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TEXTO 2
De onde vem a solidariedade humana?
1 Histórias de solidariedade que surgem em momentos difíceis como se mostra o atual parecem
lampejos de esperança em meio ao turbilhão de informações duras, frias e, muitas vezes, tristes. Mas o
que leva as pessoas a terem atitudes solidárias? A resposta não é fácil e nem precisa (1). Para entender
um pouco sobre o assunto, dois pontos de vista são necessários: o filosófico e o psicológico.
5 O professor de Filosofia do IFPB, Emmanoel de Almeida, esclarece que na filosofia ocidental
há duas perspectivas: uma de que a solidariedade é inata (2) e a outra de que é um princípio criado pela
própria sociedade. Essa última perspectiva também é compartilhada pela Psicologia, que credita à
influência social as atitudes de solidariedade, como explica a psicóloga Dayse Ayres. “No que se refere
à solidariedade, há na natureza humana uma necessidade de ser bem visto pelos outros, de pertencimento
10 a grupo ou sociedade, de conexão e busca por aceitação externa”.
De forma geral, entendemos que o primeiro passo para a solidariedade é a empatia, que, segundo
Ayres, é o ato de “tentar ‘experimentar’ de forma objetiva e racional como o outro se sente. Em outras
palavras, tentar “se colocar” no lugar do outro de maneira a se sensibilizar com sua dor (se este for o
caso)”. A psicóloga reforça que a empatia sempre vai estar relacionada a percepções subjetivas como
15 visão de mundo, experiências de vida e traços de personalidade de cada pessoa.
Esse movimento interno de se colocar no lugar do outro provoca a solidariedade, que se
concretiza na ação de tentar ajudar, amenizar ou diminuir a dor ou necessidade de alguém. A atitude
solidária é a “doação de si e um desprendimento, seja de ordem afetiva/emocional ou material. É uma
forma de exercitar a empatia e tentar manter o olhar de afeto sobre as necessidades de outras pessoas”,
20 reforça Ayres.
Já do ponto de vista filosófico, Almeida destaca que a solidariedade transpõe o instinto de
sobrevivência. “A história acumula muitos exemplos de ações humanas que desafiam e transcendem a
lógica do instinto animal, que também possuímos. Diferente da lógica comum à natureza selvagem dos
animais, há seres humanos que conseguem privar-se de um benefício vital para garantir a vida do outro
25 a quem ama”.
Na perspectiva que acredita na solidariedade como parte da essência humana, as ações solidárias
são a concretização daquilo que constitui a própria humanidade. Em ambos os casos, revela-se uma
questão ética, cuja base está no pensamento de Immanuel Kant e expressa uma famosa máxima atribuída
a Jesus: fazer para os outros o mesmo que gostaria de ver os outros fazerem para si. Esse pode ser um
30 bom farol reflexivo para nos guiar no mar revolto destes tempos que atravessamos. É o que conclui o
professor Emmanoel de Almeida.
De onde vem a solidariedade humana? Disponível em: https://www.ifpb.edu.br/joaopessoa. Acesso em: 23 mai. 2024. (Com adaptações)
Dois vocábulos foram destacados no primeiro e segundo parágrafos: “precisa”, destacado com o número 1, e “inata”, destacado com o número 2. Sem alterar o sentido no contexto em que estão inseridos, esses vocábulos podem ser substituídos, respectivamente, por
TEXTO 2
De onde vem a solidariedade humana?
1 Histórias de solidariedade que surgem em momentos difíceis como se mostra o atual parecem
lampejos de esperança em meio ao turbilhão de informações duras, frias e, muitas vezes, tristes. Mas o
que leva as pessoas a terem atitudes solidárias? A resposta não é fácil e nem precisa (1). Para entender
um pouco sobre o assunto, dois pontos de vista são necessários: o filosófico e o psicológico.
5 O professor de Filosofia do IFPB, Emmanoel de Almeida, esclarece que na filosofia ocidental
há duas perspectivas: uma de que a solidariedade é inata (2) e a outra de que é um princípio criado pela
própria sociedade. Essa última perspectiva também é compartilhada pela Psicologia, que credita à
influência social as atitudes de solidariedade, como explica a psicóloga Dayse Ayres. “No que se refere
à solidariedade, há na natureza humana uma necessidade de ser bem visto pelos outros, de pertencimento
10 a grupo ou sociedade, de conexão e busca por aceitação externa”.
De forma geral, entendemos que o primeiro passo para a solidariedade é a empatia, que, segundo
Ayres, é o ato de “tentar ‘experimentar’ de forma objetiva e racional como o outro se sente. Em outras
palavras, tentar “se colocar” no lugar do outro de maneira a se sensibilizar com sua dor (se este for o
caso)”. A psicóloga reforça que a empatia sempre vai estar relacionada a percepções subjetivas como
15 visão de mundo, experiências de vida e traços de personalidade de cada pessoa.
Esse movimento interno de se colocar no lugar do outro provoca a solidariedade, que se
concretiza na ação de tentar ajudar, amenizar ou diminuir a dor ou necessidade de alguém. A atitude
solidária é a “doação de si e um desprendimento, seja de ordem afetiva/emocional ou material. É uma
forma de exercitar a empatia e tentar manter o olhar de afeto sobre as necessidades de outras pessoas”,
20 reforça Ayres.
Já do ponto de vista filosófico, Almeida destaca que a solidariedade transpõe o instinto de
sobrevivência. “A história acumula muitos exemplos de ações humanas que desafiam e transcendem a
lógica do instinto animal, que também possuímos. Diferente da lógica comum à natureza selvagem dos
animais, há seres humanos que conseguem privar-se de um benefício vital para garantir a vida do outro
25 a quem ama”.
Na perspectiva que acredita na solidariedade como parte da essência humana, as ações solidárias
são a concretização daquilo que constitui a própria humanidade. Em ambos os casos, revela-se uma
questão ética, cuja base está no pensamento de Immanuel Kant e expressa uma famosa máxima atribuída
a Jesus: fazer para os outros o mesmo que gostaria de ver os outros fazerem para si. Esse pode ser um
30 bom farol reflexivo para nos guiar no mar revolto destes tempos que atravessamos. É o que conclui o
professor Emmanoel de Almeida.
De onde vem a solidariedade humana? Disponível em: https://www.ifpb.edu.br/joaopessoa. Acesso em: 23 mai. 2024. (Com adaptações)
Dois vocábulos foram destacados no primeiro e segundo parágrafos: “precisa”, destacado com o número 1, e “inata”, destacado com o número 2. Sem alterar o sentido no contexto em que estão inseridos, esses vocábulos podem ser substituídos, respectivamente, por
Resolução comentada
"Precisa" = exata; "inata" = congênita.
Em "a resposta não é fácil e nem precisa", "precisa" é adjetivo e significa exata ou definida. "Inata" é o que nasce com a pessoa, ou seja, congênito. Por isso, "exata" e "congênita" são os substitutos adequados.
Análise das alternativas
A) "Necessita" é verbo, e "precisa" aqui é adjetivo. B) "Importa" é verbo. D) "Simples" e "indispensável" mudam o sentido. E) "Existe" é verbo, e "abstrata" não é sinônimo de inata. C) está correta.
Referência: Semântica: sinonímia e classe gramatical em contexto.
Resolução comentada do VaiConcursos.