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Texto-base:
TEXTO I
Mais que um jogo
Por: Wilma Freitas, Superintendente de Educação do Senac RJ
O que vimos na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, mostra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária
1 A Alemanha não limitou sua revolução aos campos de futebol para transformar derrotas em vitórias. O país também usou um resultado ruim em um ranking mundial de educação em 2001 para rever e transformar seu modelo de ensino.
2 Um ano antes, a Alemanha amargava o 21º lugar dentre os 31 participantes do Programme for International Student Assessment (Pisa). À época, apenas 37% dos alunos do país concluíam o ensino médio e se habilitavam a entrar em uma universidade. O desempenho abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) levantou um profundo debate sobre a educação no país e fez a Alemanha revolucionar seu projeto educacional.
3 O modelo alemão é dual, ou seja, a profissão não é isolada do contexto de vida do aluno. O maior diferencial desse processo de formação profissional e acadêmica acontece após o primeiro segmento do ensino fundamental. Aos 10 anos, os alunos passam por dois anos de orientação científica, a fim de identificar em quais áreas têm mais habilidade, ampliando as chances de se destacarem no mercado de trabalho.

4 A reforma levou a Alemanha a subir o ranking educacional no Pisa e chegar a 12º em Ciências, a 16º em Matemática e a 19º em Leitura. O planejamento é facilitado pela autonomia dos estados alemães em relação à educação. Conseguem administrar a formação de acordo com a demanda econômica de cada região. Com o modelo, apenas 6% dos alunos do país estudam em escolas particulares e, em dez estados, as instituições de ensino superior são públicas.
5 A estratégia de superação e inclusão profissional empreendida pela Alemanha provocou uma reviravolta no ensino. O que vimos acontecer na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, demonstra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária.
6 Em 2013, uma equipe do Senac RJ realizou uma viagem técnica às alemãs Berlim e Munique para conhecer o que era desenvolvido no país e buscar parcerias acadêmicas. Com as visitas, a instituição observou in loco o método aplicado e avaliou o progresso após maciço investimento educacional. As escolas são equipadas com instalações e laboratórios adequados ao desenvolvimento profissional, voltados para a qualificação dos alunos, além de modernas instalações de ensino base, fundamentais para o sucesso do futuro profissional.
7 Método semelhante ao processo educacional alemão, qualificando jovens para o mercado de trabalho utilizando a experiência in loco como ponto principal, é desenvolvido também pelo Senac RJ há mais de uma década. As estratégias pressupõem o desenvolvimento profissional como resultado do engajamento do estudante em seu processo de aprendizagem. E a relação entre prática e teoria se dá por meio de problemas e desafios enfrentados em situações reais ou em casos que simulem a realidade do contexto de trabalho.
8 Esse é um modelo viável. E comprova que, muito além das linhas do campo, o Brasil também pode fazer seu golaço na educação.
Disponível em: <http://oglobo.globo.com/opiniao/mais-que-um-jogo-13388594>
Acesso em 29/07/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Dual: composto de duas partes (3º parágrafo)
Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (6º parágrafo)
In loco: expressão latina significando “no local” (6º parágrafo)
TEXTO II
Pisa: desempenho do Brasil piora em leitura e 'empaca' em ciências
Do Uol, em São Paulo
1 Em 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura piorou em relação a 2009. De acordo com dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o país somou 410 pontos em leitura, dois a menos do que a sua pontuação na última avaliação e 86 pontos abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
2 Com isso, o país ficou com a 55ª posição do ranking de leitura, abaixo de países como Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia. Segundo o relatório da OCDE, parte do mau desempenho do país pode ser explicado pela expansão de alunos de 15 anos na rede em séries defasadas.
3 Quase metade (49,2%) dos alunos brasileiros não alcança o nível 2 de desempenho na avaliação que tem o nível 6 como teto. Isso significa que eles não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes do texto e não conseguem compreender nuances da linguagem.
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/03/pisa-desempenho-do-brasil-piora-em-leitura-e-empaca-em-ciencias.htm>
Acesso em 04/08/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Defasadas: discrepantes, fora do nível (2º parágrafo)
5. Assinale a alternativa que contenha o objetivo comunicativo dos textos I e II, respectivamente:
TEXTO I
Mais que um jogo
Por: Wilma Freitas, Superintendente de Educação do Senac RJ
O que vimos na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, mostra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária
1 A Alemanha não limitou sua revolução aos campos de futebol para transformar derrotas em vitórias. O país também usou um resultado ruim em um ranking mundial de educação em 2001 para rever e transformar seu modelo de ensino.
2 Um ano antes, a Alemanha amargava o 21º lugar dentre os 31 participantes do Programme for International Student Assessment (Pisa). À época, apenas 37% dos alunos do país concluíam o ensino médio e se habilitavam a entrar em uma universidade. O desempenho abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) levantou um profundo debate sobre a educação no país e fez a Alemanha revolucionar seu projeto educacional.
3 O modelo alemão é dual, ou seja, a profissão não é isolada do contexto de vida do aluno. O maior diferencial desse processo de formação profissional e acadêmica acontece após o primeiro segmento do ensino fundamental. Aos 10 anos, os alunos passam por dois anos de orientação científica, a fim de identificar em quais áreas têm mais habilidade, ampliando as chances de se destacarem no mercado de trabalho.
4 A reforma levou a Alemanha a subir o ranking educacional no Pisa e chegar a 12º em Ciências, a 16º em Matemática e a 19º em Leitura. O planejamento é facilitado pela autonomia dos estados alemães em relação à educação. Conseguem administrar a formação de acordo com a demanda econômica de cada região. Com o modelo, apenas 6% dos alunos do país estudam em escolas particulares e, em dez estados, as instituições de ensino superior são públicas.
5 A estratégia de superação e inclusão profissional empreendida pela Alemanha provocou uma reviravolta no ensino. O que vimos acontecer na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, demonstra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária.
6 Em 2013, uma equipe do Senac RJ realizou uma viagem técnica às alemãs Berlim e Munique para conhecer o que era desenvolvido no país e buscar parcerias acadêmicas. Com as visitas, a instituição observou in loco o método aplicado e avaliou o progresso após maciço investimento educacional. As escolas são equipadas com instalações e laboratórios adequados ao desenvolvimento profissional, voltados para a qualificação dos alunos, além de modernas instalações de ensino base, fundamentais para o sucesso do futuro profissional.
7 Método semelhante ao processo educacional alemão, qualificando jovens para o mercado de trabalho utilizando a experiência in loco como ponto principal, é desenvolvido também pelo Senac RJ há mais de uma década. As estratégias pressupõem o desenvolvimento profissional como resultado do engajamento do estudante em seu processo de aprendizagem. E a relação entre prática e teoria se dá por meio de problemas e desafios enfrentados em situações reais ou em casos que simulem a realidade do contexto de trabalho.
8 Esse é um modelo viável. E comprova que, muito além das linhas do campo, o Brasil também pode fazer seu golaço na educação.
Disponível em: <http://oglobo.globo.com/opiniao/mais-que-um-jogo-13388594>
Acesso em 29/07/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Dual: composto de duas partes (3º parágrafo)
Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (6º parágrafo)
In loco: expressão latina significando “no local” (6º parágrafo)
TEXTO II
Pisa: desempenho do Brasil piora em leitura e 'empaca' em ciências
Do Uol, em São Paulo
1 Em 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura piorou em relação a 2009. De acordo com dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o país somou 410 pontos em leitura, dois a menos do que a sua pontuação na última avaliação e 86 pontos abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
2 Com isso, o país ficou com a 55ª posição do ranking de leitura, abaixo de países como Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia. Segundo o relatório da OCDE, parte do mau desempenho do país pode ser explicado pela expansão de alunos de 15 anos na rede em séries defasadas.
3 Quase metade (49,2%) dos alunos brasileiros não alcança o nível 2 de desempenho na avaliação que tem o nível 6 como teto. Isso significa que eles não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes do texto e não conseguem compreender nuances da linguagem.
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/03/pisa-desempenho-do-brasil-piora-em-leitura-e-empaca-em-ciencias.htm>
Acesso em 04/08/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Defasadas: discrepantes, fora do nível (2º parágrafo)
5. Assinale a alternativa que contenha o objetivo comunicativo dos textos I e II, respectivamente: