Gabarito disponível
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.
No momento da morte de seu Joãozinho Bem-Bem, o narrador conta que “a turba começou a querer desfeitar o cadáver”, isto é, fazer desfeita, insultar e ofender o corpo, ao que Nhô Augusto responde energicamente: “—Para com essa matinada, cambada de gente herege! [...] E depois enterrem direitinho o corpo, com muito respeito e em chão sagrado, que esse aí é o meu parente seu Joãozinho Bem-Bem!” [Sagarana, p. 332].
Por essa fala, é possível entender que o título do conto alude
Resolução comentada
O título alude à hora da morte como chance de regeneração.
Ao defender o corpo de Joãozinho Bem-Bem e pedir sepultamento digno, Nhô Augusto mostra a transformação moral que vinha buscando. A 'hora e vez' é o momento final em que ele realiza sua redenção.
Análise das alternativas
A: o gesto é de compaixão e respeito, não de perversidade. B: não trata de incapacidade de Bem-Bem. C: não há covardia, e sim coragem e autoridade. E: a vingança da família não está em questão.
Referência: Guimarães Rosa, A hora e vez de Augusto Matraga (Sagarana).
Resolução comentada do VaiConcursos.