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Texto-base:
TEXTO I
História Pátria
Plantando mandioca, plantando feijão,
colhendo café, borracha, cacau,
comendo pamonha, canjica, mingau,
rezando de tarde nossa ave-maria,
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
A gente vivia.
De festas no ano só quatro é que havia:
Entrudo e Natal, Quaresma e SanJoão!
Mas tudo emendava num só carrilhão!
E a gente vadiava, dançava, comia...
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
Todo santo dia.
O Rei, entretanto, não era da terra!
E gente pra Europa mandou-se estudar...
Gentinha idiota que trouxe a mania
de nos transformar
da noite pro dia...
A gente que tão
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
Vivia!
(E foi um dia a nossa civilização
tão fácil de criar!)
Passou-se a pensar,
passou-se a cantar,
passou-se a dançar,
passou-se a comer,
passou-se a vestir,
passou-se a viver,
passou-se a sentir,
tal como Paris
pensava,
cantava,
comia,
sentia...
A gente que tão
Negramente...
Caboclamente...
Portuguesamente...
Vivia.
FERREIRA, Ascenso. Catimbó, Cana Caiana, Xenhenhém. 5. Ed. Recife: Nordestal, 1995, p.100-101.
No trecho “Gentinha idiota que trouxe a mania/ de nos transformar/ da noite pro dia...”, entende-se que alguns brasileiros, depois de estudarem na Europa, passaram a mudar nossa cultura existente até então. A expressão destacada indica, no contexto, transformações ocorridas
Recorte do enunciado original, que mostra o destaque em negrito citado pela pergunta.
TEXTO I
História Pátria
Plantando mandioca, plantando feijão,
colhendo café, borracha, cacau,
comendo pamonha, canjica, mingau,
rezando de tarde nossa ave-maria,
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
A gente vivia.
De festas no ano só quatro é que havia:
Entrudo e Natal, Quaresma e SanJoão!
Mas tudo emendava num só carrilhão!
E a gente vadiava, dançava, comia...
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
Todo santo dia.
O Rei, entretanto, não era da terra!
E gente pra Europa mandou-se estudar...
Gentinha idiota que trouxe a mania
de nos transformar
da noite pro dia...
A gente que tão
Negramente....
Caboclamente...
Portuguesamente...
Vivia!
(E foi um dia a nossa civilização
tão fácil de criar!)
Passou-se a pensar,
passou-se a cantar,
passou-se a dançar,
passou-se a comer,
passou-se a vestir,
passou-se a viver,
passou-se a sentir,
tal como Paris
pensava,
cantava,
comia,
sentia...
A gente que tão
Negramente...
Caboclamente...
Portuguesamente...
Vivia.
FERREIRA, Ascenso. Catimbó, Cana Caiana, Xenhenhém. 5. Ed. Recife: Nordestal, 1995, p.100-101.
No trecho “Gentinha idiota que trouxe a mania/ de nos transformar/ da noite pro dia...”, entende-se que alguns brasileiros, depois de estudarem na Europa, passaram a mudar nossa cultura existente até então. A expressão destacada indica, no contexto, transformações ocorridas