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“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque
Resolução comentada
Fracasso das capitanias: falta de recursos, inexperiência e ataques indígenas.
A historiografia aponta como fatores centrais a falta de capital dos donatários, a falta de experiência e a distância da metrópole, além dos ataques indígenas. Poucas capitanias prosperaram, como Pernambuco e São Vicente.
Análise das alternativas
A) Errada: houve interesse português e o açúcar tinha mercado europeu; a mão de obra indígena existia. C) Errada: as capitanias eram, na verdade, uma delegação de poderes, e a Igreja apoiava a catequese. D) Errada: explicação moralista e sem base historiográfica. E) Errada: o solo e o clima do litoral eram favoráveis, sobretudo ao açúcar em Pernambuco, e Portugal já tinha experiência nas ilhas atlânticas.
Referência: Boris Fausto, História do Brasil (EDUSP).
Resolução comentada do VaiConcursos.