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Instituto Rio Branco — CACD 2025 — Diplomata (Terceiro Secretário) — Prova Objetiva da Primeira Fase — Período da Manhã

Instituto Rio Branco (IRBR) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Cebraspe2025Superior

120 questões nesta prova · página 1 de 6

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

No quarto período, a referência às viagens e explorações realizadas antes da descoberta da América demonstra como era (e é) considerado grandioso o feito de Colombo nos livros escolares.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A comparação com caravanas e descidas ao Saara mostra a grandiosidade atribuída a Colombo nos livros escolares.

No quarto período, as descidas pelo Saara e as caravanas até a China, feitas antes de 1492, são ditas 'de nada valiam' perante a aventura de Colombo. Isso mostra que os livros escolares, antes e hoje, consideravam o feito de Colombo muito mais grandioso do que as demais explorações.

Análise das alternativas

Certo: o contraste hierarquiza os feitos em favor de Colombo. Errado: ignoraria o sentido da comparação e de 'eram e são'.

Referência: Interpretação textual (Cebraspe).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Modernidade x Modernismo

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

No texto são mencionadas quatro diferentes visões do movimento filosófico e artístico que, no Brasil, teve seu ápice em 1922.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto trata de modernidade (período histórico), não do Modernismo brasileiro de 1922, e menciona três marcos, não quatro visões do movimento.

O texto discute a origem da modernidade como época histórica, e não o movimento artístico de 1922. Confundir modernidade e Modernismo é o erro do item. Além disso, as visões citadas do início da modernidade são Descartes, Bacon, a abertura dos bancos e a viagem de Colombo, sendo esta a defendida pelo autor, e nenhuma se refere ao movimento de 1922.

Análise das alternativas

Certo: confunde conceitos distintos. Errado: é o gabarito, pois o texto não menciona o movimento de 1922.

Referência: Interpretação textual – modernidade x Modernismo (Cebraspe).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sintaxe — Funções Sintáticas das Orações

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Sem gabarito

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

Nos dois últimos períodos do texto, a substituição de “Precisa” por É preciso manteria inalterada a função sintática das orações “ler Mediterrâneo de Fernand Braudel” e “evocar o mar Mediterrâneo”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

Segundo o autor do texto, o ensino da história da modernidade dirigido aos jovens fixou-se em um passado que se mantém como referência dos tempos modernos apesar das concepções relacionadas ao que foi chamado no texto de “espirro cartesiano”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O autor afirma que o ensino escolar manteve 1492 como marco da modernidade, mesmo diante de outras teses posteriores.

O autor diz que, bem antes de lhe proporem Descartes, Bacon ou os bancos como origem da modernidade, já se ensinava o marco de 1492, e que isso 'eram e são' o primeiro capítulo dos tempos modernos. Logo, o ensino se fixou nesse passado como referência, apesar das outras concepções, entre elas o 'espirro cartesiano'.

Análise das alternativas

Certo: reflete o uso de 'eram e são' e a permanência do marco. Errado: negaria a persistência indicada no texto.

Referência: Interpretação textual (Cebraspe).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Referência Temporal

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

No primeiro período do texto, o trecho “Bem antes que (...) bem antes de tudo isso” indica quando a modernidade começou, assim como o faz o trecho “em outubro de 1492”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois trechos não têm a mesma função: o primeiro indica anterioridade em relação ao que o narrador ouviu; o segundo data o início da modernidade.

'Bem antes que (...) bem antes de tudo isso' situa temporalmente o momento em que o narrador aprendeu a versão de 1492, anterior às teorias posteriores (Descartes, Bacon, bancos). Ele não indica quando a modernidade começou. Só 'em outubro de 1492' marca o início da modernidade.

Análise das alternativas

Certo: confunde a referência temporal relativa ao aprendizado do narrador com a datação da modernidade. Errado: é o gabarito.

Referência: Interpretação textual – referência temporal (Cebraspe).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

Pela leitura do texto, é possível relacionar a construção da história da modernidade a uma perspectiva eurocêntrica, apesar de o Mediterrâneo fazer parte do passado e do presente de outras culturas, além da europeia.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto trata a modernidade a partir de um marco europeu (viagem de Colombo), embora o Mediterrâneo seja compartilhado por outras culturas.

O texto afirma que a modernidade, nos livros escolares, começa com as grandes explorações e a viagem do genovês Colombo, deixando em segundo plano caravanas e travessias ao Saara e à China. Isso revela uma perspectiva eurocêntrica. O Mediterrâneo, descrito como 'pátio comum' e 'útero compartilhado', é espaço que pertence também a outras culturas (africanas, asiáticas), o que sustenta a ressalva do item.

Análise das alternativas

Certo: a inferência é legítima. Errado: ignoraria a ênfase europeia da narrativa escolar e o caráter 'comum' e 'compartilhado' do Mediterrâneo.

Referência: Interpretação textual (Cebraspe) – Calligaris, A psicanálise e o sujeito colonial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Linguagem Figurada

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

No texto, a região do Mediterrâneo representa o mundo fechado, como identificável, no último período do texto, no uso conotativo das expressões “útero” e “casa materna e paterna”, embora essa visão seja minimizada pela ideia transmitida por “navegável e navegado”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O Mediterrâneo é o mundo fechado, e 'navegável e navegado' reforça essa ideia, não a minimiza.

O Mediterrâneo é 'pátio comum', 'útero vital compartilhado' e a 'casa materna e paterna', imagens do mundo fechado e protegido. 'Navegável e navegado' não minimiza essa visão: reforça a ideia de um espaço conhecido, comum e percorrido, ou seja, fechado em si. Por isso, a ressalva do item é incorreta.

Análise das alternativas

A) Errada: erra ao afirmar que a ideia de 'navegável e navegado' minimiza a visão de mundo fechado. B) Correta.

Referência: Linguagem figurada e conotação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sintaxe — Predicativo do Objeto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

No antepenúltimo período do segundo parágrafo, “humanos” e “pessoas simbólico-desejantes” exercem, nas orações em que se inserem, a mesma função sintática.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'humanos' e 'pessoas simbólico-desejantes' são objeto direto e predicativo do objeto, mas na mesma função 'os'; ambos exercem a mesma função sintática.

Em 'que os faz humanos e... os torna pessoas simbólico-desejantes', o objeto direto é 'os', e 'humanos' e 'pessoas simbólico-desejantes' são predicativos do objeto. Os dois termos exercem, portanto, a mesma função sintática.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: nega a identidade de função.

Referência: Sintaxe: predicativo do objeto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sintaxe — Sujeito

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

No segundo parágrafo, está elíptico o sujeito das orações “Fala por significações desejantes” e “Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem”, sendo o sujeito de referência de ambas o termo “Cada pessoa”, que introduz o parágrafo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os sujeitos das duas orações não são ambos 'Cada pessoa'.

'Fala por significações desejantes' tem sujeito elíptico 'cada pessoa', mas em 'Trata-se de um ente constituído...' o verbo 'tratar-se' é transitivo indireto com sujeito indeterminado, ou seja, sem sujeito referente. Portanto, não é correto dizer que o sujeito é 'Cada pessoa' em ambas.

Análise das alternativas

A) Errada: afirma o mesmo sujeito elíptico para as duas. B) Correta: na segunda oração o sujeito é indeterminado.

Referência: Sintaxe: sujeito e verbo transitivo indireto com 'se'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

Entende-se do texto que a imagem associada ao ser humano do século XIX é essencialmente diversa da imagem associada ao ser humano desde o final do século XX, período em que ele deixa de preocupar-se com o mundo material ao seu redor.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto não diz que o ser humano deixou de se preocupar com o mundo material.

Para o texto, a pessoa pós-século XX atende a necessidades materiais e também simbólicas (desejos); o desejo 'abarca' a necessidade. Logo, não deixou de se preocupar com o mundo material; a afirmação final é incorreta.

Análise das alternativas

A) Errada: atribui ao texto uma ideia que ele não apresenta. B) Correta.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes Relativos e Pessoais

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

Em suas ocorrências no sexto período do segundo parágrafo, o vocábulo “que” classifica-se como pronome relativo e funciona, assim como o vocábulo “a”, em “a antecedem”, como elemento de coesão referencial.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Que' é pronome relativo e 'a' é pronome oblíquo, ambos coesivos.

No sexto período do segundo parágrafo, 'que' retoma 'pensamentos' ou 'mente' e funciona como pronome relativo, e 'a' em 'a antecedem' é pronome oblíquo que retoma 'a mente racional e intencional'. Ambos são elementos de coesão referencial.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: nega a classificação e a função coesiva.

Referência: Pronomes relativos e coesão referencial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

No texto, a linguagem é tratada como elemento com função mais abrangente que a de mera transmissão de ideias ou de expressão e comunicação de pensamentos, pois está envolvida na própria construção de desejos e pensamentos.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A linguagem é constitutiva do desejo e do pensamento, não mero veículo.

O autor rejeita a linguagem como 'mera transmissão de ideias' ou 'simples produto da mente racional', defendendo-a como 'produção de ideias desejantes' e laço social que constitui as pessoas. Assim, a função é mais abrangente, envolvida na construção de desejos e pensamentos.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: contraria a tese do texto.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Sem gabarito

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

No último período do texto, o autor enfatiza a capacidade que tem o ser humano de expressar o objeto de seu desejo e destaca como esse seu desejo o aprisiona.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Textual — Repetição

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Sem gabarito

Texto-base:
Após as experiências históricas do século passado, na psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional, plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a “necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
Cada pessoa é uma entidade eminentemente simbólica, deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos, fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na consciência individual. Não uma linguagem como um simples produto da mente racional e intencional que estaria meramente expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas linguagem como produção, como processo de produção de ideias desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário. Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e, assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna sujeito desses desejos que a sujeitam.
Carlos Alvarez Maia. História, ciência e linguagem: o dilema do relativismo-realismo. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2015, p. 11.

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os seguintes itens.

No quinto e sexto períodos do segundo parágrafo, a repetição do trecho “Não uma linguagem como” é recurso usado para reforçar que a linguagem de um ente “enlaçado socialmente pela linguagem” (quarto período do segundo parágrafo) é diferente da linguagem do homem “que age movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de atender a essas necessidades”, mencionado no segundo período do primeiro parágrafo.
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Língua Portuguesa Coesão Referencial — Ambiguidade

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Sem gabarito

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

A expressão “a mesma boca” (quarto período) desfaz a ambiguidade quanto ao referente do pronome átono em “Costumo ouvi-lo outras manhãs” (terceiro período) e da expressão “o mesmo” em “o mesmo que ouvi há um ano” (quarto período) — que pode ser interpretado como “o pregão” ou “um vendedor de vassouras e espanadores” (ambos no segundo período).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Ficção e Não Ficção

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

As entradas indicativas de datas, o foco narrativo na primeira pessoa do singular e a ausência de termos figurativos são evidências de que os fatos narrados resultam de memórias factuais, o que caracteriza o texto como não ficcional.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Datas, 1ª pessoa e ausência de figuras não bastam para caracterizar texto não ficcional.

O trecho é de Memorial de Aires, obra de ficção de Machado de Assis; o diário é recurso literário. Além disso, o texto contém linguagem figurada (por exemplo, 'não morro de saudades'), e a data e a primeira pessoa não garantem a factualidade. Logo, a conclusão é indevida.

Análise das alternativas

A) Errada: toma recurso ficcional por prova de factualidade. B) Correta.

Referência: Gêneros textuais: ficção e não ficção.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Sem gabarito

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

O “vendedor de vassouras e espanadores” (segundo período) é personagem que compõe o campo semântico estabelecido pelo narrador em “minha terra (...) meu Catete (...) minha língua” (terceiro período).
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Língua Portuguesa Semântica — Relações de Sentido entre Orações

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

Pelas relações de sentido estabelecidas no texto, percebe-se uma noção de oposição entre os períodos no seguinte trecho: “Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei.” (sétimo e oitavo períodos).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Oposição entre 'Cuidei que não acabaria de me habituar' e 'Pois acabei'.

No sétimo período, o narrador supunha que não se habituaria à vida no Brasil; no oitavo, 'Pois acabei' contraria essa expectativa. A conjunção 'pois', em início de período, tem valor adversativo/explicativo, e o contraste entre 'não acabaria' e 'acabei' estabelece a oposição.

Análise das alternativas

A) Correta: há contraste de ideias. B) Errada: nega a oposição existente.

Referência: Relações de sentido entre orações.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

Segundo o narrador, a língua por ele falada é elemento acolhedor que reforça seus laços com a “outra vida de cá”, da qual não morria de saudades enquanto exercia a diplomacia em terras “de longe”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O narrador não diz que a língua reforçava laços com a vida de cá durante a diplomacia.

A língua aparece como parte do retorno à terra ('minha terra, ao meu Catete, à minha língua'), mas o texto não diz que ela reforçava laços com a vida de cá enquanto ele atuava no exterior. Além disso, a ausência de saudade ('não morro de saudades') refere-se ao tempo posterior ao retorno, em relação às coisas de longe, não ao período em que exercia a diplomacia.

Análise das alternativas

A) Errada. B) Correta: há inversão temporal e atribuição indevida ao texto.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Literatura Brasileira — Localismo e Cosmopolitismo

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
1888
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!”. Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Aluizio Leite, Ana Lima Cecília, Heloisa Jahn, Rodrigo Lacerda (org.). Machado de Assis: obra completa em quatro volumes, v. 1. São Paulo: Nova Aguilar, 2015, p.1.197.

Julgue os itens seguintes, com base no texto precedente.

A relação entre Europa e Brasil apresentada no texto pela experiência diplomática do narrador distancia-se da dialética formativa da literatura e do povo brasileiro: cosmopolitismo e localismo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto não se afasta da dialética cosmopolitismo/localismo; ela está presente.

O narrador viveu longamente na Europa como diplomata e retorna ao Brasil, ao 'meu Catete, à minha língua', reconhecendo ainda lembranças de longe. Essa tensão entre o cosmopolitismo (Europa) e o localismo (Brasil) é a dialética formativa tradicionalmente associada à literatura brasileira. Logo, não há distanciamento.

Análise das alternativas

A) Errada: afirma distanciamento. B) Correta: a relação Europa-Brasil ilustra a dialética.

Referência: Literatura brasileira: cosmopolitismo e localismo.

Resolução comentada do VaiConcursos.