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Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFC… 2023

Questão 09 — História do Brasil: Brasil Colônia — Manufaturas e Alvará de 1785

História do Brasil Brasil Colônia — Manufaturas e Alvará de 1785

Fundação VUNESP 2023

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 005. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Em ambas [as manufaturas têxteis e do ferro] a colônia contava com matéria-prima abundante e um mercado local de relativa importância. Já assinalei estas indústrias nos grandes domínios, incluídas na sua organização e produzindo só para eles. Mas, iniciadas aí, sua tendência era para se libertarem destes estreitos limites domésticos, tornarem-se autônomas, verdadeiras manufaturas próprias e comercialmente organizadas. Isto é particularmente o caso da indústria têxtil. Sobretudo em Minas Gerais, e também na capital do Rio de Janeiro, aparecem na segunda metade do século XVIII manufaturas autônomas e relativamente grandes. Dá-nos notícias delas o marquês do Lavradio, vice-rei do Rio de Janeiro, no Relatório com que entregou o governo ao sucessor em 1779. Mas, ao mesmo tempo, adverte contra o perigo de tais atividades, que não só faziam concorrência ao comércio do reino, como tornavam os povos da colônia por demais independentes. Enumera também os casos em que teve de intervir, suprimindo fábricas que se iam tornando por demais notórias, como a de Pamplona, em Minas Gerais, e outras.
O alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos. [...]
(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo, p. 230.)
Para Caio Prado Júnior, “o alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos” porque
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Resolução comentada

O alvará de 5 de janeiro de 1785 mandou extinguir as manufaturas têxteis da colônia, exceto as de pano grosso de algodão.

Caio Prado Júnior mostra que o alarma do vice-rei marquês do Lavradio foi atendido pela Coroa. Pouco depois, o alvará de 1785, de D. Maria I, proibiu as manufaturas têxteis na colônia. Só ficaram de fora os panos grossos de algodão, usados na roupa de escravos e em sacaria.

Análise das alternativas

A) Errada: após a Inconfidência a Coroa não estimulou manufaturas, e o alvará as proibia. C) Errada: a política metropolitana era restringir a indústria na colônia. D) Errada: fala de século XIX, mas o fato é do século XVIII, e a Coroa reprimiu a manufatura. E) Errada: não houve acordo tecnológico com a Grã-Bretanha nem imigração de industriais para o Brasil.

Referência: Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo; Alvará de 5/1/1785.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: B

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — Versão A — página 13