Gabarito disponível
Texto I, para as questões 31 a 35.
A Tempestade
Menino, vem para dentro,
olha a chuva lá na serra,
olha como vem o vento!
Ah! como a chuva é bonita
5 e como o vento é valente!
Não sejas doido, menino,
esse vento te carrega,
essa chuva te derrete!
– Eu não sou feito de açúcar
10 para derreter na chuva.
Eu tenho força nas pernas
para lutar contra o vento!
E enquanto o vento soprava
e enquanto a chuva caía,
15 que nem um pinto molhado,
teimoso como ele só.
– Gosto de chuva com vento,
gosto de vento com chuva!
(Henriqueta Lisboa)
– Eu não sou feito de açúcar
para derreter na chuva. (versos 9 e 10)
Assinale a alternativa em que NÃO se tenha mantido relação semântica correta entre as duas orações dos versos acima.
Resolução comentada
A relação entre as orações é causal; "posto que" é concessiva e muda o sentido.
Em "Eu não sou feito de açúcar para derreter na chuva", a ideia é de causa: como não sou de açúcar, não derreto. "Posto que" é conjunção concessiva (equivale a "embora"), o que inverte o sentido da relação.
Análise das alternativas
A) "Já que" é causal, então mantém o sentido. C) "Como" no início da frase é causal. D) "Porque" é causal. E) "Pois" antes do verbo é causal/explicativa. Todas mantêm a relação de causa.
Referência: Orações subordinadas adverbiais causais e concessivas.
Resolução comentada do VaiConcursos.