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IBAMA 2025 — Analista Ambiental (Cargos 2 e 3) — Prova Objetiva — Conhecimentos Básicos

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Cebraspe2025

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 49 com gabarito

Língua Portuguesa Significação de Palavras

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

A palavra “tácito” (último período do texto) está empregada com o mesmo sentido de inexpressivo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Tácito' significa implícito, não 'inexpressivo'.

'Conhecimento tácito' é o conhecimento implícito, não formulado explicitamente, que a criança possui sem ter consciência das regras. 'Inexpressivo' significa sem expressão ou sem relevância, sentido diferente e incompatível com o contexto, que diz que esse conhecimento é sofisticado.

Análise das alternativas

Certo: equipara 'tácito' a 'inexpressivo', o que é incorreto. Errado: correto, pois são sentidos distintos.

Referência: Semântica: significação de palavras.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

O texto apresenta uma reflexão de cunho metalinguístico, retratando a linguagem como uma capacidade que é inata ao ser humano, que o distingue entre todos os seres vivos e que é desenvolvida independentemente de ensino formal.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto trata da linguagem como capacidade inata, exclusiva da espécie e espontânea.

O texto reflete sobre a linguagem como instinto: inata, desenvolvida espontaneamente sem instrução formal e exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas ("habilidade magnífica exclusiva"). Por ser um texto que fala sobre a própria linguagem, tem caráter metalinguístico no sentido de reflexão sobre ela.

Análise das alternativas

Certo: resume corretamente as ideias centrais. Errado: negaria o caráter inato, a exclusividade humana ou a independência do ensino formal, todos afirmados no texto.

Referência: Interpretação de texto; metalinguagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

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Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

No segundo parágrafo, o autor faz uma comparação entre aranhas e pessoas, com o intuito de argumentar que aranhas também têm um tipo de comunicação própria, embora esta não se configure exatamente como uma linguagem.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A comparação com aranhas ilustra o caráter instintivo da linguagem, não uma comunicação das aranhas.

O autor compara pessoas e aranhas para mostrar que falar é instintivo, assim como tecer teias: não é inventado, nem depende de instrução ou aptidão específica. Não há argumento sobre comunicação própria das aranhas.

Análise das alternativas

Certo: atribui ao autor uma ideia (comunicação das aranhas) inexistente no texto. Errado: correto, pois a analogia é sobre instinto.

Referência: Interpretação de texto: analogia e argumentação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação

Cebraspe 2025

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Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

Os dois-pontos no último período do terceiro parágrafo são empregados com a finalidade de introduzir uma explicação sobre o fato de que crianças aprendem a falar uma língua tão rapidamente, apesar de não dominarem o uso de símbolos em geral.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois-pontos introduzem exemplificação/justificativa da tese, não explicação sobre rapidez de aprendizagem.

No último período do terceiro parágrafo, os dois-pontos introduzem uma justificativa de que a linguagem não é mera manifestação da capacidade geral de usar símbolos: a criança de três anos é gênio gramatical, mas incompetente em outras áreas simbólicas. O texto não trata da rapidez com que crianças aprendem a falar.

Análise das alternativas

Certo: atribui ao trecho uma finalidade (explicar a rapidez do aprendizado) que o texto não apresenta. Errado: correto, pois o trecho serve para fundamentar a afirmação anterior.

Referência: Pontuação: emprego dos dois-pontos (explicação/exemplificação); interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial

Cebraspe 2025

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Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

No terceiro parágrafo, o vocábulo “o” (segundo período) retoma o termo “instinto” (primeiro período).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O 'o' do 3º parágrafo retoma 'invenção cultural', não 'instinto'.

No segundo período do terceiro parágrafo, 'assim como tampouco a postura ereta o é', o pronome 'o' substitui o predicado 'uma invenção cultural' (ser uma invenção cultural). Assim, não retoma 'instinto', que aparece no período anterior.

Análise das alternativas

Certo: erra por atribuir ao 'o' o referente 'instinto'. Errado: correto, pois o referente é 'invenção cultural'.

Referência: Coesão referencial; pronome 'o' com valor de predicativo (retomada de predicado).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Colocação Pronominal

Cebraspe 2025

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Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

A correção gramatical do texto seria mantida caso a forma pronominal presente no trecho “para fazê-lo com sucesso” (final do segundo parágrafo) fosse deslocada para a posição proclítica, escrevendo-se para o fazer com sucesso.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A próclise 'para o fazer' é admitida após 'para'.

Depois da preposição 'para' seguida de infinitivo, a norma admite tanto a ênclise ('para fazê-lo') quanto a próclise ('para o fazer'). Por isso a correção gramatical se mantém. A forma 'fazê-lo' exige o pronome 'o' por causa do infinitivo terminado em -r.

Análise das alternativas

Errado: não há violação da norma, pois a preposição é atrativa e a próclise é aceita.

Referência: Colocação pronominal em locuções com infinitivo precedido de preposição.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão e Coerência

Cebraspe 2025

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A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

A eliminação do trecho “sabem tecer teias” (terceiro período do segundo parágrafo) prejudicaria as relações de sentido e de coerência do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Sabem tecer teias' sustenta a analogia entre a fala humana e o instinto das aranhas.

O trecho compõe a comparação central do parágrafo: as pessoas sabem falar como as aranhas sabem tecer teias. Retirá-lo deixaria o termo comparativo sem completude e comprometeria a coerência da analogia usada para justificar o termo 'instinto'.

Análise das alternativas

Errado: a eliminação não é neutra, porque o trecho é o segundo termo da comparação e dá suporte às ideias seguintes.

Referência: Coesão e coerência textual: analogia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal

Cebraspe 2025

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Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

No último período do segundo parágrafo, estão flexionados na terceira pessoa do singular os verbos impelir, dar e fazer, devido à relação de concordância que estabelecem com a expressão “cérebro de aranha”, que funciona como sujeito das orações em que tais verbos aparecem.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O sujeito de 'impele' e 'dá' é 'o que', e 'fazê-lo' é infinitivo, não flexionado.

Em 'o que as impele a tecer e lhes dá competência', o sujeito dos verbos é o pronome 'o que' (que retoma a oração anterior), e não 'cérebro de aranha'. Além disso, 'fazer' em 'fazê-lo' está no infinitivo, forma sem flexão de pessoa. O item erra ao afirmar que os três verbos estão flexionados na terceira pessoa do singular concordando com 'cérebro de aranha'.

Análise das alternativas

Certo: a análise está incorreta por errar o sujeito e por considerar 'fazer' flexionado.

Referência: Concordância verbal; flexão do infinitivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Regência Nominal

Cebraspe 2025

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Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

No penúltimo período do segundo parágrafo, o emprego da preposição “de”, em “de ter aptidão”, deve-se à regência do termo “capacidade”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O 'de' de 'de ter aptidão' decorre da regência de 'depende', não de 'capacidade'.

No período, 'de ter aptidão' coordena-se a 'de receber a educação adequada', e ambos complementam o verbo 'depende' (depender de). A preposição não se liga ao substantivo 'capacidade', que já é complementado por 'de tecer teias'.

Análise das alternativas

Certo: atribui a preposição ao termo errado.

Referência: Regência verbal (depender de) e paralelismo sintático.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Reescrita de Frases

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Texto-base:
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o penúltimo período do quarto parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando às horas do dia e épocas do ano as posições das constelações.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A reescrita com inversão dos complementos de 'comparando' mantém correção e sentido.

'Comparar' admite a regência 'comparar algo a/com algo'. Em 'comparando às horas do dia e épocas do ano as posições das constelações', os complementos estão invertidos, mas continuam corretos, com a preposição 'a' regida pelo verbo. O sentido da frase permanece.

Análise das alternativas

Errado: não há erro de regência nem alteração do sentido, porque as posições das constelações continuam sendo comparadas com as horas e épocas.

Referência: Regência verbal de 'comparar'; reescrita de frases.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Redação Oficial Pronomes de Tratamento

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue os itens a seguir.

Em comunicações oficiais dirigidas a ministro de Estado, pode-se empregar o pronome de tratamento Vossa Excelência ou sua forma abreviada — V. Exa. — no corpo do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

V. Exa. pode ser usada no corpo do texto para ministro de Estado.

O MRPR indica Vossa Excelência como pronome de tratamento para ministros de Estado, e sua abreviatura V. Exa. pode ser usada no corpo do texto.

Análise das alternativas

Errado: a forma abreviada é admitida no corpo do texto, como o Manual prevê.

Referência: Manual de Redação da Presidência da República, pronomes de tratamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Redação Oficial Atributos da Redação Oficial — Concisão

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue os itens a seguir.

O fragmento de texto a seguir obedece à norma padrão da língua portuguesa, porém não atende ao atributo da concisão preconizado no MRPR.

Informamos aos servidores desta unidade, para os devidos e justificados fins, que a folha de pagamento referente ao mês de março de 2025, ano corrente, está disponível para consulta dos funcionários no eficiente portal eletrônico desenvolvido e mantido pela equipe interna de tecnologia da informação.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O trecho é prolixo e viola a concisão.

O MRPR pede que se transmita o máximo de informações com o mínimo de palavras. O trecho tem expressões supérfluas: 'para os devidos e justificados fins', 'ano corrente', 'dos funcionários', 'eficiente' e a descrição detalhada do portal. A norma culta está respeitada, mas a concisão não.

Análise das alternativas

Errado: não percebe os excessos e redundâncias que descaracterizam o atributo da concisão.

Referência: Manual de Redação da Presidência da República, atributos da redação oficial (concisão).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Informática Segurança da Informação — Antivírus

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Julgue os itens seguintes, considerando a arquitetura e os aspectos operacionais do MS Windows, bem como os aspectos funcionais de aplicativos de segurança da informação.

Um antivírus que utiliza um modelo de aprendizado de máquina treinado com um conjunto de dados abrangente e diversificado de malware, combinado com técnicas de análise heurística e análise de comportamento em tempo real, é capaz de detectar, com alta probabilidade de sucesso, variantes do malware conhecidas e desconhecidas.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Aprendizado de máquina, heurística e análise comportamental detectam variantes conhecidas e desconhecidas.

A combinação de modelo de machine learning treinado com base ampla, heurística e monitoramento comportamental em tempo real permite identificar padrões e comportamentos maliciosos, e não apenas assinaturas já conhecidas. Por isso há alta probabilidade de detecção de variantes novas. O item fala em 'alta probabilidade', e não em garantia absoluta.

Análise das alternativas

Errado: negar o item seria afirmar que só assinaturas detectam malware, o que não é o caso.

Referência: Funcionalidades de antivírus modernos: heurística, comportamento e machine learning.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Informática Windows — Gerenciamento de Memória

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Julgue os itens seguintes, considerando a arquitetura e os aspectos operacionais do MS Windows, bem como os aspectos funcionais de aplicativos de segurança da informação.

O gerenciamento de memória do Windows utiliza um sistema de paginação, no qual a memória RAM é dividida em páginas que podem ser alocadas a diferentes processos conforme necessário.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O Windows usa memória virtual paginada.

O gerenciador de memória do Windows trabalha com paginação: a memória é dividida em páginas de tamanho fixo, que são alocadas aos processos conforme a necessidade e podem ser movidas entre RAM e arquivo de paginação.

Análise das alternativas

Errado: a descrição é compatível com o funcionamento da memória virtual no Windows.

Referência: Arquitetura do MS Windows: gerenciamento de memória virtual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Informática Segurança da Informação — Análise de Comportamento

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Julgue os itens seguintes, considerando a arquitetura e os aspectos operacionais do MS Windows, bem como os aspectos funcionais de aplicativos de segurança da informação.

Suponha que certo aplicativo de segurança móvel utilize análise de comportamento para detecção de atividades suspeitas. Nesse caso, se um usuário realizar ações legítimas, mas incomuns, como acessar dados corporativos em um horário atípico e de um local diferente, o aplicativo sempre classificará essas ações como ameaças.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A análise de comportamento não classifica sempre ações incomuns como ameaça.

Sistemas de análise comportamental atribuem pontuação de risco e consideram contexto, histórico e outros sinais. Ações legítimas, porém incomuns, podem gerar alerta ou verificação adicional, mas nem sempre são tratadas como ameaça. O termo 'sempre' invalida o item.

Análise das alternativas

Certo: afirma um determinismo que esses sistemas não têm, já que existem falsos positivos e falsos negativos.

Referência: Conceitos de segurança da informação: detecção por comportamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Digital LGPD e LAI — Tratamento de Dados Pessoais pelo Poder Público

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Julgue o item subsequente, com base no disposto na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A implementação de um sistema de reconhecimento facial por um órgão público municipal para fins de segurança em espaços públicos estará em conformidade com as referidas normas legais se esse órgão publicar, em seu sítio eletrônico, um relatório detalhado de impacto à proteção de dados pessoais (RIPD), informar os critérios de identificação facial utilizados e garantir o direito de acesso dos cidadãos às suas próprias imagens armazenadas no sistema.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Publicar o RIPD, informar critérios e garantir acesso não bastam para a conformidade.

A conformidade exige base legal e finalidade adequadas, necessidade, proporcionalidade, segurança e transparência, entre outros requisitos. O RIPD nem sequer precisa ser publicado integralmente, pois pode ter parte sigilosa. Além disso, o tratamento para segurança pública é regido por legislação específica (art. 4º, III, da LGPD), de modo que as três medidas citadas não garantem conformidade.

Análise das alternativas

Certo: trata como suficientes medidas que são apenas parte dos requisitos legais, o que torna o item incorreto.

Referência: Lei nº 13.709/2018 (LGPD), arts. 4º, III, 6º, 23 e 38; Lei nº 12.527/2011 (LAI).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Informática Análise de Redes Sociais

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Julgue o item a seguir, relativo à análise de redes sociais (ARS), ferramenta que permite compreender a dinâmica de comunidades online na Web.

A capacidade de essa ferramenta prever com precisão a propagação de informações em tempo real é diretamente proporcional à granularidade dos dados coletados, independentemente da complexidade dos algoritmos utilizados.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A precisão preditiva da ARS depende também dos algoritmos, e não só da granularidade dos dados.

A previsão precisa da propagação de informação em tempo real não é diretamente proporcional apenas à granularidade dos dados. A qualidade dos algoritmos e dos modelos, a dinâmica da rede e a incerteza do comportamento humano também pesam. A expressão 'independentemente da complexidade dos algoritmos' torna o item incorreto.

Análise das alternativas

Certo: ignora que o resultado depende também do método analítico empregado e que a previsão exata é limitada.

Referência: Conceitos de análise de redes sociais e difusão de informação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Texto-base:
In the 1980s, plant genetic resources were considered under international law to be a common heritage of mankind, and were therefore classified as goods that cannot be owned. However, this status was strongly rejected by many emerging countries because it gave pharmaceutical and seed companies (mostly from rich countries) free access to their genetic resources without being required in any way to redistribute a share of their profits.
These countries scored a victory with the signing of the Convention on Biological Diversity (CBD) in 1992 and the TRIPS agreement in 1995. Genetic resources now come under the control of sovereign countries, and some property rights can be recognized to the indigenous communities on the resources that they have been conserving from generation to generation. States are now required to organize these “collective intellectual property rights” in such a way that any local resource conserved in this manner will generate dividends for these populations when used by multinational firms.
The now well-known concept of Access to Genetic Resources and Benefit-Sharing (ABS) emerged in the second half of the 1990s. Their aim was to organize a biological diversity marketplace capable of enhancing the value of the genetic resources of countries of the South, which cannot refuse access to these resources. In addition, these countries can now claim a share of the profits that may result from their use.
In short, the change in the status of genetic resources from common heritage of mankind to a good that can be owned under national sovereignty took place in the early 1990s at the request of countries of the South and to their benefit, and the ABS mechanism is a fine example of intellectual property rights set up in the interest of the people of these countries.
In a general sense, this analysis is fairly accurate and could constitute an argument to be used against those who are of the opinion that the spread of intellectual property rights is an obstacle to the development of the South. However, the issue today is whether the South gained anything by playing this card. In answering this question, it is important to more clearly emphasize the deep connection—often overlooked—between the conservation of genetic resources and their practical use.
Internet: <https://shs.cairn.info/journal> (adapted).

Based on the preceding text, judge the following items.

According to the text, the ABS system was created to prevent multinational companies from using the genetic resources of countries of the South.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O ABS visa organizar um mercado com repartição de benefícios, não impedir o uso.

O texto diz que o ABS tinha por objetivo organizar um mercado de biodiversidade que valorizasse os recursos dos países do Sul, que não podem recusar o acesso. Esses países passam a reivindicar parte dos lucros. Não se trata de impedir o uso por multinacionais.

Análise das alternativas

Certo: inverte o propósito descrito, pois o ABS regula o acesso e a repartição de lucros, sem proibir o uso.

Referência: Terceiro parágrafo do texto-base.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Gabarito disponível

Texto-base:
In the 1980s, plant genetic resources were considered under international law to be a common heritage of mankind, and were therefore classified as goods that cannot be owned. However, this status was strongly rejected by many emerging countries because it gave pharmaceutical and seed companies (mostly from rich countries) free access to their genetic resources without being required in any way to redistribute a share of their profits.
These countries scored a victory with the signing of the Convention on Biological Diversity (CBD) in 1992 and the TRIPS agreement in 1995. Genetic resources now come under the control of sovereign countries, and some property rights can be recognized to the indigenous communities on the resources that they have been conserving from generation to generation. States are now required to organize these “collective intellectual property rights” in such a way that any local resource conserved in this manner will generate dividends for these populations when used by multinational firms.
The now well-known concept of Access to Genetic Resources and Benefit-Sharing (ABS) emerged in the second half of the 1990s. Their aim was to organize a biological diversity marketplace capable of enhancing the value of the genetic resources of countries of the South, which cannot refuse access to these resources. In addition, these countries can now claim a share of the profits that may result from their use.
In short, the change in the status of genetic resources from common heritage of mankind to a good that can be owned under national sovereignty took place in the early 1990s at the request of countries of the South and to their benefit, and the ABS mechanism is a fine example of intellectual property rights set up in the interest of the people of these countries.
In a general sense, this analysis is fairly accurate and could constitute an argument to be used against those who are of the opinion that the spread of intellectual property rights is an obstacle to the development of the South. However, the issue today is whether the South gained anything by playing this card. In answering this question, it is important to more clearly emphasize the deep connection—often overlooked—between the conservation of genetic resources and their practical use.
Internet: <https://shs.cairn.info/journal> (adapted).

Based on the preceding text, judge the following items.

In the 1980s, genetic resources were regarded as private property under international law, allowing multinational corporations to control them freely.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Nos anos 1980, os recursos genéticos eram patrimônio comum da humanidade, não propriedade privada.

O texto afirma que eram 'common heritage of mankind' e, por isso, 'goods that cannot be owned'. O livre acesso das empresas decorria desse status, e não de uma classificação como propriedade privada.

Análise das alternativas

Certo: contradiz o texto, que diz que tais recursos não podiam ser possuídos.

Referência: Primeiro parágrafo do texto-base.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) · Analista Ambiental (Cargos 2 e 3)

Questão anulada

Texto-base:
In the 1980s, plant genetic resources were considered under international law to be a common heritage of mankind, and were therefore classified as goods that cannot be owned. However, this status was strongly rejected by many emerging countries because it gave pharmaceutical and seed companies (mostly from rich countries) free access to their genetic resources without being required in any way to redistribute a share of their profits.
These countries scored a victory with the signing of the Convention on Biological Diversity (CBD) in 1992 and the TRIPS agreement in 1995. Genetic resources now come under the control of sovereign countries, and some property rights can be recognized to the indigenous communities on the resources that they have been conserving from generation to generation. States are now required to organize these “collective intellectual property rights” in such a way that any local resource conserved in this manner will generate dividends for these populations when used by multinational firms.
The now well-known concept of Access to Genetic Resources and Benefit-Sharing (ABS) emerged in the second half of the 1990s. Their aim was to organize a biological diversity marketplace capable of enhancing the value of the genetic resources of countries of the South, which cannot refuse access to these resources. In addition, these countries can now claim a share of the profits that may result from their use.
In short, the change in the status of genetic resources from common heritage of mankind to a good that can be owned under national sovereignty took place in the early 1990s at the request of countries of the South and to their benefit, and the ABS mechanism is a fine example of intellectual property rights set up in the interest of the people of these countries.
In a general sense, this analysis is fairly accurate and could constitute an argument to be used against those who are of the opinion that the spread of intellectual property rights is an obstacle to the development of the South. However, the issue today is whether the South gained anything by playing this card. In answering this question, it is important to more clearly emphasize the deep connection—often overlooked—between the conservation of genetic resources and their practical use.
Internet: <https://shs.cairn.info/journal> (adapted).

Based on the preceding text, judge the following items.

The shift from the perception of genetic resources as mankind’s common heritage to its condition of property of national sovereignty was demanded by countries of the South.
Selecione uma alternativa