Gabarito disponível
Texto-base:
Leia o TEXTO IV e responda às questões 35 a 40.
TEXTO IV
A RÃ SÁBIA
A onça estava para se casar, e os animais todos andavam aos pulos, radiantes, com olho na festa prometida. Só uma velha e sábia rã torcia o nariz para aquilo. O marreco, observando-a, disse:
– Grande enjoada! Que cara feia é essa, quando todos nós estamos alegres com os preparativos para a festança?
– Por um motivo muito simples – respondeu a rã. – Porque nós, como vivemos quietas, a filosofar, sabemos muito da vida e enxergamos mais longe do que vocês.
Responda-me a isto: se o Sol se casasse e em vez de torrar o mundo sozinho o fizesse ajudado por Dona Sol e por mais vários sóis filhotes? Que aconteceria?
– Secavam-se todas as águas, é claro.
– Isso mesmo. Secavam-se as águas e nós, rãs e peixes, levaríamos a pior. Pois calamidade semelhante vai cair sobre vocês. Casa-se a onça, e já de começo será ela e mais o marido a perseguirem os animais. Depois aparecem as oncinhas – e os animais terão de aguentar com a fome de toda a família. Ora, se um só apetite já nos faz tanto mal, que será quando forem três, quatro e cinco?
O marreco refletiu e concordou:
– É isso mesmo...
Pior que um inimigo, dois; pior que dois, três...
LOBATO, Monteiro. Fábulas. 2. ed. São Paulo: Globo, 2011. Adaptado.)
No trecho “ O marreco, observando-a” , a palavra em destaque, “a”, faz referência a (ao):
Leia o TEXTO IV e responda às questões 35 a 40.
TEXTO IV
A RÃ SÁBIA
A onça estava para se casar, e os animais todos andavam aos pulos, radiantes, com olho na festa prometida. Só uma velha e sábia rã torcia o nariz para aquilo. O marreco, observando-a, disse:
– Grande enjoada! Que cara feia é essa, quando todos nós estamos alegres com os preparativos para a festança?
– Por um motivo muito simples – respondeu a rã. – Porque nós, como vivemos quietas, a filosofar, sabemos muito da vida e enxergamos mais longe do que vocês.
Responda-me a isto: se o Sol se casasse e em vez de torrar o mundo sozinho o fizesse ajudado por Dona Sol e por mais vários sóis filhotes? Que aconteceria?
– Secavam-se todas as águas, é claro.
– Isso mesmo. Secavam-se as águas e nós, rãs e peixes, levaríamos a pior. Pois calamidade semelhante vai cair sobre vocês. Casa-se a onça, e já de começo será ela e mais o marido a perseguirem os animais. Depois aparecem as oncinhas – e os animais terão de aguentar com a fome de toda a família. Ora, se um só apetite já nos faz tanto mal, que será quando forem três, quatro e cinco?
O marreco refletiu e concordou:
– É isso mesmo...
Pior que um inimigo, dois; pior que dois, três...
LOBATO, Monteiro. Fábulas. 2. ed. São Paulo: Globo, 2011. Adaptado.)
No trecho “ O marreco, observando-a” , a palavra em destaque, “a”, faz referência a (ao):
Resolução comentada
O pronome 'a' em 'observando-a' retoma a velha rã.
O pronome oblíquo 'a' é objeto direto de 'observando' e recupera 'uma velha e sábia rã', citada na frase anterior.
Análise das alternativas
A e B: 'festa' e 'casamento' não são o objeto da observação do marreco. C: a onça não é a observada. E: o marreco é o sujeito, não o objeto.
Referência: Coesão referencial; pronomes oblíquos.
Resolução comentada do VaiConcursos.