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Texto-base:
TEXTO II
Poema de trás para frente
1 A memória lê o dia
de trás para frente
acendo um poema em outro poema
4 como quem acende um cigarro no outro
que vestígio deixamos
do que não fizemos?
7 como os buracos funcionam?
somos cada vez mais jovens
nas fotografias
10 de trás para frente
a memória lê o dia
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 108)
No poema, “buracos” (v. 7) é uma palavra usada em sentido figurado, que representa a
TEXTO II
Poema de trás para frente
1 A memória lê o dia
de trás para frente
acendo um poema em outro poema
4 como quem acende um cigarro no outro
que vestígio deixamos
do que não fizemos?
7 como os buracos funcionam?
somos cada vez mais jovens
nas fotografias
10 de trás para frente
a memória lê o dia
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 108)
No poema, “buracos” (v. 7) é uma palavra usada em sentido figurado, que representa a
Resolução comentada
'Buracos' são as lacunas da trajetória e da memória.
O verso 'como os buracos funcionam?' faz par com 'que vestígio deixamos do que não fizemos?'. Os buracos figuram as falhas e ausências na vida e na memória, ou seja, uma trajetória com suas lacunas.
Análise das alternativas
A, B, C e D atribuem aos buracos sentidos que não aparecem no poema, como negação da família, angústia da juventude, manutenção da história ou marca das fotos.
Referência: Linguagem figurada.
Resolução comentada do VaiConcursos.