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Para o Brasil, uma das consequências do conflito foi que o país ficou ainda mais endividado com a Inglaterra, com a qual tinha restaurado as relações diplomáticas, no início das hostilidades. Mas a maior consequência foi a afirmação do Exército como uma instituição com fisionomia e objetivos próprios. Entre outros pontos, as queixas contra o governo do Império, que vinham de longe, ganharam outra expressão. Afinal de contas, o Exército sustentara a luta na frente de batalha, com seus acertos e erros. Enquanto isso, as elites civis – os “casacas”, como passaram a ser desdenhosamente chamados – haviam ficado a salvo e, em certos casos, enriqueceram com os negócios de fornecimento para a tropa.
FONTE: Boris Fausto, História do Brasil – Editora Universidade de São Paulo (EDUSP), SP. Pg. 216.
É correto afirmar que o texto faz referência ao seguinte conflito armado ocorrido no continente americano:
Resolução comentada
O texto trata da Guerra do Paraguai (1864-1870), e a D descreve corretamente o conflito.
Boris Fausto trata das consequências da Guerra do Paraguai: endividamento com a Inglaterra e fortalecimento do Exército. A alternativa D descreve corretamente o conflito: 1864-1870, disputas na bacia do Prata, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Análise das alternativas
A e C atribuem a guerra ao imperialismo inglês, tese revisionista hoje bastante contestada pela historiografia, e a C vai além ao dizer que foi "basicamente" motivada por isso. B e E tratam da Guerra da Cisplatina, que foi de 1825 a 1828, entre Brasil e Províncias Unidas do Prata pela Cisplatina. Ela não uniu Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, e o texto não a menciona.
Referência: Boris Fausto, História do Brasil; Guerra do Paraguai.
Resolução comentada do VaiConcursos.