Gabarito disponível
Até a época do renascimento das artes na Europa, isto é, até cerca do século XVI, os governos dos diversos países pouco se inquietavam com a natureza dos retornos que os comerciantes recebiam do estrangeiro. Os direitos de saída e entrada tinham um objetivo puramente fiscal; eram para os governos meios de levantar tributos, e nada mais; mas em seguida, quando se apercebeu que o comércio era uma fonte de prosperidade para as nações e de poder para os governos, acreditou-se poder explorá-lo mais a proveito. Os publicistas, os homens de Estado, antes de ter suficientemente estudado a natureza das riquezas e o que as produz, acreditaram, com o vulgo, que se é rico porque se tem muita prata, em lugar de compreender que se tem muita prata porque se é rico […]
(Apud Pierre Deyon, O mercantilismo)
No excerto, Say
Resolução comentada
Say critica a incoerência mercantilista de confundir riqueza com acúmulo de metais.
Say afirma que os homens de Estado acreditaram que a riqueza é ter muita prata, quando na verdade se tem prata porque se é rico. Ele critica, assim, a lógica mercantilista do entesouramento de metais por meio do protecionismo.
Análise das alternativas
A) Say não defende o entesouramento. B) e C) Não elogia o mercantilismo nem o protecionismo. D) O texto não critica a política tributária geral, e os direitos de entrada e saída eram fiscais.
Referência: J. B. Say, apud Pierre Deyon, O mercantilismo.
Resolução comentada do VaiConcursos.