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Texto-base:
TEXTO I
LENDA DAS CATARATAS

1 Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do
Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M'Boy, um
deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique
dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do
5 rio paravam quando a jovem nelas se mirava.
Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M'Boy,
passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os
Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por
ela se apaixonou.
10 No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique
e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros
dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio
abaixo, arrastada pela correnteza. Quando M'Boy percebeu a fuga de
Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e,
15 retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a
gigantesca catarata.
Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande
altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi
transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente
20 fustigada pelas águas revoltas.
Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um
abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira, acha-
se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro
24 vingativo vigia eternamente as duas vítimas.
(In <http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/paginas/226-lenda-das-cataratas.aspx> Acesso em 17 ago 2015)
A respeito dos elementos da narrativa, presentes no texto, considere as afirmações a seguir “verdadeiras” ou “falsas”:
I – O narrador do texto é do tipo “observador”, que participa da história, o que se prova com o uso de verbos na 3ª pessoa.
II – No texto, há presença de tempo cronológico, organizado de forma aleatória, ao sabor das lembranças do narrador e dos próprios personagens.
III – Podem-se apontar como alguns dos espaços da narrativa as cataratas e a aldeia em que os índios viviam.
IV – Por suas ações ao longo da trama, M’Boy pode ser caracterizado como o antagonista da narrativa.
V – Entre as características de Naipi e Tarobá, o texto permite inferir, respectivamente, a beleza e a coragem.
TEXTO I
LENDA DAS CATARATAS
1 Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do
Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M'Boy, um
deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique
dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do
5 rio paravam quando a jovem nelas se mirava.
Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M'Boy,
passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os
Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por
ela se apaixonou.
10 No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique
e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros
dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio
abaixo, arrastada pela correnteza. Quando M'Boy percebeu a fuga de
Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e,
15 retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a
gigantesca catarata.
Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande
altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi
transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente
20 fustigada pelas águas revoltas.
Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um
abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira, acha-
se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro
24 vingativo vigia eternamente as duas vítimas.
(In <http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/paginas/226-lenda-das-cataratas.aspx> Acesso em 17 ago 2015)
A respeito dos elementos da narrativa, presentes no texto, considere as afirmações a seguir “verdadeiras” ou “falsas”:
I – O narrador do texto é do tipo “observador”, que participa da história, o que se prova com o uso de verbos na 3ª pessoa.
II – No texto, há presença de tempo cronológico, organizado de forma aleatória, ao sabor das lembranças do narrador e dos próprios personagens.
III – Podem-se apontar como alguns dos espaços da narrativa as cataratas e a aldeia em que os índios viviam.
IV – Por suas ações ao longo da trama, M’Boy pode ser caracterizado como o antagonista da narrativa.
V – Entre as características de Naipi e Tarobá, o texto permite inferir, respectivamente, a beleza e a coragem.