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TEXTO IV
Seiscentos e sessenta e seis
Mário Quintana
1
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente…
2
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
QUINTANA, Mário. Seiscentos e sessenta e seis. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-tempo-de-mario-quintana/Acesso em: 20 ago 2024
O Texto IV é um poema cujo tema central é a percepção do tempo que passa e o arrependimento por não ter vivido de forma mais plena e autêntica. Percebe-se que, nesse gênero textual, é comum o uso de palavras conotativas. Tendo em vista essas informações, é correto afirmar que a alternativa que carrega a conotação de um valor associado ao tempo é:
Resolução comentada
Conotação de valor atribuído ao tempo: 'casca dourada e inútil das horas'.
Em 'casca dourada e inútil das horas', as horas são comparadas a uma casca, algo descartável. O trecho tem sentido figurado e atribui às horas um valor aparente ('dourada'), mas vazio ('inútil'). As outras opções são, em geral, denotativas ou apenas marcam a passagem do tempo.
Análise das alternativas
A) Fala de uma nova oportunidade, sem valor atribuído ao tempo. B) Constata que é tarde. C) e D) Indicam passagem cronológica do tempo, sem atribuir valor.
Referência: Denotação e conotação; metáfora (Mário Quintana).
Resolução comentada do VaiConcursos.