Pular para o conteúdo

Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2020

Questão 14 — Língua Portuguesa: Colocação Pronominal

Língua Portuguesa Colocação Pronominal

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara (2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada correta a frase contida na alternativa:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Na alternativa C, a palavra interrogativa 'quantos' atrai o pronome, que fica antes do verbo (se oferecem).

Em C, o pronome interrogativo 'quantos' atrai o pronome oblíquo, que fica proclítico: 'quantos se oferecem'. As demais violam a norma-padrão: o advérbio 'sempre' atrai o pronome, a próclise inicial é desaconselhada, o particípio não admite ênclise, e em E o advérbio 'jamais' exigiria a próclise.

Análise das alternativas

A) Errada: o advérbio 'sempre' atrai o pronome, logo 'Sempre se ajuda'. B) Errada: não se inicia frase com pronome átono; o correto é 'Sentimo-nos'. D) Errada: com locução verbal com particípio, deve-se escrever 'tem se mostrado' ou 'tem-se mostrado', nunca 'mostrado-se'. E) Errada: o advérbio 'jamais' atrai o pronome, e o 'las' é objeto do infinitivo, e a frase tem ênclise adequada em 'condená-las' com palavra negativa, que exigiria 'jamais as condenar'.

Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 2019.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: C

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 014. Prova Objetiva — Magistério de Inglês — Versão A (página 40)