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Marinha do Brasil — Concurso Público para Professor do Magistério Superior (CP-PMS/2017) — História — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História

Diretoria de Ensino da Marinha2017Superior

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito

Teoria da História e Historiografia Historiografia Marxista Britânica

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A respeito da historiografia britânica desenvolvida a partir da década de 1950 e que orbitou em torno das revistas Past and Present e da dissidente New Left Review, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

E. P. Thompson: história vista de baixo e crítica a Althusser.

Thompson é referência da "história vista de baixo" e criticou duramente o estruturalismo de Althusser, em A miséria da teoria. A afirmativa A é a única correta.

Análise das alternativas

B) Errada: o grupo era heterogêneo e teve divergências internas, como Thompson contra Anderson. C) Errada: a história social inglesa era de matriz marxista, não se desvinculava dela. D) Errada: as revistas não se definiram como reação a ortodoxias gramscianas. E) Errada: Thompson destacava a agência, a experiência e o sujeito histórico, não a negação do sujeito.

Referência: Thompson, A miséria da teoria; Past and Present; New Left Review.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Brasil Colônia — Câmaras Municipais e Elites Locais

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Leia os textos a seguir.

"As câmaras, em nome do bem comum da República, intervinham no mercado controlando os preços e serviços ligados ao abastecimento da cidade" (FRAGOSO, João. "A formação da economia colonial no Rio de Janeiro e de sua primeira elite senhorial (séculos XVI-XVII)", in FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; & GOUVÊA, M. de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 47).
"Modelo quase universal e relativamente uniforme de organização local em todo o território da monarquia portuguesa e suas conquistas, as câmaras foram, segundo Charles Boxer, instituições fundamentais na construção e manutenção do império ultramarino". (BICALHO, Maria Fernanda. "As câmaras ultramarinas e o governo do Império", in FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; & GOUVÊA, M. de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 191).

Com relação a esses textos e sobre as câmaras municipais e as elites locais na monarquia portuguesa, é INCORRETO afirmar que:
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Resolução comentada

A alternativa D é a incorreta: as elites locais não ocupavam, em regra, o Conselho Ultramarino.

A questão pede a INCORRETA. As elites coloniais atuavam nas câmaras e em redes locais. Os Conselhos Superiores, como o Conselho Ultramarino, eram compostos por letrados e fidalgos do Reino, e as elites locais não os integravam com frequência.

Análise das alternativas

A) Correta: as câmaras eram espaços de representação e de negociação com a Coroa. B) Correta: o pacto corporativo da segunda escolástica era somado ao direito de conquista nas partes ultramarinas. C) Correta: os mercados coloniais eram regulados politicamente, portanto "imperfeitos". E) Correta: os "principais da terra" construíam redes de alianças amplas, que incluíam índios e escravizados.

Referência: FRAGOSO, BICALHO e GOUVÊA (orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos, 2001.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria da História e Historiografia Concepções de Tempo Histórico — Teleologia Medieval

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Leia o texto a seguir.
"O primeiro passo que proponho, para sair deste dilema, [...] é inverter a pergunta mais óbvia. Ao invés de perguntarmo-nos 'se a história tem um sentido', coloquemos antes de tudo a interrogação: 'como chegamos a pensar que a história tenha sentido?'" (BODEI, Remo. A História tem um sentido? Bauru: EDUSC, 2001,p. 15).
"[...] os bem ressuscitados alegres, os mal ressuscitados tristes, começarão a caminhar todos para o lugar do Juízo". (VIEIRA, Antônio. "Sermão da Primeira Dominga do Advento", 1650, in FRANCO, José Eduardo & CALAFATE, José (Dir.) Sermões do Advento, do Natal e da Epifania. Tomo II, Vol. I. (Obra Completa do Padre Antônio Vieira). São Paulo: Loyola, 2014, p. 153).

Este trecho, de autoria do jesuíta Antônio Vieira, personagem fundamental na história luso-brasileira do século XVII, indica um determinado sentido histórico que corresponde a uma forma específica de compreender as transformações e significados da passagem do tempo. Sobre essa forma específica, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Visão teleológica cristã da história, recorrente na Idade Média.

O sermão de Vieira trata da ressurreição e do Juízo Final, isto é, de uma história com começo, meio e fim, dirigida a um desfecho providencial. Essa concepção teleológica cristã marcou a Idade Média e se prolongou na Época Moderna.

Análise das alternativas

A) Errada: a visão cíclica é típica da Antiguidade grega, não do sentido escatológico cristão. C) Errada: a ideia de virtude e de transformação possível da realidade remete ao humanismo e a Maquiavel, não ao Juízo Final. D) Errada: a evolução pela razão é própria do Iluminismo, e o texto tem fundo religioso. E) Errada: a história metódica do século XIX trata de método científico, e não de sentido providencial.

Referência: BODEI, Remo. A História tem um sentido?; Vieira, Sermões.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Guerra da Cisplatina — Armada Imperial

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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A Guerra Cisplatina, ocorrida entre 1825 e 1828, demonstrou como a região do Estuário do Rio da Prata era fundamental para os interesses brasileiros, a serem defendidos por forças de terra e de mar mobilizadas para cumprir tal objetivo. Sobre a participação da Armada Imperial nesse conflito, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Após 1828, a Armada seguiu atuando pelos interesses do Império no Prata.

Mesmo com o esgotamento econômico e militar causado pela guerra e o fim do conflito em 1828, a Armada Imperial continuou presente no Prata, defendendo os interesses brasileiros na região. É a única afirmativa que não exagera nem distorce os fatos.

Análise das alternativas

A) Errada: não houve vitória naval definitiva em 1826, e a guerra de corso argentina continuou durante todo o conflito. B) Errada: o bloqueio não anulou a força naval argentina em 1826, que seguiu atuando e obteve vitórias pontuais. C) Errada: a Marinha também atuou na defesa da costa e do comércio contra os corsários. D) Errada: os corsários, armados em portos argentinos e de outros países, conseguiram romper o bloqueio e atacar a navegação brasileira.

Referência: História Naval do Brasil — Guerra da Cisplatina (1825-1828).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria da História e Historiografia Pós-Modernismo e História

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Há algumas décadas, o meio acadêmico presencia um debate acalorado a respeito das concepções pós-modernistas da história. Sendo assim, marque a opção que apresenta uma das perspectivas pós-modernas da história.
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Resolução comentada

Pós-modernismo: crítica às metanarrativas e pluralidade de 'histórias'.

O pós-modernismo critica os centros de produção do conhecimento e as metanarrativas, defendendo que não há uma 'História' única, mas 'histórias'. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A e B expressam a visão da história como ciência objetiva (positivista e de ciências sociais). C é errada porque o pós-modernismo é associado ao relativismo, não à sua crítica. D é errada porque a tese do 'fim da história' é de Fukuyama e não é seu principal postulado.

Referência: Debate historiográfico sobre pós-modernismo e história.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Revolução Industrial e Tecnologia Naval no Século XIX

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Durante o século XIX, a Revolução Industrial esteve em pleno andamento em algumas nações, trazendo repercussões em diversos pontos do globo nos modos de vida de seus habitantes. Assinale a opção correta com relação aos impactos e transformações advindas desse contexto nos meios marítimos.
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Resolução comentada

Revolução Industrial e tecnologia naval: combustíveis fósseis e ligas de ferro e carbono.

A revolução da tecnologia naval apoiou-se em dois conjuntos de materiais: os combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e as ligas de ferro e carbono (ferro e aço). Por isso C é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque as marinhas adotaram o vapor e foram abandonando a vela. B é errada porque a hélice acabou se mostrando mais eficiente que as rodas de pás. D é errada porque os veleiros não foram totalmente descartados na década de 1840. E é errada porque a propulsão diesel não existia nessa época.

Referência: História Naval; Revolução Industrial e propulsão naval.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Brasil na Segunda Guerra Mundial — Lend and Lease

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Dentro do Lend and Lease Program (1941-1945), os Estados Unidos assinaram vários acordos bilaterais com países da América Latina, dentre esses o Brasil. Sendo assim, assinale a opção que apresenta obrigações dos países nesses acordos bilaterais.
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Resolução comentada

Lend and Lease: matérias-primas latino-americanas como pagamento do material bélico dos EUA.

Nos acordos, os países latino-americanos forneciam as matérias-primas necessárias ao esforço de guerra, e os créditos delas decorrentes serviam para pagar o material bélico recebido, como os navios repassados ao Brasil. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque a América Latina não contribuía com material bélico de produção própria. B é errada porque os EUA não forneciam matérias-primas. C é errada porque não se exigia a incorporação de navios latino-americanos à marinha dos EUA. D é errada porque não se previu a instalação de estaleiros norte-americanos nesses países.

Referência: História Naval Brasileira; Lend and Lease e a Marinha do Brasil.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Geral Guerra Fria

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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"A Segunda Guerra Mundial mal terminara quando a humanidade mergulhou no que se pode encarar, razoavelmente, como uma Terceira Guerra Mundial, embora uma guerra muito peculiar." (HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 224).
Sobre o contexto da Guerra Fria, implícita no texto acima, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Guerra Fria: disputa por zonas de influência por negociações e intervenções armadas.

Tanto os EUA quanto a URSS buscaram ampliar suas zonas de influência por meio de negociações e intervenções armadas, o que é uma consequência política central da Guerra Fria. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque houve negociações e períodos de détente. B é errada porque houve crises graves, como a de Cuba em 1962. C é errada porque os aliados desenvolveram tecnologia nuclear (Reino Unido, França). D é errada porque Coreia, Vietnã e Afeganistão são conflitos da Guerra Fria.

Referência: HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos, 1995.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Independência do Brasil — Atuação da Marinha

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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As guerras da Independência mostraram como a recém-formada Marinha brasileira foi essencial para o desfecho desse processo. Sobre a participação da Marinha brasileira nesse contexto, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Marinha na Independência: bloqueio naval na Bahia e na Cisplatina.

Tanto na Bahia como na Cisplatina houve bloqueio naval pelas forças brasileiras, que levou ao desabastecimento e à retirada das tropas portuguesas. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque a descrição do combate naval é imprecisa e generalizada. B é errada porque na Bahia houve bloqueio. C é errada porque não houve a batalha naval descrita na Cisplatina. D é errada porque a atuação da Marinha no Maranhão e Grão-Pará foi relevante e não nula.

Referência: História Naval Brasileira; Independência e Marinha.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Guerra do Paraguai — Batalha Naval do Riachuelo

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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A Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 11 de junho de 1865, foi um momento importante para a Tríplice Aliança durante a Guerra do Paraguai e para os rumos desse conflito. Sobre essa batalha naval, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Riachuelo (1865) consolidou a estratégia aliada do bloqueio e anulou a relevância da esquadra paraguaia.

A vitória em Riachuelo permitiu o bloqueio fluvial do Paraguai, a estratégia principal dos aliados, e a marinha paraguaia remanescente deixou de ter relevância. Por isso B é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque o avanço até Assunção foi lento. C é errada porque a questão exagera ao falar em aniquilamento e em posição avançada. D é errada porque os paraguaios não avançaram sobre o Prata após a batalha. E é errada porque a vitória aliada enfraqueceu e não fomentou o apoio a López.

Referência: História Naval Brasileira; Guerra do Paraguai.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Tecnologia Naval no Brasil no Século XIX

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Sobre a tecnologia militar naval no Brasil no século XIX, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Monitores construídos no Arsenal do Rio entre 1865 e 1869 e a influência da Guerra Civil Americana.

Os monitores, desenvolvidos na Guerra Civil Americana, tiveram influência na Guerra da Tríplice Aliança, e vários foram construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro entre 1865 e 1869. Por isso A é correta.

Análise das alternativas

B é errada porque a vela não desapareceu nas décadas de 1870 e 1880. C é errada porque a questão generaliza o foco fluvial e a transição de calado de forma imprecisa. D é errada porque os navios de madeira não foram totalmente substituídos por encouraçados. E é errada porque em Riachuelo o abalroamento foi feito pelas proas dos navios de madeira, e a tática não decorreu de esporões.

Referência: História Naval Brasileira; Guerra da Tríplice Aliança.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria da História e Historiografia História Oral

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

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A respeito da chamada "História Oral", assinale a opção correta.
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Resolução comentada

História Oral: a memória e os 'não-ditos' como questões centrais.

A memória é central na história oral, e os silêncios e 'não-ditos' são objeto recorrente de discussão, pois os depoimentos são construções do presente sobre o passado. Por isso C é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque depoimentos não são mais fidedignos que a documentação escrita. B é errada porque a subjetividade não invalida a pesquisa. D é errada porque a história oral institucional é válida, desde que se faça a crítica do controle da memória. E é errada porque há prática e debate consolidados no Brasil, com associações e publicações.

Referência: Metodologia da História Oral; memória e silêncios.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria da História e Historiografia Ofício do Historiador e Objetividade

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Leia o texto abaixo.

"Fomos progressivamente descobrindo que a objetividade do conhecimento histórico é um mito, que toda história é escrita por um homem [...] e põe na escrita muito de si próprio. Os historiadores têm procurado afinar seus instrumentos de trabalho, tendo em vista a compreender a realidade do passado de forma cada vez mais científica" (ARIÈS; Philippe; DUBY, Georges; LE GOFF, Jacques. História e Nova História. Lisboa: Teorema, s/data, pp.9-10). Acerca desse texto e das concepções concernentes ao papel do historiador na produção do conhecimento histórico, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Papel do historiador: consciência do lugar social, distanciamento crítico e rigor metodológico.

Reconhecer que a objetividade absoluta é um mito não implica abandonar a cientificidade: cabe ao historiador ter consciência do seu lugar social, adotar distanciamento crítico em relação às fontes e refinar procedimentos analítico-metodológicos, como o próprio texto indica. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque heurística e hermenêutica continuam úteis. B é errada porque parcialidade não equivale a ficção. C é errada porque o conhecimento histórico não depende apenas de testemunhos confiáveis. D é errada porque a quantidade de fontes não garante, por si, a qualidade da pesquisa.

Referência: ARIÈS; DUBY; LE GOFF. História e Nova História.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Era Vargas — Radicalização Política nos Anos 1930

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Leia o texto a seguir.

"Não seria difícil prever o que poderia ser o quadro de um Brasil fascista. Desde já podemos sentir que não existe quase mais nada de agressivo no incipiente mussolinismo indígena. Na doutrinação dos nossos "integralistas", com pouca corrupção a mesma aparece nos manuais italianos, faz falta aquela truculência desabrida e exasperada, quase apocalíptica, que tanto colorido emprestou aos seus modelos da Itália e da Alemanha." (HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. 26.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 187).

Publicado pela primeira vez em 1936, a obra "Raízes do Brasil" traz em suas páginas finais algumas considerações a respeito do recèm-surgido movimento integralista dno Brasil. A respeito do contexto político ideológico dos anos 1930 no Brasil, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Radicalização política dos anos 1930 e os confrontos que precederam o Estado Novo.

Antes do golpe de novembro de 1937 houve distúrbios, inclusive confrontos de rua entre integralistas ('camisas-verdes') e opositores de esquerda, como o conflito em Campos (RJ), em agosto de 1937. Por isso E é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque no Brasil houve radicalização à direita (AIB) e à esquerda (ANL). B é errada porque a violência dos integralistas era dirigida à esquerda, não aos radicais de direita. C é errada porque a ANL tinha forte presença de militares e não aversão a eles. D é errada porque o constitucionalismo liberal não foi a via exclusiva da classe média.

Referência: HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936; história do Brasil republicano.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Brasil na Segunda Guerra Mundial — Defesa Hemisférica

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Em 1939, ano em que se inicia a Segunda Guerra Mundial, os esforços estadunidenses em criar um dispositivo para a defesa do hemisfério ocidental estavam em fase de conclusão, com instalação de bases estratégicas, entre as quais são citadas as de Natal e Fernando de Noronha, em território brasileiro. Sendo assim, assinale a opção que apresenta uma atribuição dessa estrutura de defesa.
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Resolução comentada

Bases de Natal e Fernando de Noronha na defesa hemisférica: impedir invasão da América do Sul pelo saliente nordestino.

O saliente nordestino brasileiro é o ponto da América mais próximo da África. As bases serviam para inibir uma invasão ítalo-germânica a partir da Europa ou do norte da África, por isso D é a atribuição correta.

Análise das alternativas

A é errada porque a defesa estava voltada ao Atlântico Sul e não ao eixo Dacar-Gibraltar. B é errada porque o foco não era apoio à Marinha britânica no Mediterrâneo. C é errada porque a defesa não se baseava na presença de imigrantes no Sul e Sudeste. E é errada porque a força naval não se destinava ao Pacífico.

Referência: História Naval Brasileira; Brasil e a defesa hemisférica na Segunda Guerra.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Programa de Reaparelhamento Naval de 1904

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Acerca da situação da Marinha do Brasil e dos programas para o seu reaparelhamento no contexto do início do século XX, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Programa de reaparelhamento naval de 1904 e sua alteração em 1906.

Em 1906 o programa foi alterado, com a inclusão de três encouraçados tipo Dreadnought, a modernização do Arsenal da Ilha das Cobras e a previsão de bases secundárias em Natal e Belém e um pequeno porto militar em Santa Catarina. Por isso B é correta.

Análise das alternativas

A é errada porque o programa foi modificado em 1906. C é errada porque o programa manteve outros tipos de navios, como cruzadores. D é errada porque a modificação não previu um novo arsenal no Porto do Rio. E é errada porque o programa de 1904 já tratava de arsenal e porto militar.

Referência: História Naval Brasileira; Programa Naval de 1904 e revisão de 1906.

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História do Brasil Proclamação da República — Historiografia

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

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Leia o texto a seguir.

Ao analisar a Proclamação da República no Brasil, a historiadora Emília Viotti da Costa elaborou uma crítica às versões tradicionais da historiografia da República, apontando a necessidade de "mudar o enfoque e procurar uma documentação que informe sobre as tensões econômicas e sociais existentes em fins do Segundo Reinado. É preciso conhecer as mudanças que se operam na sociedade e que propiciaram a solução revolucionária e o golpe." (COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: Momentos Decisivos. São Paulo: UNESP, 1999. p. 453).

Conforme a abordagem da autora, analise as afirmativas abaixo.

I- A abolição da escravatura foi a causa principal da queda da Monarquia, na medida em que a classe senhorial escravista aderiu massivamente ao movimento republicano após a Lei Áurea por vingança à ação do governo.

II- A crise denominada "Questão Religiosa" não pode ser apontada como fator preponderante para a proclamação da República, na medida em que seria necessário que a nação fosse extremamente clerical, a Monarquia, inimiga da Igreja e a República simbolizasse força e prestígio ao clero.

III- É um equívoco considerar os militares partícipes da Proclamação da República como meros fantoches das oligarquias civis. Muitos militares, à época, possuíam sólidas convicções republicanas, não obstante não se poder afirma que compunham um grupo político homogêneo.

IV- Mesmo possuindo legalmente amplos poderes de ação política, o Imperador via-se constantemente inserido em um jogo político articulado pelas oligarquias, que se faziam presentes no Conselho de Estado, nas Assembleias Legislativas Provinciais, no Senado, nos ministérios e nos quadros do funcionalismo e das Forças Armadas.

Marque a opção correta.
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Resolução comentada

Emília Viotti da Costa critica explicações simplistas da queda da Monarquia.

Estão corretas II, III e IV: a Questão Religiosa não basta para explicar a República, os militares tinham convicções republicanas próprias e não eram meros fantoches, e o Imperador atuava num jogo político condicionado pelas oligarquias. A I é falsa porque reduz a queda da Monarquia a uma vingança dos escravistas pela Abolição, explicação simplista que a autora relativiza.

Análise das alternativas

A, C e E estão erradas por incluírem a I ou por omitirem a III ou a IV. D omite a IV, que está correta.

Referência: COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República, 1999.

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Teoria da História e Historiografia Historiografia do Antigo Regime — Revisão do Absolutismo

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Leia o texto a seguir.

"Desde o início da década de 1980, a história política e institucional da Europa meridional (especialmente italiana e ibérica) vem sofrendo uma mudança de referências cruciais. Categorias como as de "Estado", "centralização" ou "poder absoluto", por exemplo, perderam sua centralidade na explicação dos equilíbrios de poder nas sociedades políticas de Antigo Regime". (HESPANHA, António Manuel. "A constituição do Império Português. Revisão de alguns enviesamentos correntes", in FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; & GOUVÊA, M. de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 165).

Com base no texto acima, assinale a opção que NÃO corresponde aos elementos ou tendências historiográficas que podem ser salientados como chaves interpretativas na produção do conhecimento histórico recente sobre a época moderna.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A revisão do absolutismo nega a tese da aliança rei-burguesia que alijou a nobreza.

A historiografia revisionista (Hespanha) enfatiza poderes concorrentes, limites ao poder real, redes de clientela e autonomia dos oficiais. A tese de que a burguesia, aliada ao rei, afastou a nobreza e o campesinato da política é a visão tradicional que foi superada, por isso B é a que NÃO corresponde.

Análise das alternativas

A, C, D e E expressam a visão revisionista: poder partilhado, limites jurídicos e costumeiros, prevalência de laços afetivos e clientelares e proteção dos direitos dos oficiais régios.

Referência: HESPANHA, António Manuel. A constituição do Império Português, 2001.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Naval Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial — Adestramento

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior — História · Caderno Amarela

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Sobre o adestramento para o pessoal da Marinha do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, assinalando a seguir a opção correta.

( ) Teve lugar, nesse período, a instalação no Brasil de escolas e centros de instrução, a exemplo do Centro de Instrução de Tática Anti-Submarino (CITAS), criado em 1943, dedicados à instrução e ao adestramento de pessoal para a guerra antissubmarino.

( ) Nesse período, era comum em todos os portos brasileiros a criação de centros de instruçao e adestramento para o pessoal da Marinha de Guerra e Marinha Mercante. Esses centros trouxeram como novidade o treinamento para logística, essencial para o decurso da Campanha do Atlântico.

( ) Como necessário para o apoio em navios aeródromos no teatro de operações no atlântico e para o patrulhamento antissubmarino, foram instalados no Brasil escolas e centros de instrução de aviação naval, contando com instrutores da Força Aérea Brasileira (FAB).

( ) O Grupo de Caça-submarinos localizado na Base Naval de Natal, o qual foi criado dentro do contexto da Segunda Guerra Mundial,teve a função de concentrar e treinar os homens que compuseram a tripulação de navios caça-submarinos, utilizando alguns destes como navios-escola.

( ) Os centros de adestramento de Miami e a Escola de Som de Key West, ambos nos Estados Unidos, receberam, nesse contexto, pessoal da Marinha brasileira para instrução sobre técnicas e táticas antissubmarino, além de treinamento para utilizarem equipamentos a bordo dos caça-submarinos.
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Resolução comentada

Adestramento da Marinha do Brasil na Segunda Guerra, com centros no Brasil e nos EUA.

Pelo gabarito: V, F, V, V, V. Houve criação de escolas e centros como o CITAS, de escolas de aviação naval com instrutores da FAB, do Grupo de Caça-Submarinos em Natal e envio de pessoal a Miami e Key West. A segunda é falsa porque não era comum a criação de centros em todos os portos, nem o treinamento logístico foi a novidade apontada.

Análise das alternativas

B, C, D e E divergem do gabarito ao julgar como falsas a 3ª e/ou a 4ª afirmativas, ou a 1ª, que são verdadeiras.

Referência: História Naval Brasileira; Campanha do Atlântico Sul na Segunda Guerra.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História Geral Hobsbawm — Era dos Extremos

Diretoria de Ensino da Marinha 2017 Superior

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O historiador Eric Hobsbawm, em sua análise sobre o que denomina ser o "Breve Século XX", estrutura o período compreendido entre 1914 e 1991 em três "eras". Com base em Hobsbawm, analise as afirmativas abaixo.

I- O período entre 1914 e 1945 é apontado como uma "Era de Catástrofe", no qual as duas Guerras Mundiais devem ser vistas como indissociáveis.

II- Após a Segunda Guerra Mundial, houve, para muitas nações, um período que se estendeu até meados da década de 1970, marcado por um extraordinário crescimento econômico e transformações sociais, denominado por Hobsbawm como "Era de Ouro".

III- O período tradicionalmente denominado de entre guerras é apontado pelo autor como a "Era do Totalitarismo", quando, a partir da radicalização política e ideológica, ocorre a ascensão do fascismo, do nazismo e do stalinismo.

IV- As últimas décadas do século XX são apontadas como um período de desmoronamento marcado por decomposição, incerteza e crise, especialmente para a África e URSS.

Assinale a opção correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Hobsbawm divide o breve século XX em Era da Catástrofe, Era de Ouro e Desmoronamento.

I, II e IV correspondem à periodização de Hobsbawm: 1914-1945 é a Era da Catástrofe, com as guerras mundiais vistas em conjunto; 1945-anos 1970 é a Era de Ouro; e as décadas finais, o Desmoronamento, com crise especialmente na África e na URSS. A III é falsa porque o entre guerras não é denominado 'Era do Totalitarismo' pelo autor.

Análise das alternativas

B, C, D e E estão erradas porque incluem a III, cuja nomenclatura não existe em Hobsbawm.

Referência: HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos, 1995.

Resolução comentada do VaiConcursos.