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Texto-base:
Texto II
O que falta às crianças e jovens viciados em tecnologia?
01 O uso de dispositivos tecnológicos por crianças e jovens está longe de ser prejudicial. Se
bem orientado, pode estimular a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração, a capacidade
de pesquisa e outras competências valiosas para o mundo contemporâneo. No entanto, é
preciso moderação. O aumento da dependência de eletrônicos tem preocupado pais e
05 educadores do mundo todo.
O fato de boa parte das tarefas cotidianas envolver cada vez mais tecnologia torna difícil
definir esse equilíbrio. É comum que, mesmo entre os adultos, a distinção entre o trabalho e o
lazer se faça apenas pela troca de aplicativos: fecham-se o e-mail e os programas do
computador, abrem-se as redes sociais.
10 Da mesma forma, as crianças usam tecnologias na escola e ao fazer os deveres de casa.
Depois, vão para os jogos e as mensagens digitais – muitas vezes, sem nem sair do quarto.
Passam os dias, uns e outros, plugados em monitores. Até que, em alguns casos, o hábito se
transforma em dependência.
Entre crianças e jovens, as consequências do uso excessivo de eletrônicos se percebem
15 tanto em problemas físicos (tendinites, sobrepeso), como também mentais e emocionais
(isolamento social, dificuldade de concentração, transtornos do sono), com reflexo também
nos resultados escolares.
Como no caso de qualquer outro vício ou compulsão, a questão central é detectar o que
está na origem do distúrbio. No caso das crianças e adolescentes, algumas das hipóteses a
20 investigar são:
- Falta de motivação: por que as outras dimensões da vida não lhe provocam o mesmo
interesse e fascínio que um aparelho tecnológico?
- Carência nos relacionamentos: existem lacunas ligadas à afetividade que os
dispositivos eletrônicos estão ajudando a compensar?
25 - Falta de limites: como é feita a organização da rotina de estudo e lazer e de que forma
a família controla o cumprimento saudável das normas?
- Influências dos amigos: estar plugado dia e noite, participar de jogos e das redes
sociais é sinal de status e até uma necessidade para ser aceito no grupo?
Como prevenção, o exemplo da família é fundamental. Os pais precisam evitar usar os
30 dispositivos para tranquilizar a criança, para que fique quieta por algumas horas, e evitar que
as crianças se isolem jogando durante as refeições. Há que se dosar a compra de novos jogos,
pois o momento em que a criança se cansa de um deles é a oportunidade de alternar com
atividades fora da web.
Vale marcar um horário para o uso e garantir que seja respeitado. Uma experiência
35 interessante é a negociação de horas de uso de eletrônicos com outras tarefas, por exemplo: se
arrumar o quarto, ganha mais quinze minutos de internet. E o principal, sobretudo com
crianças: participar das atividades digitais junto com elas. Não só para monitorar, mas porque
o relacionamento com os pais, em atividades desfrutadas em comum, pode ser o melhor dos
presentes.
Disponível em:< http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/o-que-falta-criancas-e-jovens-viciados-em-tecnologia.html>Acesso em: 09 ago. 2018. Adaptado.
Analise os itens abaixo de acordo com a leitura e interpretação do Texto II.





Estão corretas:
Texto II
O que falta às crianças e jovens viciados em tecnologia?
01 O uso de dispositivos tecnológicos por crianças e jovens está longe de ser prejudicial. Se
bem orientado, pode estimular a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração, a capacidade
de pesquisa e outras competências valiosas para o mundo contemporâneo. No entanto, é
preciso moderação. O aumento da dependência de eletrônicos tem preocupado pais e
05 educadores do mundo todo.
O fato de boa parte das tarefas cotidianas envolver cada vez mais tecnologia torna difícil
definir esse equilíbrio. É comum que, mesmo entre os adultos, a distinção entre o trabalho e o
lazer se faça apenas pela troca de aplicativos: fecham-se o e-mail e os programas do
computador, abrem-se as redes sociais.
10 Da mesma forma, as crianças usam tecnologias na escola e ao fazer os deveres de casa.
Depois, vão para os jogos e as mensagens digitais – muitas vezes, sem nem sair do quarto.
Passam os dias, uns e outros, plugados em monitores. Até que, em alguns casos, o hábito se
transforma em dependência.
Entre crianças e jovens, as consequências do uso excessivo de eletrônicos se percebem
15 tanto em problemas físicos (tendinites, sobrepeso), como também mentais e emocionais
(isolamento social, dificuldade de concentração, transtornos do sono), com reflexo também
nos resultados escolares.
Como no caso de qualquer outro vício ou compulsão, a questão central é detectar o que
está na origem do distúrbio. No caso das crianças e adolescentes, algumas das hipóteses a
20 investigar são:
- Falta de motivação: por que as outras dimensões da vida não lhe provocam o mesmo
interesse e fascínio que um aparelho tecnológico?
- Carência nos relacionamentos: existem lacunas ligadas à afetividade que os
dispositivos eletrônicos estão ajudando a compensar?
25 - Falta de limites: como é feita a organização da rotina de estudo e lazer e de que forma
a família controla o cumprimento saudável das normas?
- Influências dos amigos: estar plugado dia e noite, participar de jogos e das redes
sociais é sinal de status e até uma necessidade para ser aceito no grupo?
Como prevenção, o exemplo da família é fundamental. Os pais precisam evitar usar os
30 dispositivos para tranquilizar a criança, para que fique quieta por algumas horas, e evitar que
as crianças se isolem jogando durante as refeições. Há que se dosar a compra de novos jogos,
pois o momento em que a criança se cansa de um deles é a oportunidade de alternar com
atividades fora da web.
Vale marcar um horário para o uso e garantir que seja respeitado. Uma experiência
35 interessante é a negociação de horas de uso de eletrônicos com outras tarefas, por exemplo: se
arrumar o quarto, ganha mais quinze minutos de internet. E o principal, sobretudo com
crianças: participar das atividades digitais junto com elas. Não só para monitorar, mas porque
o relacionamento com os pais, em atividades desfrutadas em comum, pode ser o melhor dos
presentes.
Disponível em:< http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/o-que-falta-criancas-e-jovens-viciados-em-tecnologia.html>Acesso em: 09 ago. 2018. Adaptado.
Analise os itens abaixo de acordo com a leitura e interpretação do Texto II.
Estão corretas: