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Texto-base:
TEXTO VI
Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente.
(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)
No verso “Para fingir que inda é gente”, há uma pressuposição. Esse pressuposto consiste em a memória
TEXTO VI
Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente.
(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)
No verso “Para fingir que inda é gente”, há uma pressuposição. Esse pressuposto consiste em a memória
Resolução comentada
'Fingir que ainda é gente' pressupõe que a memória já foi gente.
O advérbio 'inda' (ainda) indica continuidade de um estado anterior. Fingir que ainda é gente pressupõe que a memória já foi gente e deixou de ser. Esse é o pressuposto, informação implícita mas necessária ao sentido.
Análise das alternativas
A (confiável) é o oposto do que o verso sugere, pois a memória finge. C, D e E não decorrem do termo 'inda' nem do verbo 'fingir'.
Referência: Pressupostos e subentendidos.
Resolução comentada do VaiConcursos.