Gabarito disponível
Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.
Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 20 e 21.
Mas, apesar de montado, o chefe ainda chamou Nhô Augusto, para dizer:
—Mano velho, o senhor gosta de briga, e entende. Está-se vendo que não viveu sempre aqui nesta grota, capinando roça e cortando lenha... Não quero especular coisa de sua vida p’ra trás, nem se está se escondendo de algum crime. Mas, comigo é que o senhor havia de dar sorte! Quer se amadrinhar com meu povo? Quer vir junto?
—Ah, não posso! Não me tenta, que eu não posso, seu Joãozinho Bem-Bem...
—Pois então, mano velho, paciência.
—Mas nunca que eu hei de me esquecer dessa sua bizarria, meu amigo, meu parente, seu Joãozinho Bem-Bem! [Sagarana, p. 319].
No contexto da narrativa, a resposta de Augusto Matraga é sinal de sua
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.
Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 20 e 21.
Mas, apesar de montado, o chefe ainda chamou Nhô Augusto, para dizer:
—Mano velho, o senhor gosta de briga, e entende. Está-se vendo que não viveu sempre aqui nesta grota, capinando roça e cortando lenha... Não quero especular coisa de sua vida p’ra trás, nem se está se escondendo de algum crime. Mas, comigo é que o senhor havia de dar sorte! Quer se amadrinhar com meu povo? Quer vir junto?
—Ah, não posso! Não me tenta, que eu não posso, seu Joãozinho Bem-Bem...
—Pois então, mano velho, paciência.
—Mas nunca que eu hei de me esquecer dessa sua bizarria, meu amigo, meu parente, seu Joãozinho Bem-Bem! [Sagarana, p. 319].
No contexto da narrativa, a resposta de Augusto Matraga é sinal de sua
Resolução comentada
A recusa mostra a regeneração de Matraga.
Nhô Augusto recusa unir-se ao bando de Bem-Bem porque quer abandonar a vida de violência e injustiça e cumprir seu caminho de redenção. A recusa é sinal de regeneração, coerente com o resto do conto.
Análise das alternativas
B: não há traição, ele recusa com respeito. C: o tratamento amistoso é verdadeiro, mas não é o que a recusa significa na narrativa. D: não é medo. E: altivez não explica a recusa, pois ele agradece com humildade.
Referência: Guimarães Rosa, Sagarana, p. 319.
Resolução comentada do VaiConcursos.