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Colégio Militar de Brasília 2015

Questão 11 — Língua Portuguesa: Fato e Opinião

Língua Portuguesa Fato e Opinião

2015 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

Bullying. Não tem a menor graça!
Você já foi alvo de gozação ou viu alguém sendo sacaneado constantemente? Não era brincadeira, era o bullying em ação

A palavra

Sem tradução para o português, bullying é toda agressão feita com a intenção
de machucar outra pessoa ou até mesmo uma turma inteira. Mas para ser considerado
bullying de verdade, também é preciso que essa atitude agressiva se repita uma
05 porção de vezes. Sabe aquele garoto que fica gozando do colega todo santo dia,
fazendo piadinhas infelizes a respeito da orelha de abano do garoto? Pois essa atitude
grosseira, repetitiva, disfarçada de brincadeira é o tal bullying. Mas esse
comportamento vai além dos apelidos maldosos. Ele também é uma característica de
quem gosta de ofender, humilhar, discriminar, intimidar, enfim, de quem se diverte
10 fazendo tudo o que faça uma menina (ou menino) sofrer. (Veja mais exemplos no box
“As faces da maldade”).

Menino é diferente

A prática do bullying nem sempre é igual para meninos e meninas. Segundo
Aramis Lopes, pediatra e coordenador do Programa de Redução do Comportamento
15 Agressivo entre Estudantes, os garotos são mais explícitos. É comum ver meninos
tirando sarro de alguém na frente de todo mundo. “Já a menina é educada para ser
mais recatada, discreta. Dessa forma, a estratégia delas é outra”, explica o médico. É
isso mesmo! A menina é mais sutil e vai, como se diz, “comendo pelas bordas”. Uma
fofoquinha aqui, uma esnobada ali e lá está ela colocando em prática sua maldade. “A
20 princípio, elas são amigas. Mas, quando vai ver, uma garota já está sendo vítima de
difamação e exclusão dentro de seu grupo”, acrescenta Aramis.

Para esses casos, o especialista dá a melhor solução: trocar de turma. Afinal de
contas, você é livre para ser amiga de quem bem entender e não tem nada a ver ficar
atrás de meninas que só querem vê-la numa pior, não é mesmo?

25 Mas, quando o assunto é gozação na frente de todo mundo, como nos casos em
que o cidadão grita um apelido infeliz pelos quatro cantos da escola, a pedagoga Karen
Kaufman Sachetto tem a saída: “Evite reforçar essa atitude. Tente ignorar o máximo
que puder”. E Aramis complementa: “Saia de perto, para a brincadeira não continuar e
você não sofrer.”

30 Contar ou não, eis a questão

E os pais, como ficam nessa história toda? “Se tiver coragem, conte a eles, pois
podem ajudá-la”, diz Karen. Porém o pediatra Aramis alerta: “Procure alguém de sua
confiança, um colega, um professor, um funcionário da escola, ou seus pais e conte o
que se passa com você. De preferência, os pais só devem interferir com o
35 consentimento dos filhos”. Se você estiver certa de que quer a ajuda de seus pais
nessa luta, peça uma mãozinha. Do contrário, se tiver medo de que a situação piore,
busque apenas o apoio deles, mas não desista de tentar se livrar desse sofrimento.
Ficar quieta e aceitar todos os tipos de maldade é o comportamento mais incorreto.
Muitas vezes, quando ficamos chateadas não há nada melhor do que o colo e os
40 conselhos do pai e da mãe para nos dar um calorzinho no coração.

A diretoria da escola também pode ser avisada, principalmente em casos mais
graves, como os de ameaça.

As faces da maldade

Veja o que é considerado bullying pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia):

Colocar apelidos – Ofender – Zoar – Gozar – Encarnar – Sacanear – Humilhar – Fazer sofrer – Discriminar – Excluir – Isolar – Ignorar – Intimidar – Perseguir – Assediar – Aterrorizar – Amedrontar – Tiranizar – Dominar – Agredir – Bater – Chutar – Empurrar – Ferir – Roubar – Quebrar pertences

(In <http://atrevida.locaweb.com.br/revista/126> Acesso em 20 ago 2015)

Leia os seguintes trechos retirados do texto II:

I – “A prática do bullying nem sempre é igual para meninos e meninas” (l.13).
II – “(...) mas não desista de tentar se livrar desse sofrimento” (l.37).
III – “(...) bullying é toda agressão feita com a intenção de machucar outra pessoa...” (l.02/03).

Está correto o que se afirma em
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Só a assertiva II é opinião (conselho).

A II (“não desista de tentar se livrar desse sofrimento”) é um conselho, portanto expressa opinião e juízo de valor. A I afirma que o bullying nem sempre é igual para meninos e meninas, uma constatação factual do texto. A III é uma definição de bullying, também tratada como fato.

Análise das alternativas

A, C e E classificam como opinião a I ou a III, que são constatações e definições. B afirma que só a III é fato, mas a I também é fato. Por isso a única opinião é a II (D).

Referência: Fato e opinião.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito de Língua Portuguesa — 6º ano — página 2