Gabarito disponível
Leia o Texto V para responder às questões de números 20 a 24.
Texto-base:
Texto V
Diário de Tóquio #16: vitória dupla
Martine e Kahena, Tamberi e Barshim, Fratus e Dressel e a beleza de reconhecer a vitória
como algo que se divide.
Marcel Merguizo — Tóquio
Dias de luta, dias de luta, dias de luta e, às vezes, dias de glória. Os últimos dias foram dourados para o
Brasil em Tóquio. Também foram bem bronzeados, graças ao sol e aos atletas, claro. No entanto, entre uma
conquista e outra, houve a discussão sobre o que fizeram o italiano Gianmarco Tamberi e o catari Mutaz Essa
Barshim.
Eles decidiram dividir a medalha de ouro no salto em altura. Calma, cada um levou a sua e subiu ao
lugar mais alto do pódio. Mas, antes, entraram num acordo: já chegamos até aqui juntos, acertamos até onde dava
para acertar, agora vamos descansar e comemorar essa medalha de ouro juntos? O diálogo não foi exatamente
esse, mas o final da história, sim. E a lição de que ganhar com companhia é melhor. A festa do italiano, o abraço,
a aula de esportividade, estava tudo ali. Afinal, como diz o lema destas Olimpíadas: juntos mais fortes.

Atletas do salto em altura dividem a medalha de ouro — Imagem: fotograma do YouTube
Quem também dividiu o lugar mais alto do pódio foram Kahena Kunze e Martine Grael. Obviamente,
porque são uma dupla e conquistaram o bicampeonato olímpico na vela, na classe 49erFX. Mas as entrevistas
logo após a conquista mostram que elas são mais que uma dupla, são parceiras, amigas, irmãs de leme, casco e
vela. “Eu colocaria as duas medalhas nela”, disse Martine. “Eu faria tudo de novo por ela”, completou Kahena.
Juntas, pela segunda vez, chegaram à vitória da cumplicidade, do repartir em vez de dividir, do time acima do
individual.

Martine Grael e Kahena Kunze são ouro na classe 49erFX de vela — Imagem: Reuters
E nem precisa ser da mesma equipe, do mesmo país, para reconhecer a importância do adversário. Foi o
que fez Caeleb Dressel em entrevista a uma TV norte-americana após conquistar o ouro nos 50 metros estilo livre
dos Jogos de Tóquio. O nadador dos Estados Unidos comentou que ficou emocionado ao ver as lágrimas do
brasileiro Bruno Fratus no pódio. O bronze valia muito para o atleta brasileiro, enfim, medalhista olímpico. E o
reconhecimento do campeão só reforça a importância do feito.
O tão aclamado espírito olímpico está em alta na capital japonesa. O exemplo dos skatistas, torcendo até
para os adversários durante as provas, talvez seja apenas o mais recente acréscimo de esperança dentro de uma
edição olímpica marcada pelo reencontro dos povos após (ou melhor, durante) meses de sofrimento em meio a
uma pandemia. E, para sair juntos dessa, a vitória de um precisa ser a vitória de todos.
MERGUIZO, Marcel. Diário de Tóquio #16: vitória dupla. Globo Esporte – Blog Olímpico. Disponível em: <https://ge.globo.com/olimpiadas/blogs/blog-olimpico/post/2021/08/04/diario-de-toquio-16-vitoria-dupla.ghtml>. Acesso em: 10 set. 2021. Adaptado.
Glossário:
catari: pessoa nascida no Catar (Ásia); catariano.
Ao final do 2º parágrafo do Texto V, o cronista destaca o lema dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020/2021: juntos mais fortes. Considerando tal lema, é correto afirmar:
Texto-base:
Texto V
Diário de Tóquio #16: vitória dupla
Martine e Kahena, Tamberi e Barshim, Fratus e Dressel e a beleza de reconhecer a vitória
como algo que se divide.
Marcel Merguizo — Tóquio
Dias de luta, dias de luta, dias de luta e, às vezes, dias de glória. Os últimos dias foram dourados para o
Brasil em Tóquio. Também foram bem bronzeados, graças ao sol e aos atletas, claro. No entanto, entre uma
conquista e outra, houve a discussão sobre o que fizeram o italiano Gianmarco Tamberi e o catari Mutaz Essa
Barshim.
Eles decidiram dividir a medalha de ouro no salto em altura. Calma, cada um levou a sua e subiu ao
lugar mais alto do pódio. Mas, antes, entraram num acordo: já chegamos até aqui juntos, acertamos até onde dava
para acertar, agora vamos descansar e comemorar essa medalha de ouro juntos? O diálogo não foi exatamente
esse, mas o final da história, sim. E a lição de que ganhar com companhia é melhor. A festa do italiano, o abraço,
a aula de esportividade, estava tudo ali. Afinal, como diz o lema destas Olimpíadas: juntos mais fortes.
Atletas do salto em altura dividem a medalha de ouro — Imagem: fotograma do YouTube
Quem também dividiu o lugar mais alto do pódio foram Kahena Kunze e Martine Grael. Obviamente,
porque são uma dupla e conquistaram o bicampeonato olímpico na vela, na classe 49erFX. Mas as entrevistas
logo após a conquista mostram que elas são mais que uma dupla, são parceiras, amigas, irmãs de leme, casco e
vela. “Eu colocaria as duas medalhas nela”, disse Martine. “Eu faria tudo de novo por ela”, completou Kahena.
Juntas, pela segunda vez, chegaram à vitória da cumplicidade, do repartir em vez de dividir, do time acima do
individual.
Martine Grael e Kahena Kunze são ouro na classe 49erFX de vela — Imagem: Reuters
E nem precisa ser da mesma equipe, do mesmo país, para reconhecer a importância do adversário. Foi o
que fez Caeleb Dressel em entrevista a uma TV norte-americana após conquistar o ouro nos 50 metros estilo livre
dos Jogos de Tóquio. O nadador dos Estados Unidos comentou que ficou emocionado ao ver as lágrimas do
brasileiro Bruno Fratus no pódio. O bronze valia muito para o atleta brasileiro, enfim, medalhista olímpico. E o
reconhecimento do campeão só reforça a importância do feito.
O tão aclamado espírito olímpico está em alta na capital japonesa. O exemplo dos skatistas, torcendo até
para os adversários durante as provas, talvez seja apenas o mais recente acréscimo de esperança dentro de uma
edição olímpica marcada pelo reencontro dos povos após (ou melhor, durante) meses de sofrimento em meio a
uma pandemia. E, para sair juntos dessa, a vitória de um precisa ser a vitória de todos.
MERGUIZO, Marcel. Diário de Tóquio #16: vitória dupla. Globo Esporte – Blog Olímpico. Disponível em: <https://ge.globo.com/olimpiadas/blogs/blog-olimpico/post/2021/08/04/diario-de-toquio-16-vitoria-dupla.ghtml>. Acesso em: 10 set. 2021. Adaptado.
Glossário:
catari: pessoa nascida no Catar (Ásia); catariano.
Ao final do 2º parágrafo do Texto V, o cronista destaca o lema dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020/2021: juntos mais fortes. Considerando tal lema, é correto afirmar: