← Voltar para a lista de provas Instituto Rio Branco (IRBr) · Diplomata (Terceiro Secretário) 4 questões nesta prova · 4 com gabarito Padrão de resposta da banca disponível Prova Escrita de Língua Espanhola ou Língua Francesa: o candidato escreve os textos definitivos do resumo e da versão no Caderno de Textos Definitivos; não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado, pois qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado (folha de rascunho com 60 linhas). Na avaliação do resumo, será atribuído à capacidade de síntese e concisão o valor máximo de 25,00 pontos e à correção gramatical e à propriedade da linguagem, o valor máximo de 25,00 pontos, o que totalizará os 50,00 pontos possíveis. Padrão de resposta da banca disponível Prova Escrita de Língua Espanhola ou Língua Francesa: o candidato escreve os textos definitivos do resumo e da versão no Caderno de Textos Definitivos; não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado, pois qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado (folha de rascunho com 60 linhas). Na avaliação da versão, será atribuído à fidelidade ao texto original o valor máximo de 25,00 pontos e à correção gramatical e à propriedade da linguagem, o valor máximo de 25,00 pontos, o que totalizará os 50,00 pontos possíveis. Padrão de resposta da banca disponível Prova Escrita de Língua Espanhola ou Língua Francesa: o candidato escreve os textos definitivos do resumo e da versão no Caderno de Textos Definitivos; não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado, pois qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado (folha de rascunho com 60 linhas). Na avaliação do resumo, será atribuído à capacidade de síntese e concisão o valor máximo de 25,00 pontos e à correção gramatical e à propriedade da linguagem, o valor máximo de 25,00 pontos, o que totalizará os 50,00 pontos possíveis. Padrão de resposta da banca disponível Prova Escrita de Língua Espanhola ou Língua Francesa: o candidato escreve os textos definitivos do resumo e da versão no Caderno de Textos Definitivos; não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado, pois qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado (folha de rascunho com 60 linhas). Na avaliação da versão, será atribuído à fidelidade ao texto original o valor máximo de 25,00 pontos e à correção gramatical e à propriedade da linguagem, o valor máximo de 25,00 pontos, o que totalizará os 50,00 pontos possíveis.IRBr — CACD 2025 — Diplomata (Terceiro Secretário) — Segunda Fase — Prova Escrita de Língua Espanhola e Língua Francesa
Los servicios exteriores en la era de la inteligencia artificial
Vivimos en un estadio de la sociedad de la información que un par de décadas atrás bien habría parecido ciencia ficción. En contexto de la cuarta revolución industrial, se ha venido dando una imparable cadencia de hitos tecnológicos y eventos, desde la miniaturización de componentes electrónicos, la invención y desarrollo de la telefonía móvil, los computadores de alta prestación, la entrada en operación de modelos de lenguaje expandido-LLM, pasando al inminente advenimiento de procesadores cuánticos, abren la posibilidad de automatización de operaciones altamente complejas en todo sector, el desarrollo de interfaces humano-tecnológicas pos-Neuralink y demás procesos de ese tenor. Potencialmente, sin una gobernanza establecida, sin ciberseguridad, sin control ni parámetros éticos de desarrollo, la tecnología podría pasar de irruptora a disruptiva casi sin advertirlo y sobrados ejemplos tenemos de la vulnerabilidad aumentada que provoca la capacidad de generación digital de contenidos, la manipulación de los mismos, la potencialidad de afectar desde sistemas electorales hasta de defensa y seguridad nacionales.
Es notoria la habilidad de la IA para acceder y analizar masivas cantidades de información y arrojar resultados de síntesis y valiosas piezas informativas reformuladas, acotadas a usos específicos según demanda del usuario, como en el diplomático. La IA ha progresado en forma exponencial en muy poco tiempo, irrumpiendo en varios campos de las relaciones humanas, la sociedad y la política internacional, así en alto grado, viene cambiando la diplomacia tradicional hacia un nuevo paradigma de e-diplomacia, diplomacia digital y ciberdiplomacia. A pesar de los beneficios innegables de la IA, el contacto humano continúa siendo fundamental en ámbitos como la diplomacia, piénsese en atributos básicos de toda aproximación entre actores de las relaciones internacionales como la intuición, la empatía y la habilidad para comprender variaciones y matices culturales, muy difíciles si no imposibles de emular con y por IA.
Los servicios exteriores encaran como gran desafío la capacidad de comprender nuevos procesos de gran complejidad, indicadores de una nueva realidad global con proyecciones inestimables en cuanto al alcance de las transformaciones que producirá en breve plazo. La primera habilidad diplomática en juego es la de anticipación, a lo que la IA puede ofrecer como oportunidad y a los peligros que puede envolver su adopción sin miramientos. La fe ciega en la tecnología conduce a tecnocracia y a ceder inteligencia humana, rindiéndose a procesos automatizados y distantes en los que se pierde control. Y un área de política pública tan relevante como la de las relaciones internacionales, íntimamente ligada a principios de soberanía, cooperación y subsidiariedad, poco podría prosperar y mantenerse con el nivel de autonomía necesaria para honrar la función pública para la que fue diseñada al servicio de los Estados y sus sistemas intergubernamentales, si sucumbiera a dichos procesos. Un nuevo paradigma de gobernanza digital se viene configurando con sucesivas aproximaciones desde lo normativo por parte de actores internacionales de primer orden, representativos de diversos sistemas legales. El debate de fondo es entre la utilidad de la tecnología y su neutralidad socio-política.
IA y diplomacia: las relaciones internacionales en la era de las tecnologías disruptivas.
Sistema Económico Latinoamericano y del Caribe (SELA). Internet: <www.sela.org> (con adaptaciones).
Elabore un resumen, en lengua española, con su propio vocabulario, del siguiente texto.
As práticas de tradução redefinidas pelas relações linguísticas na economia informacional
Os rumos conferidos nas últimas três décadas à economia mundial com o desenvolvimento das tecnologias de informação que, idealmente, proveriam meios para a comunicação e o comércio sem fronteiras, têm influência direta no aumento dos intercâmbios linguísticos entre povos de diferentes nações. A instantaneidade com que mensagens, textos e documentos de naturezas diversas viajam pela internet e são difundidos eletronicamente em diversas partes do mundo exige, cada vez mais, que o conhecimento produzido possa ser entendido e processado em diferentes línguas com rapidez semelhante à da sua produção.
Essa expansão da disseminação da informação pela internet impôs novas exigências à prática de tradução, tanto com relação ao crescimento de sua necessidade quanto à diminuição de seu tempo de produção. Segundo a ordem mercadológica atual, o comércio internacional é preferencialmente concretizado se as informações na língua de origem forem oferecidas nas línguas traduzidas concomitantemente ao lançamento do produto.
O imperativo de uma resposta rápida às informações em circulação via internet parece favorecer a adoção de uma ou poucas línguas como meios de expressão global, ainda que os emissores e receptores envolvidos na comunicação não sejam falantes nativos dela. Em um mundo em que convivem cerca de 2.500 a 3.000 línguas, a língua inglesa é, com frequência, identificada como língua da globalização, seguida por outras línguas também consideradas dominantes nos planos político-econômico e tecnológico, como o francês, o espanhol e, na atualidade, o chinês.
A primazia da língua inglesa mantém-se e, como meio de propagação das inovações tecnológicas, a internet seria um local favorável à implementação de uma “geopolítica do inglês” na atualidade. Essa constatação pode ser verificada principalmente pelo fato de um crescente número de empresas que hospedam páginas eletrônicas na internet, em sua maioria outrora monolíngues, estarem buscando serviços de tradução para se tornarem bilíngues ou multilíngues, quase sempre com o inglês entre as línguas oferecidas para acesso à página.
Essa posição privilegiada da língua inglesa tem também motivos políticos, sendo verificada até mesmo no continente europeu, local em que a diversidade cultural e a pluralidade linguística são assuntos constantes de debates políticos a favor da comunicação e integração intercultural. No caso da União Europeia, o problema da pluralidade linguística é tratado como uma questão tanto política como técnica. Segundo o relato de Calvet, quando a França assumiu a presidência da União Europeia em 1994, uma das primeiras propostas do então ministro francês de Assuntos Europeus foi a de limitar a cinco o número de línguas de trabalho da comunidade, naquela época composta por quinze países membros.
A campanha francesa propunha a adoção do inglês, do francês, do alemão, do espanhol e do italiano, uma escolha que, para Calvet “enfatiza a comunicação no seio da Europa, excluindo na mesma tacada o português, muito mais falado no mundo que o italiano, o alemão e até mesmo o francês”. A principal preocupação da proposta não era, como a França desejava transparecer, estabelecer as línguas de trabalho com base em dados estatísticos europeus (número de falantes dessas línguas no continente), mas evitar que o inglês se tornasse “a única língua de trabalho da União Europeia”.
Érika Nogueira de Andrade Stupiello. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Traduzca al español el siguiente texto.
La diplomatie à l’ère d’internet et des médias sociaux
Internet et les médias sociaux ont profondément transformé l’exercice du métier de diplomate, qui doit désormais maîtriser l’art de la diplomatie numérique, devenir un expert de la « twiplomatie » et des big data tout en évitant l’écueil des fake news.
Après avoir reçu son premier télégraphe au milieu du XIXᵉ siècle, le Premier ministre britannique Lord Palmerston aurait affirmé: « Mon Dieu! Ceci est la fin de la diplomatie! » La diplomatie a pourtant survécu au télégraphe ainsi qu’à d’autres innovations technologiques d’importance, que ce soit le téléphone ou le télécopieur. L’introduction d’internet, au début des années 1990, puis la création des médias sociaux, dont Facebook en 2004 et Twitter en 2006, qui ont mondialisé les communications, sont venues à leur tour transformer les pratiques de la diplomatie.
Lorsque le président Woodrow Wilson, après la première guerre mondiale, en appelait à une diplomatie ouverte qui procéderait sous le regard public, il était loin de se douter de l’évolution qu’elle connaîtrait un siècle plus tard.
Depuis le début du XXIᵉ siècle, internet et les médias sociaux ont radicalement modifié l’environnement dans lequel les diplomates évoluent. Bien que le métier de diplomate ait toujours comporté une dimension publique, les technologies numériques ont touché de plein fouet le principe de hiérarchie, la culture du secret et l’aversion pour le risque qui le caractérisent. L’apparition des termes de diplomatie numérique, d’e-diplomacy ou encore de cyberdiplomatie témoigne de l’utilisation croissante d’internet et des médias sociaux par les ministères des Affaires étrangères (MAE) dans la poursuite de leurs objectifs. La diplomatie par Twitter, ou « twiplomatie », a même le potentiel de délégitimer les canaux traditionnels de la diplomatie.
Internet et les médias sociaux sont devenus, par la force des choses, les outils de diplomatie publique les plus importants. D’un côté, les très grandes capacités de diffusion et de collecte d’informations permettent de défendre et de promouvoir les intérêts nationaux. De l’autre, la nouveauté, l’évolution rapide et le contrôle de ces outils par des entreprises privées créent de véritables défis techniques et stratégiques. Cela pose la question du contrôle de ce qui est diffusé et par qui. L’approche hiérarchique et descendante des MAE complexifie en outre leur utilisation des médias sociaux. Selon John Kerry, ancien secrétaire d’État américain sous la présidence de Barack Obama et envoyé spécial de Joe Biden pour le climat depuis 2020, « le terme diplomatie numérique est absolument redondant — il ne s’agit que de diplomatie, point à la ligne ». Nous allons voir pourtant qu’internet et les médias sociaux ne font pas que modifier profondément les deux pierres angulaires de la diplomatie que sont la communication et l’information. Ils contribuent également à reconfigurer les relations de pouvoir dans le milieu diplomatique et à travers le monde.
Stéphane Paquin. Internet: <www.academia.edu> (adapté).
Résumez le texte ci-dessous avec vos propres mots.
As práticas de tradução redefinidas pelas relações linguísticas na economia informacional
Os rumos conferidos nas últimas três décadas à economia mundial com o desenvolvimento das tecnologias de informação que, idealmente, proveriam meios para a comunicação e o comércio sem fronteiras têm influência direta no aumento dos intercâmbios linguísticos entre povos de diferentes nações. A instantaneidade com que mensagens, textos e documentos de naturezas diversas viajam pela Internet e são difundidos eletronicamente em diversas partes do mundo exige, cada vez mais, que o conhecimento produzido possa ser entendido e processado em diferentes línguas com rapidez semelhante à da sua produção.
Essa expansão da disseminação da informação pela Internet impôs novas exigências à prática de tradução, tanto com relação ao crescimento de sua necessidade quanto à diminuição de seu tempo de produção. Segundo a ordem mercadológica atual, o comércio internacional é preferencialmente concretizado se as informações na língua de origem forem oferecidas nas línguas traduzidas concomitantemente ao lançamento do produto.
O imperativo de uma resposta rápida às informações em circulação via Internet parece favorecer a adoção de uma ou poucas línguas como meios de expressão global, ainda que os emissores e receptores envolvidos na comunicação não sejam seus falantes nativos. Em um mundo em que convivem cerca de 2.500 a 3.000 línguas, a língua inglesa é, com frequência, identificada como língua da globalização, seguida por outras línguas também consideradas dominantes nos planos político-econômico e tecnológico, como o francês, o espanhol e, na atualidade, o chinês.
A primazia da língua inglesa mantém-se e, como meio de propagação das inovações tecnológicas, a Internet seria um local favorável à implementação de uma “geopolítica do inglês” na atualidade. Essa constatação pode ser verificada principalmente pelo fato de um crescente número de empresas que hospedam páginas eletrônicas na Internet, em sua maioria outrora monolíngues, estarem buscando serviços de tradução para se tornarem bilíngues ou multilíngues, quase sempre com o inglês entre as línguas oferecidas para acesso à página.
Essa posição privilegiada da língua inglesa tem também motivos políticos, sendo verificada até mesmo no continente europeu, local em que a diversidade cultural e a pluralidade linguística são assuntos constantes de debates políticos a favor da comunicação e integração intercultural. No caso da União Europeia, o problema da pluralidade linguística é tratado como uma questão tanto política como técnica. Segundo o relato de Calvet, quando a França assumiu a presidência da União Europeia em 1994, uma das primeiras propostas do então ministro francês de Assuntos Europeus foi a de limitar a cinco o número de línguas de trabalho da comunidade, naquela época composta por quinze países membros.
A campanha francesa propunha a adoção do inglês, do francês, do alemão, do espanhol e do italiano, uma escolha que, para Calvet, “enfatiza a comunicação no seio da Europa, excluindo na mesma tacada o português, muito mais falado no mundo que o italiano, o alemão e até mesmo o francês”. A principal preocupação da proposta não era, como a França desejava transparecer, estabelecer as línguas de trabalho com base em dados estatísticos europeus (número de falantes dessas línguas no continente), mas evitar que o inglês se tornasse “a única língua de trabalho da União Europeia”.
Érika Nogueira de Andrade Stupiello. Internet: <www.scielo.br/> (com adaptações).
Traduisez le texte suivant vers le français le plus fidèlement possible.
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