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TEXTO VII
OS REAIS MISTÉRIOS DE LEONARDO DA VINCI
Para além das conspirações, um gênio realmente incomum
Da Vinci viveu na mesma época que Cristóvão Colombo, Maquiavel, Michelângelo,
Martinho Lutero e Nostradamus. Enquanto ele pintava Mona Lisa, Pedro Álvares Cabral
navegava pelo Atlântico em direção ao Brasil. Mas o que em sua vida ou suas telas deu
margem a teorias conspiratórias? Leonardo era tão diferente e misterioso assim? Sua obra
5 ou sua vida permitiram que tantos anos depois tanta coisa fosse inventada sobre ele?
A resposta é sim. Da Vinci dava sopa para o azar. E, apesar de ele ser, de certa forma,
típico de seu tempo, tinha lá suas manias. Primeiro, criou sua própria linguagem em código.
Quando não escrevia ao contrário, da direita para a esquerda — fazendo que sua caligrafia só
fosse compreendida quando vista no espelho —, usava um tipo de taquigrafia estranhíssima,
10 na qual usava parte de palavras ou símbolos e não letras para exprimir ideias. Prato cheio
para quem enxerga conspirações em todo lugar.
”Seus interesses ultrapassavam o campo artístico”, afirma Christopher Witcombe,
professor do departamento de História da Arte da Universidade de Virgínia, nos Estados
Unidos. Ele especulou pela anatomia, biologia, física e engenharia. Leonardo amava sua arte e
15 acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais
ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. Era um profundo
estudioso das técnicas que, segundo sua visão, seriam complementares à sua arte. Ele
dissecou corpos humanos e de animais para compreender a posição de ossos e como
funcionavam músculos e tecidos. Desenvolveu e utilizou lentes para projetar imagens e
20 melhor reproduzir seus modelos, desenvolvendo técnicas aplicáveis às suas obras, como os
planos de perspectiva, ponto de fuga etc. Estudou a química das substâncias para desenvolver
suas próprias tintas, especulou sobre a matemática e a filosofia. Da Vinci foi um cientista-
artista tão fascinado pelos mistérios do Universo e pelos enigmas do corpo humano quanto
pelas possibilidades de aplicar esses conhecimentos em suas obras.
(Disponível em: <<https://www.google.com/os-reais-misterios-de-leonardo-davinci>>. Acesso em: 27 jul. 2018.)
Leonardo amava sua arte e acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. (l. 14-16)
A partir da leitura do Texto VII, pode-se inferir que o sentimento de Leonardo da Vinci pela arte era
Resolução comentada
O amor de Leonardo pela arte dependia do nível de seu conhecimento.
A citação afirma que o amor é mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento. Por isso o texto mostra Leonardo estudando anatomia, óptica e química para aprofundar sua arte. Seu sentimento era influenciado pelo grau de conhecimento.
Análise das alternativas
A) Não era restrito a idealizações, pois ele estudava e experimentava. B) As excentricidades não determinam o sentimento. C) Não se trata de compromisso com aplicações práticas, mas de conhecimento. D) Seus interesses ultrapassavam as obras de arte.
Referência: Inferência textual.
Resolução comentada do VaiConcursos.