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Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino · Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) 2016

Questão 09 — Língua Portuguesa: Conjunções e Locuções Conjuntivas — Valor Semântico

Língua Portuguesa Conjunções e Locuções Conjuntivas — Valor Semântico

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Leia os excertos abaixo:

I. “Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais atento ao julgar as diferenças alheias.” (texto I; linhas 16 a 19)
II. “ Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e angustiantes problemas parece brotar na cabeça.” (texto I) (linhas 20 a 22)
III. “Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda prevalece a obscuridade sobre o tema.” (texto II) (linhas 18 a 19)
IV. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem mais.” (texto II; linhas 20 a 22).

Reprodução dos excertos I a IV da questão 09 com as expressões destacadas em negrito e sublinhado: “como se”, “ou”, “Apesar de” e “para que”.

Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso pelas palavras e/ou expressões destacadas na ordem em que aparecem:
Selecione uma alternativa

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito da Prova de Língua Portuguesa — página 2