Gabarito disponível
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.
Leia atentamente e assinale a alternativa correta.
A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las. [S. Bernardo, p. 48].
Com base no trecho destacado, é possível dizer que, para o protagonista
Resolução comentada
Para Paulo Honório há bem e mal, mas qualquer meio é legítimo se o fim é possuir S. Bernardo.
O narrador diz que nunca soube distinguir seus atos bons dos maus. Ele considera legítimas as ações que o levaram a obter as terras de S. Bernardo, ou seja, o fim específico (possuir a propriedade) legitima qualquer meio. A relativização vale para esse fim, não para qualquer fim.
Análise das alternativas
A) Errada: generaliza para 'qualquer fim' e nega a existência de bem e mal, o que o texto não afirma. C) Errada: o trecho não diz que os meios são bons em si. D) Errada: fala de 'fim legítimo' em geral, mas o critério dele é o fim particular de possuir S. Bernardo. E) Errada: ele considera legítima a finalidade de possuir as terras.
Referência: Graciliano Ramos, S. Bernardo, p. 48.
Resolução comentada do VaiConcursos.