Pular para o conteúdo

Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2020

Questão 11 — Língua Portuguesa: Interpretação de Texto

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Capelão Militar do Exército · Caderno 001. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 18.

Ser solidário é bom, mas não basta
As doações de empresas e indivíduos para financiar o esforço no combate à pandemia de covid-19 já superaram R$ 3 bilhões. É uma cifra formidável. Dessa forma, a elite nacional exibe notável senso de solidariedade em relação aos milhões de brasileiros que dependem de ajuda para sobreviver, não só ao coronavírus, mas à miséria.
O problema é que, passada a pandemia, a elite, hoje solidária, retomará seus afazeres privados, mas nada da duríssima realidade de seus miseráveis compatriotas terá mudado. Assim, a solidariedade ante o padecimento dos desafortunados, embora louvável e necessária, não é suficiente. É preciso que a sociedade, em especial a elite política e econômica, considere inaceitável que a maioria de seus conterrâneos viva apartada daquilo a que chamamos de civilização.
Adentramos o século 21, quando as maravilhas das tecnologias digitais multiplicam o conforto e a sofisticação das sociedades, mas há uma parte significativa dos brasileiros que vive como se ainda estivéssemos no século 19 – sem acesso a equipamentos públicos que a esta altura já deveriam ser universais.
Não se pode considerar aceitável que 100 milhões de brasileiros não tenham acesso a esgoto tratado, como se todas essas pessoas fossem cidadãs de segunda classe. Do mesmo modo, devemos considerar vergonhoso viver em um dos países mais desiguais do mundo, em múltiplos sentidos, não só em renda, como em outros indicadores.
Assim, não se trata mais de uma crise social e sanitária. É uma crise vital. Para enfrentá-la, não basta ser solidário. Está na hora de lutar, para que a sociedade se transforme, de tal maneira que todos os que aqui vivem, sem exceção, sejam afinal tratados com um mínimo de dignidade.
(O Estado de S.Paulo, 31.05.2020. Adaptado)

De acordo com a leitura do texto, conclui-se que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto defende que uma vida digna para todos exige ir além da solidariedade pontual.

O título ("Ser solidário é bom, mas não basta") e a conclusão do texto defendem transformação da sociedade, pois a solidariedade durante a pandemia é louvável, mas insuficiente. Assim, a vida digna para todos exige mais que esforços pontuais, como diz E.

Análise das alternativas

A) O texto não diz que o valor é suficiente para reduzir a desigualdade; diz o contrário. B) Nada indica que as doações estancaram as consequências da pandemia. C) O texto afirma que a elite retomará seus afazeres privados, sem garantir empenho em saneamento. D) Não há afirmação de que as elites trabalhem para diminuir a desigualdade.

Referência: Interpretação de texto (O Estado de S.Paulo, 31.05.2020).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: E

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — Prova 001 Capelão Militar do Exército Católico, Versão A — página 1