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Texto-base:
Texto 1
Os cegos e o elefante

1 Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
2 reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
3 ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
4 viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
5 ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
6 O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
7 Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
8 trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
9 cegos de nascença.
10 Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
11 as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
12 cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
13 tromba.
14 O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
15 mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
16 – Com que se parece um elefante?
17 Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
18 Aquele que agarrou a perna respondeu: – O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
19 – Errado! – interferiu o cego que segurou a cauda. – O elefante é tal qual uma vassoura de
20 cabo maleável.
21 – Absurdo! – gritou aquele que tocou a barriga. – É uma parede curva e tem a pele semelhante
22 a um tambor.
23 – Vocês não perceberam nada – desdenhou o cego que tocou as costas. – O elefante parece-se com
24 uma mesa abaulada e muito alta.
25 – Nada disso! – resmungou o que tinha apalpado as orelhas. – É como uma bandeira
26 arredondada e muito grossa que não para de tremular.
27 – Pois eu não concordo com nenhum de vocês – falou alto o cego que examinara a presa. – Ele
28 é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rígido como os chifres.
29 – Lamento dizer que todos vocês estão errados – disse com prepotência o que tinha segurado a
30 tromba. – O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
31 O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
32 – Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
33 minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
34 são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
35 observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
O texto 1 é um conto popular que tem como objetivo proporcionar uma reflexão aos seus ouvintes ou aos seus leitores. Assim, marque a alternativa que resume corretamente o ensinamento transmitido pela narrativa.
Texto 1
Os cegos e o elefante
1 Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
2 reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
3 ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
4 viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
5 ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
6 O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
7 Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
8 trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
9 cegos de nascença.
10 Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
11 as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
12 cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
13 tromba.
14 O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
15 mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
16 – Com que se parece um elefante?
17 Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
18 Aquele que agarrou a perna respondeu: – O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
19 – Errado! – interferiu o cego que segurou a cauda. – O elefante é tal qual uma vassoura de
20 cabo maleável.
21 – Absurdo! – gritou aquele que tocou a barriga. – É uma parede curva e tem a pele semelhante
22 a um tambor.
23 – Vocês não perceberam nada – desdenhou o cego que tocou as costas. – O elefante parece-se com
24 uma mesa abaulada e muito alta.
25 – Nada disso! – resmungou o que tinha apalpado as orelhas. – É como uma bandeira
26 arredondada e muito grossa que não para de tremular.
27 – Pois eu não concordo com nenhum de vocês – falou alto o cego que examinara a presa. – Ele
28 é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rígido como os chifres.
29 – Lamento dizer que todos vocês estão errados – disse com prepotência o que tinha segurado a
30 tromba. – O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
31 O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
32 – Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
33 minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
34 são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
35 observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
O texto 1 é um conto popular que tem como objetivo proporcionar uma reflexão aos seus ouvintes ou aos seus leitores. Assim, marque a alternativa que resume corretamente o ensinamento transmitido pela narrativa.