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Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH) · Colégio Militar de Belo Horizonte 2024

Questão 24 — Língua Portuguesa: Pontuação — Reticências e Ponto de Interrogação

Língua Portuguesa Pontuação — Reticências e Ponto de Interrogação

Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH) 2024 Fundamental

Colégio Militar de Belo Horizonte · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
A casa que educa

1 Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a
2 vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam
3 movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer
4 quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para
5 lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
6 Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o
7 homem poderia fazer outras coisas…

8 Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens
9 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de
10 água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

11 O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr
12 Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola
13 que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que
14 devem aprender construindo uma casa viking…” Quem eram os vikings? Eram navegantes
15 ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito
16 divertida!

17 O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo.
18 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que
19 precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma
20 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
21 Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dummont
22 imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma
23 música, um livro… – tudo começa na imaginação.

24 Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu
25 tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou
26 precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel… O mesmo
27 vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar
28 Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é
29 “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.

30 Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas
31 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha
32 ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a
33 direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os
34 pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol. Aí
35 é preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a
36 imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será
37 preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa.
38 Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do
39 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.

ALVES, Rubem. A casa que educa. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 25 ago. 2024. Modificado.

Qual é o efeito de sentido produzido pelo uso das reticências e do ponto de interrogação nos trechos I e II do Texto I?

I. Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo… (linhas 8, 9 e 10).

II. “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?” (linha 12).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Reticências e interrogação dão tom reflexivo e convidam o leitor a pensar.

As reticências deixam a enumeração em aberto, sugerindo que há outros exemplos e levando o leitor a completá-la. A pergunta feita a Amyr Klink provoca reflexão sobre a escola ideal. Os dois recursos estimulam o leitor a pensar e imaginar, tema central do texto.

Análise das alternativas

A) O texto é informal e próximo do leitor. B) Os recursos não tornam o texto técnico. D) O texto não compara imaginação e realidade nesse sentido. E) As reticências não expressam dúvida, e a pergunta foi respondida por Klink.

Referência: Pontuação: reticências e ponto de interrogação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: C

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito das provas de Matemática e Língua Portuguesa – 6º Ano EF (CMBH 2024/2025)