Sem padrão de resposta — pratique a escrita
Texto-base:
Texto 1
1 Vou confessar um pecado: às vezes, faço maldades. Mas não faço por mal. Faço o que faziam os
2 mestres zen com seus "koans". "Koans" eram rasteiras que os mestres passavam no pensamento dos
3 discípulos. Eles sabiam que só se aprende o novo quando as certezas velhas caem. E acontece que eu
4 gosto de passar rasteiras em certezas de jovens e de velhos...
5 Pois o que eu faço é o seguinte. Lá estão os jovens nos semáforos, de cabeças raspadas e caras
6 pintadas, na maior alegria, celebrando o fato de haverem passado no vestibular. Estão pedindo dinheiro para
7 a festa! Eu paro o carro, abro a janela e na maior seriedade digo: "Não vou dar dinheiro. Mas vou dar um
8 conselho. Sou professor emérito da Unicamp. O conselho é este: salvem-se enquanto é tempo!". Aí o sinal
9 fica verde e eu continuo.
10 "Mas que desmancha-prazeres você é!", vocês me dirão. É verdade. Desmancha-prazeres. Prazeres
11 inocentes baseados no engano. Porque aquela alegria toda se deve precisamente a isto: eles estão
12 enganados.
13 Estão alegres porque acreditam que a universidade é a chave do mundo. Acabaram de chegar ao
14 último patamar. As celebrações têm o mesmo sentido que os eventos iniciáticos – nas culturas ditas
15 primitivas, as provas a que têm de se submeter os jovens que passaram pela puberdade. Passadas as
16 provas e os seus sofrimentos, os jovens deixaram de ser crianças. Agora são adultos, com todos os seus
17 direitos e deveres. Podem assentar-se na roda dos homens. Assim como os nossos jovens agora podem
18 dizer: "Deixei o cursinho. Estou na universidade".
19 Houve um tempo em que as celebrações eram justas. Isso foi há muito tempo, quando eu era jovem.
20 Naqueles tempos, um diploma universitário era garantia de trabalho. Os pais se davam como prontos para
21 morrer quando uma destas coisas acontecia: 1) a filha se casava. Isso garantia o seu sustento pelo resto da
22 vida; 2) a filha tirava o diploma de normalista. Isso garantiria o seu sustento caso não casasse; 3) o filho
23 entrava para o Banco do Brasil; 4) o filho tirava diploma.
24 O diploma era mais que garantia de emprego. Era um atestado de nobreza. Quem tirava diploma não
25 precisava trabalhar com as mãos, como os mecânicos, pedreiros e carpinteiros, que tinham mãos rudes e
26 sujas.
27 Para provar para todo mundo que não trabalhavam com as mãos, os diplomados tratavam de pôr no
28 dedo um anel com pedra colorida. Havia pedras para todas as profissões: médicos, advogados, músicos,
29 engenheiros. Até os bispos tinham suas pedras.
30 (Ah! Ia me esquecendo: os pais também se davam como prontos para morrer quando o filho entrava
31 para o seminário para ser padre – aos 45 anos seria bispo – ou para o exército para ser oficial – aos 45 anos
32 seria general.)
33 Essa ilusão continua a morar na cabeça dos pais e é introduzida na cabeça dos filhos desde
34 pequenos. Profissão honrosa é profissão que tem diploma universitário. Profissão rendosa é a que tem
35 diploma universitário. Cria-se, então, a fantasia de que as únicas opções de profissão são aquelas oferecidas
36 pelas universidades.
37 Quando se pergunta a um jovem "O que é que você vai fazer?", o sentido dessa pergunta é "Quando
38 você for preencher os formulários do vestibular, qual das opções oferecidas você vai escolher?". E as
39 opções não oferecidas? Haverá alternativas de trabalho que não se encontram nos formulários de
40 vestibular?
41 Como todos os pais querem que seus filhos entrem na universidade e (quase) todos os jovens querem
42 entrar na universidade, configura-se um mercado imenso, mas imenso mesmo, de pessoas desejosas de
43 diplomas e prontas a pagar o preço. Enquanto houver jovens que não passam nos vestibulares das
44 universidades do Estado, haverá mercado para a criação de universidades particulares. É um bom negócio.
45 Alegria na entrada. Tristeza ao sair. Forma-se, então, a multidão de jovens com diploma na mão, mas
46 que não conseguem arranjar emprego. Por uma razão aritmética: o número de diplomados é muitas vezes
47 maior que o número de empregos.
48 Já sugeri que os jovens que entram na universidade deveriam aprender, junto com o curso "nobre"
49 que frequentam, um ofício: marceneiro, mecânico, cozinheiro, jardineiro, técnico de computador, eletricista,
50 encanador, descupinizador, motorista de trator... O rol de ofícios possíveis é imenso. Pena que, nas escolas,
51 as crianças e os jovens não sejam informados sobre essas alternativas, por vezes mais felizes e mais
52 rendosas.
53 Tive um amigo professor que foi guindado, contra a sua vontade, à posição de reitor de um grande
54 colégio americano no interior de Minas. Ele odiava essa posição porque era obrigado a fazer discursos. E ele
55 tremia de medo de fazer discursos. Um dia ele desapareceu sem explicações. Voltou com a família para o
56 seu país, os Estados Unidos. Tempos depois, encontrei um amigo comum e perguntei: "Como vai o
57 Fulano?". Respondeu-me: "Felicíssimo. É motorista de um caminhão gigantesco que cruza o país!".
(Rubem Alves. Diploma não é solução, Folha de S. Paulo, 25/05/2004.)
Texto-base:
As questões 30 a 33 referem-se ao texto seguinte, extraído do livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, cuja primeira edição é de 1936.
Texto 2
1 Com o declínio da velha lavoura e a quase concomitante ascensão dos centros urbanos, precipitada
2 grandemente pela vinda, em 1808, da Corte Portuguesa e depois pela Independência, os senhorios rurais
3 principiam a perder muito de sua posição privilegiada e singular. Outras ocupações reclamam agora igual
4 eminência, ocupações nitidamente citadinas, como a atividade política, a burocracia, as profissões liberais.
5 É bem compreensível que semelhantes ocupações venham a caber, em primeiro lugar, à gente
6 principal do país, toda ela constituída de lavradores e donos de engenhos. E que, transportada de súbito
7 para as cidades, essa gente carregue consigo a mentalidade, os preconceitos e, tanto quanto possível, o
8 teor de vida que tinham sido atributos específicos de sua primitiva condição.
9 Não parece absurdo relacionar a tal circunstância um traço constante de nossa vida social: a posição
10 suprema que nela detêm, de ordinário, certas qualidades de imaginação e “inteligência”, em prejuízo das
11 manifestações do espírito prático ou positivo. O prestígio universal do “talento”, com o timbre particular que
12 recebe essa palavra nas regiões, sobretudo, onde deixou vinco mais forte a lavoura colonial e escravocrata,
13 como o são eminentemente as do Nordeste do Brasil, provém sem dúvida do maior decoro que parece
14 conferir a qualquer indivíduo o simples exercício da inteligência, em contraste com as atividades que
15 requerem algum esforço físico.
16 O trabalho mental, que não suja as mãos e não fatiga o corpo, pode constituir, com efeito, ocupação
17 em todos os sentidos digna de antigos senhores de escravos e dos seus herdeiros. Não significa
18 forçosamente, neste caso, amor ao pensamento especulativo, – a verdade é que, embora presumindo o
19 contrário, dedicamos, de modo geral, pouca estima às especulações intelectuais – mas amor à frase sonora,
20 ao verbo espontâneo e abundante, à erudição ostentosa, à expressão rara. E que para bem corresponder ao
21 papel que, mesmo sem o saber, lhe conferimos, inteligência há de ser ornamento e prenda, não instrumento
22 de conhecimento e de ação.
23 Numa sociedade como a nossa, em que certas virtudes senhoriais ainda merecem largo crédito, as
24 qualidades do espírito substituem, não raro, os títulos honoríficos, e alguns dos seus distintivos materiais,
25 como o anel de grau e a carta de bacharel, podem equivaler a autênticos brasões de nobreza. Aliás, o
26 exercício dessas qualidades que ocupam a inteligência sem ocupar os braços, tinha sido expressamente
27 considerado, já em outras épocas, como pertinente aos homens nobres e livres, de onde, segundo parece, o
28 nome de liberais dado a determinadas artes, em oposição às mecânicas que pertencem às classes servis.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984, p. 50-51)
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Com base no conteúdo dos textos de Rubem Alves e Sérgio Buarque de Holanda, extraia o tema da redação. Sobre ele redija uma dissertação em prosa, na folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista. Não copie, nem parafraseie os textos desta prova.
Os dados das tabelas abaixo podem auxiliar na construção de sua argumentação.
A redação deve ser feita com caneta azul ou preta. Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um ponto de vista sobre o tema;
b) coesão e coerência do texto; e
c) domínio do português padrão.
Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer posicionamento ideológico do candidato.
Nas duas tabelas abaixo, são apresentados os valores médios de salários mensais de seis profissões. Para o exercício das três primeiras, é necessário ter formação universitária, enquanto para as três seguintes, a formação pode ser técnica ou adquirida pela experiência de trabalho, como é o caso de diversas profissões manuais no Brasil. Os dados são de 2005 e estão em moedas locais.


Observações:
• Há variações nos valores médios dos salários, dependendo: (a) da especialidade, no caso de médicos e dentistas; (b) do empregador, se público ou privado; (c) da cidade ou região de cada país.
• Os impostos são em média, pois há variações nos descontos, dependendo do estado civil do empregado, do número de filhos e suas respectivas idades, dentre outros fatores conforme o país.

Texto 1
1 Vou confessar um pecado: às vezes, faço maldades. Mas não faço por mal. Faço o que faziam os
2 mestres zen com seus "koans". "Koans" eram rasteiras que os mestres passavam no pensamento dos
3 discípulos. Eles sabiam que só se aprende o novo quando as certezas velhas caem. E acontece que eu
4 gosto de passar rasteiras em certezas de jovens e de velhos...
5 Pois o que eu faço é o seguinte. Lá estão os jovens nos semáforos, de cabeças raspadas e caras
6 pintadas, na maior alegria, celebrando o fato de haverem passado no vestibular. Estão pedindo dinheiro para
7 a festa! Eu paro o carro, abro a janela e na maior seriedade digo: "Não vou dar dinheiro. Mas vou dar um
8 conselho. Sou professor emérito da Unicamp. O conselho é este: salvem-se enquanto é tempo!". Aí o sinal
9 fica verde e eu continuo.
10 "Mas que desmancha-prazeres você é!", vocês me dirão. É verdade. Desmancha-prazeres. Prazeres
11 inocentes baseados no engano. Porque aquela alegria toda se deve precisamente a isto: eles estão
12 enganados.
13 Estão alegres porque acreditam que a universidade é a chave do mundo. Acabaram de chegar ao
14 último patamar. As celebrações têm o mesmo sentido que os eventos iniciáticos – nas culturas ditas
15 primitivas, as provas a que têm de se submeter os jovens que passaram pela puberdade. Passadas as
16 provas e os seus sofrimentos, os jovens deixaram de ser crianças. Agora são adultos, com todos os seus
17 direitos e deveres. Podem assentar-se na roda dos homens. Assim como os nossos jovens agora podem
18 dizer: "Deixei o cursinho. Estou na universidade".
19 Houve um tempo em que as celebrações eram justas. Isso foi há muito tempo, quando eu era jovem.
20 Naqueles tempos, um diploma universitário era garantia de trabalho. Os pais se davam como prontos para
21 morrer quando uma destas coisas acontecia: 1) a filha se casava. Isso garantia o seu sustento pelo resto da
22 vida; 2) a filha tirava o diploma de normalista. Isso garantiria o seu sustento caso não casasse; 3) o filho
23 entrava para o Banco do Brasil; 4) o filho tirava diploma.
24 O diploma era mais que garantia de emprego. Era um atestado de nobreza. Quem tirava diploma não
25 precisava trabalhar com as mãos, como os mecânicos, pedreiros e carpinteiros, que tinham mãos rudes e
26 sujas.
27 Para provar para todo mundo que não trabalhavam com as mãos, os diplomados tratavam de pôr no
28 dedo um anel com pedra colorida. Havia pedras para todas as profissões: médicos, advogados, músicos,
29 engenheiros. Até os bispos tinham suas pedras.
30 (Ah! Ia me esquecendo: os pais também se davam como prontos para morrer quando o filho entrava
31 para o seminário para ser padre – aos 45 anos seria bispo – ou para o exército para ser oficial – aos 45 anos
32 seria general.)
33 Essa ilusão continua a morar na cabeça dos pais e é introduzida na cabeça dos filhos desde
34 pequenos. Profissão honrosa é profissão que tem diploma universitário. Profissão rendosa é a que tem
35 diploma universitário. Cria-se, então, a fantasia de que as únicas opções de profissão são aquelas oferecidas
36 pelas universidades.
37 Quando se pergunta a um jovem "O que é que você vai fazer?", o sentido dessa pergunta é "Quando
38 você for preencher os formulários do vestibular, qual das opções oferecidas você vai escolher?". E as
39 opções não oferecidas? Haverá alternativas de trabalho que não se encontram nos formulários de
40 vestibular?
41 Como todos os pais querem que seus filhos entrem na universidade e (quase) todos os jovens querem
42 entrar na universidade, configura-se um mercado imenso, mas imenso mesmo, de pessoas desejosas de
43 diplomas e prontas a pagar o preço. Enquanto houver jovens que não passam nos vestibulares das
44 universidades do Estado, haverá mercado para a criação de universidades particulares. É um bom negócio.
45 Alegria na entrada. Tristeza ao sair. Forma-se, então, a multidão de jovens com diploma na mão, mas
46 que não conseguem arranjar emprego. Por uma razão aritmética: o número de diplomados é muitas vezes
47 maior que o número de empregos.
48 Já sugeri que os jovens que entram na universidade deveriam aprender, junto com o curso "nobre"
49 que frequentam, um ofício: marceneiro, mecânico, cozinheiro, jardineiro, técnico de computador, eletricista,
50 encanador, descupinizador, motorista de trator... O rol de ofícios possíveis é imenso. Pena que, nas escolas,
51 as crianças e os jovens não sejam informados sobre essas alternativas, por vezes mais felizes e mais
52 rendosas.
53 Tive um amigo professor que foi guindado, contra a sua vontade, à posição de reitor de um grande
54 colégio americano no interior de Minas. Ele odiava essa posição porque era obrigado a fazer discursos. E ele
55 tremia de medo de fazer discursos. Um dia ele desapareceu sem explicações. Voltou com a família para o
56 seu país, os Estados Unidos. Tempos depois, encontrei um amigo comum e perguntei: "Como vai o
57 Fulano?". Respondeu-me: "Felicíssimo. É motorista de um caminhão gigantesco que cruza o país!".
(Rubem Alves. Diploma não é solução, Folha de S. Paulo, 25/05/2004.)
Texto-base:
As questões 30 a 33 referem-se ao texto seguinte, extraído do livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, cuja primeira edição é de 1936.
Texto 2
1 Com o declínio da velha lavoura e a quase concomitante ascensão dos centros urbanos, precipitada
2 grandemente pela vinda, em 1808, da Corte Portuguesa e depois pela Independência, os senhorios rurais
3 principiam a perder muito de sua posição privilegiada e singular. Outras ocupações reclamam agora igual
4 eminência, ocupações nitidamente citadinas, como a atividade política, a burocracia, as profissões liberais.
5 É bem compreensível que semelhantes ocupações venham a caber, em primeiro lugar, à gente
6 principal do país, toda ela constituída de lavradores e donos de engenhos. E que, transportada de súbito
7 para as cidades, essa gente carregue consigo a mentalidade, os preconceitos e, tanto quanto possível, o
8 teor de vida que tinham sido atributos específicos de sua primitiva condição.
9 Não parece absurdo relacionar a tal circunstância um traço constante de nossa vida social: a posição
10 suprema que nela detêm, de ordinário, certas qualidades de imaginação e “inteligência”, em prejuízo das
11 manifestações do espírito prático ou positivo. O prestígio universal do “talento”, com o timbre particular que
12 recebe essa palavra nas regiões, sobretudo, onde deixou vinco mais forte a lavoura colonial e escravocrata,
13 como o são eminentemente as do Nordeste do Brasil, provém sem dúvida do maior decoro que parece
14 conferir a qualquer indivíduo o simples exercício da inteligência, em contraste com as atividades que
15 requerem algum esforço físico.
16 O trabalho mental, que não suja as mãos e não fatiga o corpo, pode constituir, com efeito, ocupação
17 em todos os sentidos digna de antigos senhores de escravos e dos seus herdeiros. Não significa
18 forçosamente, neste caso, amor ao pensamento especulativo, – a verdade é que, embora presumindo o
19 contrário, dedicamos, de modo geral, pouca estima às especulações intelectuais – mas amor à frase sonora,
20 ao verbo espontâneo e abundante, à erudição ostentosa, à expressão rara. E que para bem corresponder ao
21 papel que, mesmo sem o saber, lhe conferimos, inteligência há de ser ornamento e prenda, não instrumento
22 de conhecimento e de ação.
23 Numa sociedade como a nossa, em que certas virtudes senhoriais ainda merecem largo crédito, as
24 qualidades do espírito substituem, não raro, os títulos honoríficos, e alguns dos seus distintivos materiais,
25 como o anel de grau e a carta de bacharel, podem equivaler a autênticos brasões de nobreza. Aliás, o
26 exercício dessas qualidades que ocupam a inteligência sem ocupar os braços, tinha sido expressamente
27 considerado, já em outras épocas, como pertinente aos homens nobres e livres, de onde, segundo parece, o
28 nome de liberais dado a determinadas artes, em oposição às mecânicas que pertencem às classes servis.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984, p. 50-51)
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Com base no conteúdo dos textos de Rubem Alves e Sérgio Buarque de Holanda, extraia o tema da redação. Sobre ele redija uma dissertação em prosa, na folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista. Não copie, nem parafraseie os textos desta prova.
Os dados das tabelas abaixo podem auxiliar na construção de sua argumentação.
A redação deve ser feita com caneta azul ou preta. Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um ponto de vista sobre o tema;
b) coesão e coerência do texto; e
c) domínio do português padrão.
Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer posicionamento ideológico do candidato.
Nas duas tabelas abaixo, são apresentados os valores médios de salários mensais de seis profissões. Para o exercício das três primeiras, é necessário ter formação universitária, enquanto para as três seguintes, a formação pode ser técnica ou adquirida pela experiência de trabalho, como é o caso de diversas profissões manuais no Brasil. Os dados são de 2005 e estão em moedas locais.
Observações:
• Há variações nos valores médios dos salários, dependendo: (a) da especialidade, no caso de médicos e dentistas; (b) do empregador, se público ou privado; (c) da cidade ou região de cada país.
• Os impostos são em média, pois há variações nos descontos, dependendo do estado civil do empregado, do número de filhos e suas respectivas idades, dentre outros fatores conforme o país.