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Texto-base:
TEXTO 1
LENDA INDIANA: “A MENSAGEM DOS PÁSSAROS”
[1] Era uma vez um homem que, viajando por um país distante, comprou de um mercador um
pássaro falante.
O homem levou a ave para casa e ali a tratou com todo cuidado, abrigando-a numa gaiola
dourada, onde nunca lhe faltava água e comida.
[5] Todos os dias o pássaro pedia ao dono que o soltasse, mas ele não o atendia, chamando-o de
ingrato:
– Eu lhe dou tudo o que há de melhor. Não vejo por que você quer voltar à selva de onde veio.
Um dia, o homem precisou viajar a trabalho. Antes de partir, disse ao pássaro:
– Vou passar pelo seu país. Quer que lhe traga alguma coisa?
[10] O pássaro implorou que o levasse com ele, mas o dono foi inflexível.
– O máximo que posso fazer é levar notícias suas para seus irmãos pássaros.
– Está bem – conformou-se a pobre ave. – Diga-lhes apenas que moro numa gaiola dourada.
O homem despediu-se e partiu. Dias depois, voltou, parecendo muito abalado quando procurou a
sua preciosa ave:
[15] – Não sei como lhe contar, mas uma tragédia aconteceu. Imagine que, ao chegar ao seu país, fui
até a orla da floresta e chamei seus irmãos pássaros. Apareceram vários, e eu repeti a eles o que você me
disse. Não entendo que estranho malefício havia em sua mensagem, mas imediatamente eles se
entreolharam, reviraram os olhos e começaram a girar a cabeça, como se estivessem zonzos. Em
seguida, caíram mortos no chão.
[20] Assim que o homem terminou seu relato, o pássaro falante começou a revirar os olhos, a girar a
cabeça e caiu, esticado como um pedaço de pau.
O homem se pôs a gritar e a lamentar, sem compreender como simples palavras pudessem ter um
efeito tão catastrófico. Pesaroso, abriu a gaiola e retirou o corpo do bichinho, pousando-o sobre uma
mesa.
[25] Assim que se percebeu fora da gaiola, o pássaro abriu os olhos e voou rapidamente para a janela
aberta, longe do alcance do dono.
– Obrigado, amigo – disse ele. – Você não entendeu nem as minhas palavras, como poderia
entender uma mensagem sem palavras? Ao ouvirem que eu estava numa gaiola, eles compreenderam
que deveriam me dizer como escapar. E você transmitiu muito bem o recado. Fique com sua gaiola. Eu
[30] ficarei com minha muito mais preciosa liberdade! Adeus!
(PLAMPLONA, Rosane. O homem que contava histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2005 – p. 50-3).
Os discursos direto e indireto são características do gênero narrativo. Ao passar o trecho abaixo para o discurso indireto, tem-se:
“– Eu lhe dou tudo o que há de melhor. Não vejo por que você quer voltar à selva de onde veio.” (linha 7)
TEXTO 1
LENDA INDIANA: “A MENSAGEM DOS PÁSSAROS”
[1] Era uma vez um homem que, viajando por um país distante, comprou de um mercador um
pássaro falante.
O homem levou a ave para casa e ali a tratou com todo cuidado, abrigando-a numa gaiola
dourada, onde nunca lhe faltava água e comida.
[5] Todos os dias o pássaro pedia ao dono que o soltasse, mas ele não o atendia, chamando-o de
ingrato:
– Eu lhe dou tudo o que há de melhor. Não vejo por que você quer voltar à selva de onde veio.
Um dia, o homem precisou viajar a trabalho. Antes de partir, disse ao pássaro:
– Vou passar pelo seu país. Quer que lhe traga alguma coisa?
[10] O pássaro implorou que o levasse com ele, mas o dono foi inflexível.
– O máximo que posso fazer é levar notícias suas para seus irmãos pássaros.
– Está bem – conformou-se a pobre ave. – Diga-lhes apenas que moro numa gaiola dourada.
O homem despediu-se e partiu. Dias depois, voltou, parecendo muito abalado quando procurou a
sua preciosa ave:
[15] – Não sei como lhe contar, mas uma tragédia aconteceu. Imagine que, ao chegar ao seu país, fui
até a orla da floresta e chamei seus irmãos pássaros. Apareceram vários, e eu repeti a eles o que você me
disse. Não entendo que estranho malefício havia em sua mensagem, mas imediatamente eles se
entreolharam, reviraram os olhos e começaram a girar a cabeça, como se estivessem zonzos. Em
seguida, caíram mortos no chão.
[20] Assim que o homem terminou seu relato, o pássaro falante começou a revirar os olhos, a girar a
cabeça e caiu, esticado como um pedaço de pau.
O homem se pôs a gritar e a lamentar, sem compreender como simples palavras pudessem ter um
efeito tão catastrófico. Pesaroso, abriu a gaiola e retirou o corpo do bichinho, pousando-o sobre uma
mesa.
[25] Assim que se percebeu fora da gaiola, o pássaro abriu os olhos e voou rapidamente para a janela
aberta, longe do alcance do dono.
– Obrigado, amigo – disse ele. – Você não entendeu nem as minhas palavras, como poderia
entender uma mensagem sem palavras? Ao ouvirem que eu estava numa gaiola, eles compreenderam
que deveriam me dizer como escapar. E você transmitiu muito bem o recado. Fique com sua gaiola. Eu
[30] ficarei com minha muito mais preciosa liberdade! Adeus!
(PLAMPLONA, Rosane. O homem que contava histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2005 – p. 50-3).
Os discursos direto e indireto são características do gênero narrativo. Ao passar o trecho abaixo para o discurso indireto, tem-se:
“– Eu lhe dou tudo o que há de melhor. Não vejo por que você quer voltar à selva de onde veio.” (linha 7)
Resolução comentada
Discurso indireto: o dono disse que dava tudo de melhor e que não via motivos para o pássaro querer voltar à selva.
Na passagem ao discurso indireto, o narrador relata as falas sem aspas e com adaptação de pessoa e verbos ("dava", "via"). A alternativa B faz isso mantendo o sentido original.
Análise das alternativas
A) Mistura discurso indireto e direto, pois mantém aspas. C) Altera o sentido e inverte quem fala. D) É o próprio discurso direto. E) Também é discurso direto, com aspas.
Referência: Discurso direto e indireto.
Resolução comentada do VaiConcursos.