Sem padrão de resposta — pratique a escrita
Texto-base:
As questões de 21 a 28 referem-se ao Texto 1, de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornal Correio da Manhã, do Rio.
TEXTO 1
1 José Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que chegam. E
falou dos equívocos de nossa política imigratória. As pessoas que ele encontrou não eram agricultores e
técnicos, gente capaz de ser útil. Viu músicos profissionais, bailarinas austríacas, cabeleireiras lituanas.
Paul Balt toca acordeão, Ivan Donef faz coquetéis, Galar Bedrich é vendedor, Serof Nedko é ex-oficial,
5 Luigi Tonizo é jogador de futebol, Ibolya Pohl é costureira. Tudo gente para o asfalto, “para entulhar as
grandes cidades”, como diz o repórter.
O repórter tem razão. Mas eu peço licença para ficar imaginando uma porção de coisas vagas, ao
olhar essas belas fotografias que ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,
essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que não faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cuja
10 única experiência na vida parece ter sido vender bombons – não, essa gente não vai aumentar a
produção de batatinhas e quiabos nem plantar cidades no Brasil Central.
É insensato importar gente assim. Mas o destino das pessoas e dos países também é, muitas
vezes, insensato: principalmente da gente nova e países novos. A humanidade não vive apenas de
carne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisesse
15 hoje entrar no Brasil acaso poderia? Ninguém sabe que destino terão no Brasil essas mulheres louras,
esses homens de profissões vagas. Eles estão procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo
menos o patrimônio de sua inquietação e de seu apetite de vida. Muitos se perderão, sem futuro, na
vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente
dentro de alguns anos, em algum quarto de pensão. Mas é preciso de tudo para fazer um mundo; e cada
20 pessoa humana é um mistério de heranças e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto
Niemeyer, o físico Lattes? E os construtores de nossa indústria, como vieram eles ou seus pais? Quem
pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus pais ou seus avós vieram para o Brasil
como agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem
o tráfico de escravos não teríamos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossível sem
25 uma gota de sangue (ou uísque) escocês nas veias, e quem nos garante que uma legislação exemplar
de imigração não teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti
chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moçambique? Sejamos humildes diante da
pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanhã pode descender de um clandestino que neste
momento está saltando assustado na praça Mauá, e não sabe aonde ir, nem o que fazer. Façamos uma
30 política de imigração sábia, perfeita, materialista; mas deixemos uma pequena margem aos inúteis e aos
vagabundos, às aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da
fantástica loteria humana, pode vir a nossa redenção e a nossa glória.
(BRAGA, R. Imigração. In: A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963)
As questões de 29 a 32 referem-se ao Texto 2, do psicanalista uruguaio Marcelo Viñar, ou aos Textos 1 e 2.
TEXTO 2
1 Nos estudos de antropologia política de Pierre Clastres*, estudioso francês que conviveu durante
muito tempo com tribos indígenas sul-americanas, menciona-se o fato de frequentemente os membros
dessas tribos designarem a si mesmos com um vocábulo que em sua língua era sinônimo de “os
homens” e reservavam para seus congêneres de tribos vizinhas termos como “ovos de piolho”, “sub-
5 homens” ou equivalentes com valor pejorativo.
Trago esta referência – que Clastres denomina etnocentrismo – eloquente de uma xenofobia em
sociedades primitivas, porque ela é tentadora para propor origens precoces, quem sabe constitucionais
ou genéticas, no ódio ou recusa das diferenças.
A mesma precocidade, dizem alguns, encontra-se nas crianças. Uma criança uruguaia, com clara
10 ascendência europeia, como é comum em nosso país, resultado do genocídio indígena, denuncia, entre
indignada e temerosa, sua repulsa a uma criança japonesa que entrou em sua classe (fato raro em
nosso meio) e argumenta que sua linguagem lhe é incompreensível e seus traços são diferentes e
incomuns.
Se as crianças e os primitivos reagem deste modo, poder-se-ia concluir – precipitadamente – que
15 o que manifestam, de maneira tão primária e transparente, é algo que os desenvolvimentos posteriores
da civilização tornarão evidente de forma mais complexa e sofisticada, mas com a mesma contundência
elementar.
Por esse caminho, e com a tendência humana a buscar causalidades simples e lineares, estamos
a um passo de “encontrar” explicações instintivas do ódio e da violência, em uma hierarquização em que
20 a natureza precede a cultura, território de escolha das argumentações racistas. A “natureza” – o
“biológico” como “a” origem ou “a” causa – operam como explicação segura e tranquilizadora ante
questões que nos encurralam na ignorância e na insegurança de um saber parcial. [...]
(*) Pierre Clastres (1934-1977)
(VIÑAR, M. O reconhecimento do próximo. Notas para pensar o ódio ao estrangeiro. In: Caterina Koltai (org.) O estrangeiro. São Paulo: Escuta; Fapesp, 1998)
As questões 33 e 34 referem-se aos dois excertos de entrevistas com dois africanos de Guiné-Bissau, que foram universitários no Brasil nos anos 1980.
Excerto 1: Para muitas pessoas, mesmo professores universitários, a África era um país. “Ah, você veio de onde? Da África?” “Sim, da Guiné-Bissau.” “Ah, Guiné-Bissau, região da África.” Quer dizer, Guiné-Bissau pra eles é como Brasil, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro.
Excerto 2: Porque a novela passa tudo de bom, o pobre vive bem, né? Mesmo dentro da favela, você vê aquela casa bonitinha, tal. Então tinha uma ideia, eu, pelo menos, tinha uma ideia de um Brasil... quer dizer, fantástico!
(Extraídos do curta-metragem Identidades em trânsito, de Daniele Ellery e Márcio Câmara. Disponível em: http://portacurtas.org.br)
Leia os dois excertos abaixo e observe a reprodução da tela de Tarsila do Amaral, os quais devem servir como subsídio para a escrita de sua redação. Você não precisa citá-los nem mesmo mencioná-los.
Considerando a relação entre os dois excertos, a tela de Tarsila do Amaral e os textos da prova sobre o mesmo tema, redija uma dissertação em prosa, sustentando um ponto de vista.
Sem mão de obra, Santa Catarina importa haitianos
O haitiano O. P., de 30 anos, tem dois diplomas de nível superior – psicologia e serviço social – e fala três línguas – francês, espanhol e inglês. Seu conterrâneo, M. L., de 32 anos, tem uma carreira como engenheiro químico e já trabalhou em multinacionais. Há oito meses, eles decidiram trabalhar como operários da linha industrial de abate de suínos em um frigorífico na cidade de Chapecó, no oeste de Santa Catarina. O objetivo é tentar fugir da miséria que assola seu país desde o terremoto que matou 220.000 pessoas – o equivalente a uma Chapecó inteira – e deixou 1,5 milhão de desabrigados há quatro anos. M. L. trabalha oito horas por dia em uma câmara frigorífica em temperaturas negativas. Desacostumado ao frio, ele diz ter sofrido com dores de cabeça diárias quando chegou, mas não desistiu. Nos últimos meses, conseguiu poupar boa parte do salário de 1.500 reais e agora pretende trazer a noiva que vive no Haiti para o Brasil, como fez o colega O. P., que vai se casar até o final do ano. O. P. e M. L. fazem parte de um grupo de 800 haitianos que chegaram a Santa Catarina no ano passado atraídos pela oferta de trabalho, segundo dados da Polícia Federal.
(Veja, online, 02/02/2014, adaptado)
Morar no Brasil é “sonho” internacional
O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para se morar, segundo uma série de pesquisas feitas em 65 nações pelo WIN – coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo – e tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa imagem cultural do País no exterior, fizeram com que o Brasil fosse citado como destino dos sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo.
Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram mais de 66 mil pessoas ao redor do globo. Elas foram questionadas se gostariam de morar no exterior se, hipoteticamente, não tivessem problemas como mudanças ou vistos e qual local elas escolheriam. Por isso, os resultados dizem mais sobre a imagem dos destinos mencionados do que com imigrantes em potencial.
Se esse desejo virasse realidade, o Brasil receberia em torno de 78 milhões de imigrantes nesse cenário hipotético. [...]
(O Estado de S. Paulo, online, 11/01/2014)

Operários, 1933, tela de Tarsila do Amaral (1886-1973)
As questões de 21 a 28 referem-se ao Texto 1, de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornal Correio da Manhã, do Rio.
TEXTO 1
1 José Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que chegam. E
falou dos equívocos de nossa política imigratória. As pessoas que ele encontrou não eram agricultores e
técnicos, gente capaz de ser útil. Viu músicos profissionais, bailarinas austríacas, cabeleireiras lituanas.
Paul Balt toca acordeão, Ivan Donef faz coquetéis, Galar Bedrich é vendedor, Serof Nedko é ex-oficial,
5 Luigi Tonizo é jogador de futebol, Ibolya Pohl é costureira. Tudo gente para o asfalto, “para entulhar as
grandes cidades”, como diz o repórter.
O repórter tem razão. Mas eu peço licença para ficar imaginando uma porção de coisas vagas, ao
olhar essas belas fotografias que ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,
essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que não faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cuja
10 única experiência na vida parece ter sido vender bombons – não, essa gente não vai aumentar a
produção de batatinhas e quiabos nem plantar cidades no Brasil Central.
É insensato importar gente assim. Mas o destino das pessoas e dos países também é, muitas
vezes, insensato: principalmente da gente nova e países novos. A humanidade não vive apenas de
carne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisesse
15 hoje entrar no Brasil acaso poderia? Ninguém sabe que destino terão no Brasil essas mulheres louras,
esses homens de profissões vagas. Eles estão procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo
menos o patrimônio de sua inquietação e de seu apetite de vida. Muitos se perderão, sem futuro, na
vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente
dentro de alguns anos, em algum quarto de pensão. Mas é preciso de tudo para fazer um mundo; e cada
20 pessoa humana é um mistério de heranças e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto
Niemeyer, o físico Lattes? E os construtores de nossa indústria, como vieram eles ou seus pais? Quem
pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus pais ou seus avós vieram para o Brasil
como agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem
o tráfico de escravos não teríamos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossível sem
25 uma gota de sangue (ou uísque) escocês nas veias, e quem nos garante que uma legislação exemplar
de imigração não teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti
chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moçambique? Sejamos humildes diante da
pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanhã pode descender de um clandestino que neste
momento está saltando assustado na praça Mauá, e não sabe aonde ir, nem o que fazer. Façamos uma
30 política de imigração sábia, perfeita, materialista; mas deixemos uma pequena margem aos inúteis e aos
vagabundos, às aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da
fantástica loteria humana, pode vir a nossa redenção e a nossa glória.
(BRAGA, R. Imigração. In: A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963)
As questões de 29 a 32 referem-se ao Texto 2, do psicanalista uruguaio Marcelo Viñar, ou aos Textos 1 e 2.
TEXTO 2
1 Nos estudos de antropologia política de Pierre Clastres*, estudioso francês que conviveu durante
muito tempo com tribos indígenas sul-americanas, menciona-se o fato de frequentemente os membros
dessas tribos designarem a si mesmos com um vocábulo que em sua língua era sinônimo de “os
homens” e reservavam para seus congêneres de tribos vizinhas termos como “ovos de piolho”, “sub-
5 homens” ou equivalentes com valor pejorativo.
Trago esta referência – que Clastres denomina etnocentrismo – eloquente de uma xenofobia em
sociedades primitivas, porque ela é tentadora para propor origens precoces, quem sabe constitucionais
ou genéticas, no ódio ou recusa das diferenças.
A mesma precocidade, dizem alguns, encontra-se nas crianças. Uma criança uruguaia, com clara
10 ascendência europeia, como é comum em nosso país, resultado do genocídio indígena, denuncia, entre
indignada e temerosa, sua repulsa a uma criança japonesa que entrou em sua classe (fato raro em
nosso meio) e argumenta que sua linguagem lhe é incompreensível e seus traços são diferentes e
incomuns.
Se as crianças e os primitivos reagem deste modo, poder-se-ia concluir – precipitadamente – que
15 o que manifestam, de maneira tão primária e transparente, é algo que os desenvolvimentos posteriores
da civilização tornarão evidente de forma mais complexa e sofisticada, mas com a mesma contundência
elementar.
Por esse caminho, e com a tendência humana a buscar causalidades simples e lineares, estamos
a um passo de “encontrar” explicações instintivas do ódio e da violência, em uma hierarquização em que
20 a natureza precede a cultura, território de escolha das argumentações racistas. A “natureza” – o
“biológico” como “a” origem ou “a” causa – operam como explicação segura e tranquilizadora ante
questões que nos encurralam na ignorância e na insegurança de um saber parcial. [...]
(*) Pierre Clastres (1934-1977)
(VIÑAR, M. O reconhecimento do próximo. Notas para pensar o ódio ao estrangeiro. In: Caterina Koltai (org.) O estrangeiro. São Paulo: Escuta; Fapesp, 1998)
As questões 33 e 34 referem-se aos dois excertos de entrevistas com dois africanos de Guiné-Bissau, que foram universitários no Brasil nos anos 1980.
Excerto 1: Para muitas pessoas, mesmo professores universitários, a África era um país. “Ah, você veio de onde? Da África?” “Sim, da Guiné-Bissau.” “Ah, Guiné-Bissau, região da África.” Quer dizer, Guiné-Bissau pra eles é como Brasil, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro.
Excerto 2: Porque a novela passa tudo de bom, o pobre vive bem, né? Mesmo dentro da favela, você vê aquela casa bonitinha, tal. Então tinha uma ideia, eu, pelo menos, tinha uma ideia de um Brasil... quer dizer, fantástico!
(Extraídos do curta-metragem Identidades em trânsito, de Daniele Ellery e Márcio Câmara. Disponível em: http://portacurtas.org.br)
Leia os dois excertos abaixo e observe a reprodução da tela de Tarsila do Amaral, os quais devem servir como subsídio para a escrita de sua redação. Você não precisa citá-los nem mesmo mencioná-los.
Considerando a relação entre os dois excertos, a tela de Tarsila do Amaral e os textos da prova sobre o mesmo tema, redija uma dissertação em prosa, sustentando um ponto de vista.
Sem mão de obra, Santa Catarina importa haitianos
O haitiano O. P., de 30 anos, tem dois diplomas de nível superior – psicologia e serviço social – e fala três línguas – francês, espanhol e inglês. Seu conterrâneo, M. L., de 32 anos, tem uma carreira como engenheiro químico e já trabalhou em multinacionais. Há oito meses, eles decidiram trabalhar como operários da linha industrial de abate de suínos em um frigorífico na cidade de Chapecó, no oeste de Santa Catarina. O objetivo é tentar fugir da miséria que assola seu país desde o terremoto que matou 220.000 pessoas – o equivalente a uma Chapecó inteira – e deixou 1,5 milhão de desabrigados há quatro anos. M. L. trabalha oito horas por dia em uma câmara frigorífica em temperaturas negativas. Desacostumado ao frio, ele diz ter sofrido com dores de cabeça diárias quando chegou, mas não desistiu. Nos últimos meses, conseguiu poupar boa parte do salário de 1.500 reais e agora pretende trazer a noiva que vive no Haiti para o Brasil, como fez o colega O. P., que vai se casar até o final do ano. O. P. e M. L. fazem parte de um grupo de 800 haitianos que chegaram a Santa Catarina no ano passado atraídos pela oferta de trabalho, segundo dados da Polícia Federal.
(Veja, online, 02/02/2014, adaptado)
Morar no Brasil é “sonho” internacional
O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para se morar, segundo uma série de pesquisas feitas em 65 nações pelo WIN – coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo – e tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa imagem cultural do País no exterior, fizeram com que o Brasil fosse citado como destino dos sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo.
Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram mais de 66 mil pessoas ao redor do globo. Elas foram questionadas se gostariam de morar no exterior se, hipoteticamente, não tivessem problemas como mudanças ou vistos e qual local elas escolheriam. Por isso, os resultados dizem mais sobre a imagem dos destinos mencionados do que com imigrantes em potencial.
Se esse desejo virasse realidade, o Brasil receberia em torno de 78 milhões de imigrantes nesse cenário hipotético. [...]
(O Estado de S. Paulo, online, 11/01/2014)
Operários, 1933, tela de Tarsila do Amaral (1886-1973)
Instruções:
- A redação deve ser feita na folha a ela destinada, respeitando os limites das linhas, com caneta azul ou preta.
- A redação deve obedecer à norma padrão da língua portuguesa.
- Dê um título para sua redação.
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um ponto de vista sobre o assunto;
b) coesão e coerência do texto; e
c) domínio do português padrão.