Gabarito disponível
Texto-base:
TEXTO 1
FÉRIAS NA ANTÁRTICA
01 Nascemos numa família que gosta de viajar de barco, e muito. Crescemos enquanto nosso pai construía um novo
veleiro, o Parati 2. Pessoas que nunca tinham visto um barco antes também participaram da sua construção, que
aconteceu devagar, longe do mar e com muito esforço. Quando ficou pronto, tornou-se famoso pelas viagens que
fez e por ser um dos barcos mais modernos do mundo. Nossa mãe sabia que o barco era seguro e que poderia levar
05 toda a nossa família. Então, pediu para irmos todos juntos numa próxima vez e nosso pai concordou! Ficamos felizes
porque, finalmente, não ficaríamos na areia da praia dando tchau.
“ Partimos para uma longa viagem e deixamos nossos avós com saudades. Viajamos para um lugar que muitas
pessoas nem imaginam como é. Para chegarmos lá, balançamos para cima e para baixo, para um lado e para o outro,
com movimentos nem um pouco agradáveis, nada parecidos com os que experimentamos em terra firme. ”
10 Fomos para um continente que não tem dono, bandeira ou hino, onde sentimos temperaturas abaixo de zero.
Dizem que ali é tudo branco e só tem gelo, mas enquanto viajávamos fomos descobrindo muitas cores e diferentes
tons de branco. Sempre nos perguntam: "O que vocês fazem lá?" "Tudo!" é a nossa resposta. É um lugar muito
especial chamado Antártica. E por que é tão especial assim?
Quando deixamos a América do Sul rumo à Antártica, passamos pelo extremo sul do continente americano, o
15 famoso cabo Horn. A partir dali, navegamos pelo estreito de Drake. Com muito mar pela frente, estamos sempre
acompanhados por muitas aves marinhas, principalmente petréis e albatrozes.
Conforme nos aproximamos da Antártica, a água vai esfriando, ficando mais densa e o alimento começa a ficar
mais concentrado, atraindo um número maior de animais. É como se entrássemos num enorme carrossel de animais
e icebergs que flutuam em volta do continente antártico. Esse cinturão azul que abraça o continente é chamado de
20 Convergência Antártica. Ali sabemos que estamos mais perto do nosso destino do que de casa e temos a sensação
de que a viagem dos nossos sonhos está acontecendo.
Depois de cruzarmos o Drake – que é a parte chata porque todo mundo passa mal no barco –, nossa ansiedade
aumenta ainda mais. Alguns sinais indicam que finalmente estamos chegando: não vemos mais albatrozes no céu,
sentimos o vento gelado no rosto e não dá mais para ir do lado de fora sem luvas e gorros. Começamos a ver grupos
25 de pinguins saltando para fora da água e focas se exibindo no mar.
Quando nosso pai diz que já é possível encontrar um iceberg no caminho, a gente fica mais tempo do lado de fora
do barco fazendo companhia para ele no frio. Achamos que ele gosta de sentir frio. Nós gostamos só um pouquinho
e logo queremos voltar para o calor da cabine. Mas como esse é um momento especial, temos um combinado no
barco: quem avistar o primeiro iceberg da viagem ganha um prêmio. Assim, a gente sente coragem de ficar mais
30 tempo no frio! [...]
Quanto mais nos aproximamos da Antártica, maior é o número de icebergs. Eles vão surgindo, com formatos e
tamanhos diferentes. O que varia bastante também são as cores. É, as cores! Dependendo da posição do sol, das
condições climáticas do dia, do tamanho do iceberg, da largura da parede de gelo, da densidade e de outros
elementos, um iceberg pode ser muito diferente do outro.
35 Mesmo de longe, eles são muito diferentes. Não são apenas blocos de gelo. Cada um é único. São tons de branco,
cinza, azul e verde muito diferentes dos que estamos acostumados a ver no Brasil. Leva um tempo para gente se
acostumar. A água vai batendo pouco a pouco no iceberg e o gelo vai se moldando, sendo esculpido em pontas,
rampas, pequenas piscinas e cavernas. Formam-se até pontas de gelo que lembram estalactites, que a gente pode
pegar com as mãos e brincar de "picolés de gelo"!
40 Muita gente conhece a frase "isso é apenas a ponta do iceberg", que usamos para dizer que tem muito mais do
que parece em alguma coisa. Isso acontece porque a parte do iceberg que está acima do mar corresponde a apenas
30% do seu total; o resto está submerso. Esse fato também é conhecido, mas ver icebergs ao vivo nos leva a pensar
em coisas que nem todo mundo pensa: quando um iceberg derrete, ele vai subindo ou capota e mostra a parte que
estava debaixo d'água? [...]
KLINK. Laura; KLINK, Tamara; KLINK, Marininha. Férias na Antártica. São Paulo: Grão, 2010.
Vocabulário:
Drake (passagem ou estreito de Drake): porção de mar situada entre a América do Sul e a Antártica, conhecida pelas difíceis condições meteorológicas do mar.
Petréis: é a designação comum a várias espécies de aves.
Albatrozes: maiores aves voadoras do mundo.
No contexto do que é narrado pelas crianças, o trecho “Fomos para um continente que não tem dono, bandeira ou hino” (texto 1, linha 10) transmite a ideia de
TEXTO 1
FÉRIAS NA ANTÁRTICA
01 Nascemos numa família que gosta de viajar de barco, e muito. Crescemos enquanto nosso pai construía um novo
veleiro, o Parati 2. Pessoas que nunca tinham visto um barco antes também participaram da sua construção, que
aconteceu devagar, longe do mar e com muito esforço. Quando ficou pronto, tornou-se famoso pelas viagens que
fez e por ser um dos barcos mais modernos do mundo. Nossa mãe sabia que o barco era seguro e que poderia levar
05 toda a nossa família. Então, pediu para irmos todos juntos numa próxima vez e nosso pai concordou! Ficamos felizes
porque, finalmente, não ficaríamos na areia da praia dando tchau.
“ Partimos para uma longa viagem e deixamos nossos avós com saudades. Viajamos para um lugar que muitas
pessoas nem imaginam como é. Para chegarmos lá, balançamos para cima e para baixo, para um lado e para o outro,
com movimentos nem um pouco agradáveis, nada parecidos com os que experimentamos em terra firme. ”
10 Fomos para um continente que não tem dono, bandeira ou hino, onde sentimos temperaturas abaixo de zero.
Dizem que ali é tudo branco e só tem gelo, mas enquanto viajávamos fomos descobrindo muitas cores e diferentes
tons de branco. Sempre nos perguntam: "O que vocês fazem lá?" "Tudo!" é a nossa resposta. É um lugar muito
especial chamado Antártica. E por que é tão especial assim?
Quando deixamos a América do Sul rumo à Antártica, passamos pelo extremo sul do continente americano, o
15 famoso cabo Horn. A partir dali, navegamos pelo estreito de Drake. Com muito mar pela frente, estamos sempre
acompanhados por muitas aves marinhas, principalmente petréis e albatrozes.
Conforme nos aproximamos da Antártica, a água vai esfriando, ficando mais densa e o alimento começa a ficar
mais concentrado, atraindo um número maior de animais. É como se entrássemos num enorme carrossel de animais
e icebergs que flutuam em volta do continente antártico. Esse cinturão azul que abraça o continente é chamado de
20 Convergência Antártica. Ali sabemos que estamos mais perto do nosso destino do que de casa e temos a sensação
de que a viagem dos nossos sonhos está acontecendo.
Depois de cruzarmos o Drake – que é a parte chata porque todo mundo passa mal no barco –, nossa ansiedade
aumenta ainda mais. Alguns sinais indicam que finalmente estamos chegando: não vemos mais albatrozes no céu,
sentimos o vento gelado no rosto e não dá mais para ir do lado de fora sem luvas e gorros. Começamos a ver grupos
25 de pinguins saltando para fora da água e focas se exibindo no mar.
Quando nosso pai diz que já é possível encontrar um iceberg no caminho, a gente fica mais tempo do lado de fora
do barco fazendo companhia para ele no frio. Achamos que ele gosta de sentir frio. Nós gostamos só um pouquinho
e logo queremos voltar para o calor da cabine. Mas como esse é um momento especial, temos um combinado no
barco: quem avistar o primeiro iceberg da viagem ganha um prêmio. Assim, a gente sente coragem de ficar mais
30 tempo no frio! [...]
Quanto mais nos aproximamos da Antártica, maior é o número de icebergs. Eles vão surgindo, com formatos e
tamanhos diferentes. O que varia bastante também são as cores. É, as cores! Dependendo da posição do sol, das
condições climáticas do dia, do tamanho do iceberg, da largura da parede de gelo, da densidade e de outros
elementos, um iceberg pode ser muito diferente do outro.
35 Mesmo de longe, eles são muito diferentes. Não são apenas blocos de gelo. Cada um é único. São tons de branco,
cinza, azul e verde muito diferentes dos que estamos acostumados a ver no Brasil. Leva um tempo para gente se
acostumar. A água vai batendo pouco a pouco no iceberg e o gelo vai se moldando, sendo esculpido em pontas,
rampas, pequenas piscinas e cavernas. Formam-se até pontas de gelo que lembram estalactites, que a gente pode
pegar com as mãos e brincar de "picolés de gelo"!
40 Muita gente conhece a frase "isso é apenas a ponta do iceberg", que usamos para dizer que tem muito mais do
que parece em alguma coisa. Isso acontece porque a parte do iceberg que está acima do mar corresponde a apenas
30% do seu total; o resto está submerso. Esse fato também é conhecido, mas ver icebergs ao vivo nos leva a pensar
em coisas que nem todo mundo pensa: quando um iceberg derrete, ele vai subindo ou capota e mostra a parte que
estava debaixo d'água? [...]
KLINK. Laura; KLINK, Tamara; KLINK, Marininha. Férias na Antártica. São Paulo: Grão, 2010.
Vocabulário:
Drake (passagem ou estreito de Drake): porção de mar situada entre a América do Sul e a Antártica, conhecida pelas difíceis condições meteorológicas do mar.
Petréis: é a designação comum a várias espécies de aves.
Albatrozes: maiores aves voadoras do mundo.
No contexto do que é narrado pelas crianças, o trecho “Fomos para um continente que não tem dono, bandeira ou hino” (texto 1, linha 10) transmite a ideia de
Resolução comentada
Sentido de "continente que não tem dono, bandeira ou hino".
As crianças descrevem a viagem a um lugar inusitado e fora do comum, o que transmite a ideia de aventura.
Análise das alternativas
B) cansaço, C) tédio, D) arrependimento e E) irritação contradizem o tom empolgado do relato, que fala em viagem dos sonhos.
Referência: Interpretação de texto; sentido contextual.
Resolução comentada do VaiConcursos.