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Texto-base:
A obra Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, é uma narrativa de ficção científica. Ele retrata o momento em que Náutilus e seus ocupantes conseguem sair de uma situação desesperadora: o submarino se encontrava preso sob uma grossa camada de gelo e estava prestes a ficar sem o suprimento de oxigênio. O Professor Aronnax, o arpoador baleeiro Ned Land, o criado Conseil, o Capitão Nemo e os tripulantes da embarcação tentavam de todos os meios livrá-la da armadilha de gelo.
Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 10 a 12.
“Quantas horas passei assim, não saberia dizê-lo, mas tive consciência de minha agonia incipiente. Compreendi que ia morrer.
Quando menos esperava, recuperei os sentidos. Algumas lufadas penetravam em meus pulmões. Havíamos subido à superfície? Vencêramos a banquisa?
Não! Eram Ned e Conseil, meus generosos amigos, que se sacrificavam para me salvar. Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! Quis rechaçar o aparelho. Tive as mãos imobilizadas e respirei com volúpia por alguns instantes.
Meus olhos voltaram-se para o relógio, que marcava onze horas. Devíamos estar em 28 de março. O Náutilus avançava à assombrosa velocidade de quarenta milhas por hora, retorcendo-se nas águas.
Onde estava o capitão Nemo? Sucumbira? Seus companheiros haviam perecido com ele?
Naquele momento, o manômetro indicou que estávamos a apenas seis metros da superfície. Uma simples lâmina de gelo nos separava da atmosfera. Não seria possível rompê-la?
Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. Em seguida, empurrado por sua poderosa hélice, atacou o “icefield” por baixo como um poderoso aríete. Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia. Finalmente, propelido por um impulso inaudito, lançou-se sobre a superfície congelada, que destruiu com seu peso.
O alçapão foi aberto, na realidade quase arrancado, e o ar puro propagou-se aos borbotões por todas as partes do Náutilus. ”
Fonte: https://www.itapema.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Vinte-mil-leguas.pdf. Acesso em: 18/08/2022.
Glossário:
Aríete - máquina de guerra com que se derrubavam as muralhas ou portas das cidades sitiadas; saliência reforçada da roda de proa de um navio, usado para avariar o casco da embarcação inimiga.
Banquisa - camada de gelo
Borbotões - sopro forte, lufada
Icefield - banco, campo ou calota de gelo
Inaudito - desconhecido, novo
Incipiente - inicial
Lufada - vento forte, rajada
Manômetro - instrumento com que se mede a pressão de fluidos, no caso do Náutilus da água sobre as paredes do submarino.
Perecer - morrer
Rechaçar - resistir, opor-se
Sucumbir - desanimar
Volúpia - prazer, satisfação
Observe o uso da vírgula no trecho destacado:

A obra Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, é uma narrativa de ficção científica. Ele retrata o momento em que Náutilus e seus ocupantes conseguem sair de uma situação desesperadora: o submarino se encontrava preso sob uma grossa camada de gelo e estava prestes a ficar sem o suprimento de oxigênio. O Professor Aronnax, o arpoador baleeiro Ned Land, o criado Conseil, o Capitão Nemo e os tripulantes da embarcação tentavam de todos os meios livrá-la da armadilha de gelo.
Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 10 a 12.
“Quantas horas passei assim, não saberia dizê-lo, mas tive consciência de minha agonia incipiente. Compreendi que ia morrer.
Quando menos esperava, recuperei os sentidos. Algumas lufadas penetravam em meus pulmões. Havíamos subido à superfície? Vencêramos a banquisa?
Não! Eram Ned e Conseil, meus generosos amigos, que se sacrificavam para me salvar. Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! Quis rechaçar o aparelho. Tive as mãos imobilizadas e respirei com volúpia por alguns instantes.
Meus olhos voltaram-se para o relógio, que marcava onze horas. Devíamos estar em 28 de março. O Náutilus avançava à assombrosa velocidade de quarenta milhas por hora, retorcendo-se nas águas.
Onde estava o capitão Nemo? Sucumbira? Seus companheiros haviam perecido com ele?
Naquele momento, o manômetro indicou que estávamos a apenas seis metros da superfície. Uma simples lâmina de gelo nos separava da atmosfera. Não seria possível rompê-la?
Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. Em seguida, empurrado por sua poderosa hélice, atacou o “icefield” por baixo como um poderoso aríete. Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia. Finalmente, propelido por um impulso inaudito, lançou-se sobre a superfície congelada, que destruiu com seu peso.
O alçapão foi aberto, na realidade quase arrancado, e o ar puro propagou-se aos borbotões por todas as partes do Náutilus. ”
Fonte: https://www.itapema.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Vinte-mil-leguas.pdf. Acesso em: 18/08/2022.
Glossário:
Aríete - máquina de guerra com que se derrubavam as muralhas ou portas das cidades sitiadas; saliência reforçada da roda de proa de um navio, usado para avariar o casco da embarcação inimiga.
Banquisa - camada de gelo
Borbotões - sopro forte, lufada
Icefield - banco, campo ou calota de gelo
Inaudito - desconhecido, novo
Incipiente - inicial
Lufada - vento forte, rajada
Manômetro - instrumento com que se mede a pressão de fluidos, no caso do Náutilus da água sobre as paredes do submarino.
Perecer - morrer
Rechaçar - resistir, opor-se
Sucumbir - desanimar
Volúpia - prazer, satisfação
Observe o uso da vírgula no trecho destacado: