Sem padrão de resposta — pratique a escrita
TEXTO I
No Brasil, de acordo com estimativa da Abead (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas), 10% da população (cerca de 19 milhões) são dependentes de álcool. Em média, 32 mil mortes por ano estão relacionadas a doenças causadas pelo alcoolismo. Para a psiquiatra Camila Magalhães, coordenadora do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), o aumento de licenças não significa um crescimento no consumo de drogas, mas uma quebra de paradigmas nas empresas. “Hoje, em vez das empresas mandarem os funcionários embora por esse problema, preferem tratá-los.” Camila Magalhães diz que o vínculo trabalhista depois do tratamento também facilita na recuperação. “A possibilidade de recaída é 40% maior quando a pessoa abandona o trabalho para se tratar”, afirma.
Disponível em: http://consciencianotrabalho.blogspot.com/2012/10/alcoolismo-no-trabalho.html. Acesso em 08 de maio de 2024. (adaptado)
Texto-base:
TEXTO II
Intuitivamente, álcool e trabalho são duas coisas que não combinam. O álcool é um depressor do sistema nervoso central e pode impactar o desempenho no trabalho de diversas formas, incluindo faltas, acidentes, discussões e brigas, demissões, entre outros tipos de perda de produtividade e renda. Contudo, a real dimensão do impacto do uso nocivo de álcool no trabalho e na economia vem sendo continuamente estudada, e novas pesquisas reiteram os perigos desta combinação. Sabe-se que as taxas de consumo excessivo de álcool podem ser mais altas em alguns setores, como os de construção civil e o de artes e entretenimento, e entre alguns segmentos específicos, como trabalhadores prestes a se aposentar e aqueles mais jovens. Algumas pessoas também podem utilizar, de forma equivocada, o álcool como um recurso para lidar com o estresse no trabalho. Para contextualização, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que de 20% a 25% dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas sob efeitos de algum tipo de droga, e que entre 3% a 5% da população de trabalhadores apresenta dependência de álcool e 25% são usuários de risco. O consumo de álcool no trabalho facilita a ocorrência de acidentes, provavelmente devido às alterações que provoca na diminuição de coordenação e equilíbrio, aumento de tempo de reação, alteração de julgamento e diminuição da acuidade.
Disponível em: https://cisa.org.br/sua-saude/informativos/artigo/item/358-como-o-uso-nocivo-de-alcool-piora-sua-relacao-com-o-trabalho. Acesso em 08 de maio de 2024. (adaptado)
Texto-base:
TEXTO III
Profissões mais propensas a desenvolver o alcoolismo
Bartenders | 2,33 vezes mais
Operadores de máquinas | 2,00 vezes mais
Garçons | 1,87 vez mais
Pintores | 1,85 vez mais
Cozinheiros | 1,77 vez mais
Marinheiros | 1,75 vez mais
Trabalhadores da construção civil | 1,72 vez mais
Disponível em: https://revistatopsaude.com.br/saude/alcoolismo-no-trabalho/. Acesso em 08 de maio de 2024. (adaptado)
PROPOSTA DE REDAÇÃO - A partir da leitura dos textos de apoio e de suas reflexões, redija uma dissertação argumentativa a respeito do tema “O alcoolismo e a sua interferência nas relações de trabalho”. Dê um título ao seu texto.
INSTRUÇÕES
1. A redação deverá ser uma dissertação argumentativa com ideias coerentes, claras e objetivas, em língua portuguesa e com letra legível. Se utilizada a letra de forma (caixa-alta), as letras maiúsculas deverão receber o devido realce;
2. Deverá ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas contínuas, considerando o recuo dos parágrafos, e, no máximo, 30 (trinta) linhas. Não poderá conter qualquer marca identificadora ou assinatura, o que implicará a atribuição de nota zero;
3. Os trechos da redação que contiverem cópias dos textos de apoio ao tema proposto ou dos textos do caderno de prova serão desconsiderados para a correção e para a contagem do número mínimo de linhas;
4. O candidato deverá dar um título à redação; e
5. O rascunho deverá ser feito em local apropriado.