Referência: Lógica proposicional, tabela-verdade (2ⁿ linhas). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'João não assistiu sem pagar' pode ser lida como a negação de Q. Q é A ∧ ¬B. Sua negação é ¬A ∨ B, que equivale a A → B. A frase 'João não assistiu sem pagar' é interpretada como a negação de 'assistiu sem pagar', ou seja, não ocorre assistir sem pagar. O gabarito considera correto. Certo: nega a conjunção 'assistiu sem pagar'. Errado: exigiria outra formulação, mas a leitura de negar a proposição inteira é admitida. Referência: Lógica proposicional, negação. Resolução comentada do VaiConcursos.Câmara dos Deputados — Concurso 2025 (Edital nº 1, de 30/12/2025) — Conhecimentos Gerais para os Cargos 1 e 2
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
Nos trechos “reconhecem que há discriminação” e “reconhecem que há machismo” (segundo período do terceiro parágrafo), a substituição do segmento “que há” por a existência de manteria tanto a correção gramatical quanto o paralelismo sintático no período.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
Infere-se dos resultados da pesquisa realizada em 1988 sobre racismo que os entrevistados implicitamente negavam fazer parte do coletivo a que pertenciam.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
Depreende-se da leitura do texto que a geração dos nascidos no novo milênio é menos afetada pela discriminação de gênero que as demais.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
No trecho “a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime” (primeiro período do texto), a conjunção “e” liga por adição duas orações adjetivas introduzidas pela preposição “a”.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
No segundo período do segundo parágrafo, o sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Tendem” classifica-se sintaticamente como indeterminado.
Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.
Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo poderiam ser reescritos em um único período, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Atualmente, considerando o avanço do debate sobre o racismo, as cotas raciais já são aceitas como um sucesso social e acadêmico.Resolução comentada
Análise das alternativas
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
The fragment of a sentence “greater latitude to exercise discretion” (second sentence of the second paragraph) can be, without this changing the original meaning of the text, replaced with greater possibilities to be discreet.Resolução comentada
Análise das alternativas
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
In “But this is not to paint too malevolent a portrait” (first sentence of the third paragraph), “this” does not refer to a specific previous word, but to the entire statement made in the second paragraph.Resolução comentada
Análise das alternativas
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
The text confronts the idea of neutrality of those whose work is to write texts that may become law.Resolução comentada
Análise das alternativas
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
By using the expressions “‘advocacy’ role” (second sentence of the second paragraph) and “advocacy agenda” (forth sentence of the third paragraph), the author is referring specifically to people who have a degree in law and work in the legislative branch.
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
The main point of the text is to reveal how drafters can deliberately manipulate the drafting process according to their own interests.Resolução comentada
Análise das alternativas
Little attention has been devoted to legislation’s point of origin — the legislative drafting process. Such commentary as has been offered is essentially technical in nature. However, the relationship between drafter and text is the furthest thing from a technical, value-neutral enterprise.
For example: a question confronted by every drafter and one with obvious ethical and political implications is, “How much is to be left to the drafter’s discretion?” Obviously, the drafter who less frequently inquires about the client’s desires will have greater latitude to exercise discretion and accordingly can play more of an “advocacy” role in shaping the legislation, a situation which can lead to his or her sidesteping the duty of abiding by a client’s decisions concerning the objectives of representation.
But this is not to paint too malevolent a portrait of legislative drafting personnel. They are not a fifth column of subversives who pursue personal advocacy objectives in everything that they do. Indeed, many may even be unaware of their power. They are, though, continually called upon to exercise personal judgment in the performance of their duties. Such judgments are frequently policy judgments, and drafting decisions are often influenced consciously or subconsciously by the advocacy agenda of the individual drafter. The legislative drafter plays a more active role in the process than is generally accorded to the stereotypical scribe, laboring in nameless and faceless obscurity to produce a bill draft.
David Marcello. The Ethics and Politics of Legislative Drafting. In: Tulane Law Review, vol. 70, p. 2437, 1996 (adapted).
About the preceding text, judge the following items.
It is correct to conclude from the first paragraph of the text that its author believes that not much has been explored about the true nature of legislative drafters’ work, which is not merely technical and impartial.Resolução comentada
Análise das alternativas
When conducting a survey on the use of technology in the legislative process, one of the questions I asked was “Has the legislature, as an institution or in part, resisted technology based changes?” I asked this question based on my own experience with the Massachusetts Legislature. I spent 9 years working with legislators and senior staff, and the way they sometimes approached technology was at times comical―at times frightening. My friends and I watched on―and laughed―the first time a laptop computer or an iPhone made its way onto the floor of the Massachusetts House or Senate and the members gathered around it, acting as though they were looking at an artifact that had been dropped from Mars. I also saw an older legislative drafter become befuddled and angry when he was forced to start using the “track changes” and “comment” functions on Microsoft Word rather than marking up a bill with his beloved red pencil.
Sean J. Kealy. Technology & Legislative Drafting In The United States. Internet: <sites.bu.edu> (adapted).
Judge the following items concerning the previous text.
The negative way some legislators reacted to technology sometimes scared the author of the text.Resolução comentada
Análise das alternativas
When conducting a survey on the use of technology in the legislative process, one of the questions I asked was “Has the legislature, as an institution or in part, resisted technology based changes?” I asked this question based on my own experience with the Massachusetts Legislature. I spent 9 years working with legislators and senior staff, and the way they sometimes approached technology was at times comical―at times frightening. My friends and I watched on―and laughed―the first time a laptop computer or an iPhone made its way onto the floor of the Massachusetts House or Senate and the members gathered around it, acting as though they were looking at an artifact that had been dropped from Mars. I also saw an older legislative drafter become befuddled and angry when he was forced to start using the “track changes” and “comment” functions on Microsoft Word rather than marking up a bill with his beloved red pencil.
Sean J. Kealy. Technology & Legislative Drafting In The United States. Internet: <sites.bu.edu> (adapted).
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The verb tense used in the survey question presented in the first sentence of the text indicates that there was no specific point in time respondents had to consider in their answers.Resolução comentada
Análise das alternativas
When conducting a survey on the use of technology in the legislative process, one of the questions I asked was “Has the legislature, as an institution or in part, resisted technology based changes?” I asked this question based on my own experience with the Massachusetts Legislature. I spent 9 years working with legislators and senior staff, and the way they sometimes approached technology was at times comical―at times frightening. My friends and I watched on―and laughed―the first time a laptop computer or an iPhone made its way onto the floor of the Massachusetts House or Senate and the members gathered around it, acting as though they were looking at an artifact that had been dropped from Mars. I also saw an older legislative drafter become befuddled and angry when he was forced to start using the “track changes” and “comment” functions on Microsoft Word rather than marking up a bill with his beloved red pencil.
Sean J. Kealy. Technology & Legislative Drafting In The United States. Internet: <sites.bu.edu> (adapted).
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When conducting his survey, the author met an older drafter who did not want to change the way he worked with bills and red pencils.Resolução comentada
Análise das alternativas
When conducting a survey on the use of technology in the legislative process, one of the questions I asked was “Has the legislature, as an institution or in part, resisted technology based changes?” I asked this question based on my own experience with the Massachusetts Legislature. I spent 9 years working with legislators and senior staff, and the way they sometimes approached technology was at times comical―at times frightening. My friends and I watched on―and laughed―the first time a laptop computer or an iPhone made its way onto the floor of the Massachusetts House or Senate and the members gathered around it, acting as though they were looking at an artifact that had been dropped from Mars. I also saw an older legislative drafter become befuddled and angry when he was forced to start using the “track changes” and “comment” functions on Microsoft Word rather than marking up a bill with his beloved red pencil.
Sean J. Kealy. Technology & Legislative Drafting In The United States. Internet: <sites.bu.edu> (adapted).
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In his text, the author shows his skepticism about the use of technology in the legislative process.Resolução comentada
Análise das alternativas
P: “Maria pagou e não assistiu.”
Q: “João assistiu sem pagar.”
No que concerne às proposições P e Q apresentadas anteriormente, julgue os itens seguintes.
A falsidade da proposição “Se P, então Q” permite que se infira corretamente que João não assistiu.Resolução comentada
Análise das alternativas
P: “Maria pagou e não assistiu.”
Q: “João assistiu sem pagar.”
No que concerne às proposições P e Q apresentadas anteriormente, julgue os itens seguintes.
A proposição P é a negação de “Se Maria pagou, então assistiu.”.Resolução comentada
Análise das alternativas
P: “Maria pagou e não assistiu.”
Q: “João assistiu sem pagar.”
No que concerne às proposições P e Q apresentadas anteriormente, julgue os itens seguintes.
A tabela-verdade associada à proposição Q tem 8 linhas.Resolução comentada
Análise das alternativas
P: “Maria pagou e não assistiu.”
Q: “João assistiu sem pagar.”
No que concerne às proposições P e Q apresentadas anteriormente, julgue os itens seguintes.
A negação da proposição Q pode ser expressa por “João não assistiu sem pagar.”.Resolução comentada
Análise das alternativas
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