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TEXTO 3
Trem de Ferro
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!
Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Ôo...
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973, 4. E d.)
As questões 17 a 25 devem ser respondidas com base no Texto 3.
A última estrofe revela:
Resolução comentada
A última estrofe imita o som do trem.
A estrofe final ("Vou depressa / Vou correndo / Vou na toda / Que só levo / Pouca gente") é dita pelo próprio trem, que se apresenta em primeira pessoa. A repetição e o ritmo reproduzem o som das engrenagens e do movimento da locomotiva.
Análise das alternativas
B) A menina de vestido verde aparece em outra estrofe, não nesta. C) Os "oficiais" são os trabalhadores do canavial, mencionados antes. D) O maquinista é interpelado no início do poema e não fala aqui. E) As pessoas que passam são citadas como imagens do cenário ("Foge, povo"), não são quem fala.
Referência: Manuel Bandeira, "Trem de Ferro" (onomatopeia e ritmo).
Resolução comentada do VaiConcursos.