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Texto-base:
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)
Sonho de criança
1 Criança tem cada uma. Dizem que certa vez, durante uma aula, um professor perguntou para
2 uma criança:
3 – Alberto, qual o seu sonho?
4 A criança, sem hesitar, prontamente respondeu:
5 – Meu sonho é voar.
6 A sala inteira caiu na gargalhada. Desde então, Alberto passou a ser motivo de piada, o
7 centro das gozações. Até o Pedrinho, que viera do sítio e era o mais tímido dos meninos, passou a
8 sorrir dele com frequência. Como se não bastasse, quase todos os coleguinhas passavam por ele
9 abanando os braços para cima e para baixo, imitando um pássaro. Pobre Alberto…
10 Também não era para menos. Qualquer menino daquela sala geralmente desejava ser
11 bombeiro, policial, quando muito advogado, aqui e acolá aparecia um candidato a médico. O
12 sonho de qualquer menina da turma era casar, ser dona de casa, aprender o ofício de costureira,
13 aqui e acolá aparecia uma mais liberal querendo ser professora. Mas, sinceramente, voar era algo
14 que ainda não passara pela imaginação fértil de nenhuma criança daquela sala. Nem mesmo pela
15 cabeça do Eugênio, o mais inteligente da turma. Daí o motivo de tanta algazarra.
16 Mas a cabeça do Alberto era uma caixa-preta. Blindada. As brincadeiras pareciam não
17 atingi-lo. Alheio às gozações, ele seguia firme em seu propósito de desbravar o espaço sideral,
18 como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Volta e meia era flagrado desenhando uma
19 máquina voadora em pleno intervalo das aulas. Sabia o nome de todos os planetas, antes mesmo
20 de ter aulas de Geografia. Aguardava com ansiedade as aulas de Educação Artística, onde
21 literalmente dava asas à sua imaginação.
22 Nas aulas de Educação Física, enquanto todos brigavam para jogar futebol, ele preferia
23 soltar pipa. Vai entender a cabeça de uma criança. E quase sempre fazia isso sozinho, isolado em
24 seu universo particular. Ao ver a pipa subindo, tremulando ao vento, seus olhinhos brilhavam,
25 deslumbrados, a boca esboçava um sorriso tímido, denunciando um ar de contentamento, como se
26 ele estivesse alçando voo no lugar da pipa.
27 Enfim, o tempo passou. E, de fato, como sonhado um dia, muitas crianças daquela sala
28 tornaram-se bombeiros, policiais, advogados, médicos, donas de casa, costureiras, professoras…
29 Agora todos eram adultos felizes, pois conseguiram, com algum esforço, concretizar exatamente
30 aquilo que sonharam quando crianças. Bem dizem que você é do tamanho do seu sonho.
31 O final dessa história todo mundo já conhece. O Alberto continuou com a sua persistência e,
32 mesmo depois de adulto, seguiu afirmando até para as paredes que queria voar. As pessoas,
33 lógico, continuaram sorrindo dele. E ele continuava ignorando. Perseguindo incansavelmente seu
34 sonho de criança, viajou para a França, onde se tornou mundialmente conhecido como Alberto
35 Santos Dumont, o homem que inventou o avião. E ninguém mais teve vontade de sorrir dele, ao
36 contrário, o mundo inteiro agora o admira.
SILVA, Ernaldo Francisco da. Sonho de criança. Disponível em: <http://blog.platao.com.br/sonho-de-crianca-uma-historia-que-ensina-o-poder-da-persistencia/>. Acesso em: 10 jul 2023. Adaptado
Leia atentamente o trecho abaixo e assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada foi substituída por outra que não altera seu significado, fazendo com que a frase destacada do texto transmita a mesma mensagem:
“Daí o motivo de tanta algazarra.” (linha 15)
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)
Sonho de criança
1 Criança tem cada uma. Dizem que certa vez, durante uma aula, um professor perguntou para
2 uma criança:
3 – Alberto, qual o seu sonho?
4 A criança, sem hesitar, prontamente respondeu:
5 – Meu sonho é voar.
6 A sala inteira caiu na gargalhada. Desde então, Alberto passou a ser motivo de piada, o
7 centro das gozações. Até o Pedrinho, que viera do sítio e era o mais tímido dos meninos, passou a
8 sorrir dele com frequência. Como se não bastasse, quase todos os coleguinhas passavam por ele
9 abanando os braços para cima e para baixo, imitando um pássaro. Pobre Alberto…
10 Também não era para menos. Qualquer menino daquela sala geralmente desejava ser
11 bombeiro, policial, quando muito advogado, aqui e acolá aparecia um candidato a médico. O
12 sonho de qualquer menina da turma era casar, ser dona de casa, aprender o ofício de costureira,
13 aqui e acolá aparecia uma mais liberal querendo ser professora. Mas, sinceramente, voar era algo
14 que ainda não passara pela imaginação fértil de nenhuma criança daquela sala. Nem mesmo pela
15 cabeça do Eugênio, o mais inteligente da turma. Daí o motivo de tanta algazarra.
16 Mas a cabeça do Alberto era uma caixa-preta. Blindada. As brincadeiras pareciam não
17 atingi-lo. Alheio às gozações, ele seguia firme em seu propósito de desbravar o espaço sideral,
18 como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Volta e meia era flagrado desenhando uma
19 máquina voadora em pleno intervalo das aulas. Sabia o nome de todos os planetas, antes mesmo
20 de ter aulas de Geografia. Aguardava com ansiedade as aulas de Educação Artística, onde
21 literalmente dava asas à sua imaginação.
22 Nas aulas de Educação Física, enquanto todos brigavam para jogar futebol, ele preferia
23 soltar pipa. Vai entender a cabeça de uma criança. E quase sempre fazia isso sozinho, isolado em
24 seu universo particular. Ao ver a pipa subindo, tremulando ao vento, seus olhinhos brilhavam,
25 deslumbrados, a boca esboçava um sorriso tímido, denunciando um ar de contentamento, como se
26 ele estivesse alçando voo no lugar da pipa.
27 Enfim, o tempo passou. E, de fato, como sonhado um dia, muitas crianças daquela sala
28 tornaram-se bombeiros, policiais, advogados, médicos, donas de casa, costureiras, professoras…
29 Agora todos eram adultos felizes, pois conseguiram, com algum esforço, concretizar exatamente
30 aquilo que sonharam quando crianças. Bem dizem que você é do tamanho do seu sonho.
31 O final dessa história todo mundo já conhece. O Alberto continuou com a sua persistência e,
32 mesmo depois de adulto, seguiu afirmando até para as paredes que queria voar. As pessoas,
33 lógico, continuaram sorrindo dele. E ele continuava ignorando. Perseguindo incansavelmente seu
34 sonho de criança, viajou para a França, onde se tornou mundialmente conhecido como Alberto
35 Santos Dumont, o homem que inventou o avião. E ninguém mais teve vontade de sorrir dele, ao
36 contrário, o mundo inteiro agora o admira.
SILVA, Ernaldo Francisco da. Sonho de criança. Disponível em: <http://blog.platao.com.br/sonho-de-crianca-uma-historia-que-ensina-o-poder-da-persistencia/>. Acesso em: 10 jul 2023. Adaptado
Leia atentamente o trecho abaixo e assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada foi substituída por outra que não altera seu significado, fazendo com que a frase destacada do texto transmita a mesma mensagem:
“Daí o motivo de tanta algazarra.” (linha 15)
Resolução comentada
Sinônimo de "algazarra".
"Algazarra" é barulho, confusão e gritaria de muita gente junta. "Tumulto" mantém esse sentido no contexto da turma rindo de Alberto.
Análise das alternativas
A) incompreensão, C) desconfiança e E) exclusão não indicam barulho nem agitação. B) "Perturbação" é mais genérica e não expressa a confusão coletiva ruidosa.
Referência: Semântica: sinonímia contextual.
Resolução comentada do VaiConcursos.