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Texto-base:
TEXTO I
Jogo do bicho
Camilo – ou Camilinho, como lhe chamavam alguns por amizade – ocupava em um dos arsenais do
Rio de Janeiro (Marinha ou Guerra) um emprego de escrita. Ganhava duzentos mil-réis por mês, sujeitos
ao desconto de taxa e montepio. Era solteiro, mas um dia, pelas férias, foi passar a noite de Natal com um
amigo no subúrbio do Rocha; lá viu uma criaturinha modesta, vestido azul, olhos pedintes. Três meses
5 depois estavam casados. [...]
Já então tinha algumas dívidas, descontava os ordenados, buscava trabalhos particulares, às
escondidas. Apesar dessa explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária.
Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. [...] Começou a vinténs e
dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso.
10 Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou
não sei quantas vezes mais. Achou nisso tal despropósito que não quis crer, mas afinal foi obrigado a crer,
ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-
homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o
lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há
15 descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as
idades.
Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas. Tentou o gato, depois o cão, depois o avestruz; não
havendo jogado neles, podia ser que... Não pôde ser; a fortuna igualou os três animais em não lhes fazer dar
nada. [...]
20 — Acaba-se ganhando sempre, acudiu um; a questão é tenacidade, não afrouxar nunca.
Apesar disso, Camilo deixou-se ir com seus cálculos. [...]
— Diga-me cá: quantas vezes tem acertado?
— De cor, não posso dizer, mas trago tudo muito bem escrito no meu caderno.
— Pois veja, e há de descobrir que todo o seu mal está em não teimar algum tempo no mesmo bicho.
25 Olhe, um preto, que há três meses joga na borboleta, ganhou hoje e levou uma bolada...
Camilo escrevia efetivamente a despesa e a receita, mas não as comparava para não conhecer a
diferença. Não queria saber do deficit. Posto que metódico, tinha o instinto de fechar os olhos à verdade,
para não a ver e aborrecer. Entretanto, a sugestão do compadre era aceitável; talvez a inquietação, a
impaciência, a falta de fixidez nos mesmos bichos fosse a causa de não tirar nunca nada.
30 Ao chegar a casa achou a mulher dividida entre a cozinha e a costura. [...] Jantou triste, por ver a
mulher tão carregada de trabalho, mas a alegria dela era tal, apesar de tudo, que o fez alegre também. Depois
do café, foi ao caderno que trazia fechado na gaveta e fez os seus cálculos. Somou as vezes e os bichos,
tantas na cobra, tantas no galo, tantas no cão e no resto, uma fauna inteira, mas tão sem persistência, que
era fácil desacertar. Não queria somar a despesa e a receita para não receber de cara um grande golpe, e
35 fechou o caderno. Afinal não pôde, e somou lentamente, com cuidado para não errar; tinha gasto setecentos
e sete mil-réis, e tinha ganho oitenta e quatro mil-réis, um deficit de seiscentos e vinte e três mil-réis. Ficou
assombrado.
— Não é possível!
[...] O meu plano está feito, saiu pensando no dia seguinte, vou até aos setecentos mil-réis. Se não
40 tirar quantia grossa que anime, não compro mais.
Firmou-se na cobra, por causa da astúcia, e caminhou para a casa do compadre. Confessou-lhe que
aceitara o seu conselho, e começava a teimar na cobra.
— A cobra é boa – disse o compadre.
Camilo jogou uma semana inteira na cobra, sem tirar nada. Ao sétimo dia, lembrou-se de fixar
45 mentalmente uma preferência, e escolheu a cobra-coral, perdeu; no dia seguinte, chamou-lhe cascavel,
perdeu também; veio à surucucu, à jiboia, à jararaca, e nenhuma variedade saiu da mesma tristíssima
fortuna. Mudou de rumo. Mudaria sem razão, apesar da promessa feita; mas o que propriamente o
determinou a isso foi o encontro de um carro que ia matando um pobre menino. Correu gente, correu polícia,
o menino foi levado à farmácia, o cocheiro, ao posto da guarda. Camilo só reparou bem no número do carro,
50 cuja terminação correspondia ao carneiro; adotou o carneiro.
[...] Um dia resolveu fixar-se no leão; o compadre, quando reconheceu que efetivamente não saía do
rei dos animais, deu graças a Deus.
— Ora, graças a Deus que o vejo capaz de dar o grande bote. O leão tem andado esquivo, é provável
que derrube tudo, mais hoje, mais amanhã.
55 — Esquivo? Mas então não quererá dizer...?
— Ao contrário.
Dizer quê? Ao contrário, quê? Palavras escuras, mas para quem tem fé e lida com números, nada
mais claro. Camilo elevou ainda mais a soma da aposta. Faltava pouco para os setecentos mil-réis; ou vencia
ou morria.
60 A jovem consorte mantinha a alegria da casa, por mais dura que fosse a vida, grossos, os trabalhos,
crescentes, as dívidas e os empréstimos, e até não raras, as fomes. Não lhe cabia culpa, mas tinha paciência.
Ele, em chegando aos setecentos mil-réis, trancaria a porta. O leão não queria dar. Camilo pensou em trocá-
lo por outro bicho, mas o compadre afligia-se tanto com essa frouxidão, que ele acabaria entre os braços da
realeza. Faltava já pouco; enfim, pouquíssimo.
65 — Hoje respiro – disse Camilo à esposa –. Aqui está a nota última.
Cerca das duas horas, estando à mesa da repartição, a copiar um grave documento, Camilo ia
calculando os números e descrendo da sorte. O documento tinha algarismos; ele errou-os muita vez, por
causa do atropelo em que uns e outros lhe andavam no cérebro. [...]
De repente, entra na sala um contínuo, chega-se-lhe ao ouvido, e diz que o leão dera. Camilo deixou
70 cair a pena, e a tinta inutilizou a cópia quase acabada. [...]
— Ora, chegue-se, dê cá um abraço, disse-lhe o compadre, quando ele ali apareceu. Afinal a sorte
começa a protegê-lo.
— Quanto?
— Cento e cinco mil-réis.
75 Camilo pegou em si e nos cento e cinco mil-réis, e só na rua advertiu que não agradecera ao
compadre; parou, hesitou, continuou. Cento e cinco mil-réis! Tinha ânsia de levar à mulher aquela notícia;
mas, assim... só...?
— Sim, é preciso festejar esse acontecimento. Um dia não são dias. Devo agradecer ao céu a fortuna
que me deu. Um pratinho melhor à mesa...
80 Viu perto uma confeitaria; entrou por ela e espraiou os olhos, sem escolher nada. O confeiteiro veio
ajudá-lo, e, notando a incerteza de Camilo entre mesa e sobremesa, resolveu vender-lhe ambas as coisas.
Começou por um pastelão, “um rico pastelão, que enchia os olhos, antes de encher a boca e o estômago”.
A sobremesa foi “um rico pudim”, em que havia escrito, com letras de massa branca este viva eterno: “Viva
a esperança!”. A alegria de Camilo foi tanta e tão estrepitosa que o homem não teve remédio senão oferecer-
85 lhe vinho também, uma ou duas garrafas. Duas.
— Isto não vai sem Porto; eu lhe mando tudo por um menino. Não é longe?
Camilo aceitou [...] Pagou dezesseis mil-réis e saiu. Estava tão contente com o jantar que levava e o
espanto da mulher, nem se lembrou de presentear Joaninha com alguma joia. Essa ideia só o assaltou no
bonde, andando; desceu e voltou a pé, a buscar um mimo de ouro, um broche que fosse, com uma pedra
90 preciosa. Achou um broche nessas condições, tão modesto no preço, cinquenta mil-réis, que ficou admirado;
mas comprou-o assim mesmo, e voou para casa.
Ao chegar, estava à porta o menino, com cara de o haver já descomposto e mandado ao diabo. Tirou-
lhe os embrulhos e ofereceu-lhe uma gorjeta.
— Não, senhor, o patrão não quer.
95 — Pois não diga ao patrão; pegue lá dez tostões; servem para comprar na cobra, compre na cobra.
Isto de lhe indicar o bicho que não dera, em vez do leão, que dera, não foi cálculo nem perversidade;
foi talvez confusão. O menino recebeu os dez tostões, ele entrou para casa com os embrulhos e a alma nas
mãos e trinta e oito mil-réis na algibeira.
ASSIS, Machado de. Jogo do bicho. In: Contos na imprensa.
Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/jogo-do-bicho/60679. Acesso em: 08 set 2025. Adaptado.
Considere a seguinte oração, retirada do Texto I:
!["Jantou triste, por ver a mulher tão carregada de trabalho, [...]" (l. 30-31). (Oração destacada em negrito: “por ver a mulher tão carregada de trabalho,”)](https://vaiconcursos.com/wp-content/uploads/questoes-v4/imagens/166db5b5255679b2bc8e81d96dacbf71b4230be430e683a7688cfe5cef888801/q027_img_01.png)
A oração destacada é um exemplo de oração subordinada reduzida de infinitivo. Ao transformá-la em uma oração desenvolvida, mantendo-se a relação lógico-semântica original estabelecida pelo uso da preposição "por", marque a opção a qual apresenta a forma desenvolvida mais adequada e a correta classificação.
TEXTO I
Jogo do bicho
Camilo – ou Camilinho, como lhe chamavam alguns por amizade – ocupava em um dos arsenais do
Rio de Janeiro (Marinha ou Guerra) um emprego de escrita. Ganhava duzentos mil-réis por mês, sujeitos
ao desconto de taxa e montepio. Era solteiro, mas um dia, pelas férias, foi passar a noite de Natal com um
amigo no subúrbio do Rocha; lá viu uma criaturinha modesta, vestido azul, olhos pedintes. Três meses
5 depois estavam casados. [...]
Já então tinha algumas dívidas, descontava os ordenados, buscava trabalhos particulares, às
escondidas. Apesar dessa explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária.
Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. [...] Começou a vinténs e
dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso.
10 Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou
não sei quantas vezes mais. Achou nisso tal despropósito que não quis crer, mas afinal foi obrigado a crer,
ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-
homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o
lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há
15 descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as
idades.
Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas. Tentou o gato, depois o cão, depois o avestruz; não
havendo jogado neles, podia ser que... Não pôde ser; a fortuna igualou os três animais em não lhes fazer dar
nada. [...]
20 — Acaba-se ganhando sempre, acudiu um; a questão é tenacidade, não afrouxar nunca.
Apesar disso, Camilo deixou-se ir com seus cálculos. [...]
— Diga-me cá: quantas vezes tem acertado?
— De cor, não posso dizer, mas trago tudo muito bem escrito no meu caderno.
— Pois veja, e há de descobrir que todo o seu mal está em não teimar algum tempo no mesmo bicho.
25 Olhe, um preto, que há três meses joga na borboleta, ganhou hoje e levou uma bolada...
Camilo escrevia efetivamente a despesa e a receita, mas não as comparava para não conhecer a
diferença. Não queria saber do deficit. Posto que metódico, tinha o instinto de fechar os olhos à verdade,
para não a ver e aborrecer. Entretanto, a sugestão do compadre era aceitável; talvez a inquietação, a
impaciência, a falta de fixidez nos mesmos bichos fosse a causa de não tirar nunca nada.
30 Ao chegar a casa achou a mulher dividida entre a cozinha e a costura. [...] Jantou triste, por ver a
mulher tão carregada de trabalho, mas a alegria dela era tal, apesar de tudo, que o fez alegre também. Depois
do café, foi ao caderno que trazia fechado na gaveta e fez os seus cálculos. Somou as vezes e os bichos,
tantas na cobra, tantas no galo, tantas no cão e no resto, uma fauna inteira, mas tão sem persistência, que
era fácil desacertar. Não queria somar a despesa e a receita para não receber de cara um grande golpe, e
35 fechou o caderno. Afinal não pôde, e somou lentamente, com cuidado para não errar; tinha gasto setecentos
e sete mil-réis, e tinha ganho oitenta e quatro mil-réis, um deficit de seiscentos e vinte e três mil-réis. Ficou
assombrado.
— Não é possível!
[...] O meu plano está feito, saiu pensando no dia seguinte, vou até aos setecentos mil-réis. Se não
40 tirar quantia grossa que anime, não compro mais.
Firmou-se na cobra, por causa da astúcia, e caminhou para a casa do compadre. Confessou-lhe que
aceitara o seu conselho, e começava a teimar na cobra.
— A cobra é boa – disse o compadre.
Camilo jogou uma semana inteira na cobra, sem tirar nada. Ao sétimo dia, lembrou-se de fixar
45 mentalmente uma preferência, e escolheu a cobra-coral, perdeu; no dia seguinte, chamou-lhe cascavel,
perdeu também; veio à surucucu, à jiboia, à jararaca, e nenhuma variedade saiu da mesma tristíssima
fortuna. Mudou de rumo. Mudaria sem razão, apesar da promessa feita; mas o que propriamente o
determinou a isso foi o encontro de um carro que ia matando um pobre menino. Correu gente, correu polícia,
o menino foi levado à farmácia, o cocheiro, ao posto da guarda. Camilo só reparou bem no número do carro,
50 cuja terminação correspondia ao carneiro; adotou o carneiro.
[...] Um dia resolveu fixar-se no leão; o compadre, quando reconheceu que efetivamente não saía do
rei dos animais, deu graças a Deus.
— Ora, graças a Deus que o vejo capaz de dar o grande bote. O leão tem andado esquivo, é provável
que derrube tudo, mais hoje, mais amanhã.
55 — Esquivo? Mas então não quererá dizer...?
— Ao contrário.
Dizer quê? Ao contrário, quê? Palavras escuras, mas para quem tem fé e lida com números, nada
mais claro. Camilo elevou ainda mais a soma da aposta. Faltava pouco para os setecentos mil-réis; ou vencia
ou morria.
60 A jovem consorte mantinha a alegria da casa, por mais dura que fosse a vida, grossos, os trabalhos,
crescentes, as dívidas e os empréstimos, e até não raras, as fomes. Não lhe cabia culpa, mas tinha paciência.
Ele, em chegando aos setecentos mil-réis, trancaria a porta. O leão não queria dar. Camilo pensou em trocá-
lo por outro bicho, mas o compadre afligia-se tanto com essa frouxidão, que ele acabaria entre os braços da
realeza. Faltava já pouco; enfim, pouquíssimo.
65 — Hoje respiro – disse Camilo à esposa –. Aqui está a nota última.
Cerca das duas horas, estando à mesa da repartição, a copiar um grave documento, Camilo ia
calculando os números e descrendo da sorte. O documento tinha algarismos; ele errou-os muita vez, por
causa do atropelo em que uns e outros lhe andavam no cérebro. [...]
De repente, entra na sala um contínuo, chega-se-lhe ao ouvido, e diz que o leão dera. Camilo deixou
70 cair a pena, e a tinta inutilizou a cópia quase acabada. [...]
— Ora, chegue-se, dê cá um abraço, disse-lhe o compadre, quando ele ali apareceu. Afinal a sorte
começa a protegê-lo.
— Quanto?
— Cento e cinco mil-réis.
75 Camilo pegou em si e nos cento e cinco mil-réis, e só na rua advertiu que não agradecera ao
compadre; parou, hesitou, continuou. Cento e cinco mil-réis! Tinha ânsia de levar à mulher aquela notícia;
mas, assim... só...?
— Sim, é preciso festejar esse acontecimento. Um dia não são dias. Devo agradecer ao céu a fortuna
que me deu. Um pratinho melhor à mesa...
80 Viu perto uma confeitaria; entrou por ela e espraiou os olhos, sem escolher nada. O confeiteiro veio
ajudá-lo, e, notando a incerteza de Camilo entre mesa e sobremesa, resolveu vender-lhe ambas as coisas.
Começou por um pastelão, “um rico pastelão, que enchia os olhos, antes de encher a boca e o estômago”.
A sobremesa foi “um rico pudim”, em que havia escrito, com letras de massa branca este viva eterno: “Viva
a esperança!”. A alegria de Camilo foi tanta e tão estrepitosa que o homem não teve remédio senão oferecer-
85 lhe vinho também, uma ou duas garrafas. Duas.
— Isto não vai sem Porto; eu lhe mando tudo por um menino. Não é longe?
Camilo aceitou [...] Pagou dezesseis mil-réis e saiu. Estava tão contente com o jantar que levava e o
espanto da mulher, nem se lembrou de presentear Joaninha com alguma joia. Essa ideia só o assaltou no
bonde, andando; desceu e voltou a pé, a buscar um mimo de ouro, um broche que fosse, com uma pedra
90 preciosa. Achou um broche nessas condições, tão modesto no preço, cinquenta mil-réis, que ficou admirado;
mas comprou-o assim mesmo, e voou para casa.
Ao chegar, estava à porta o menino, com cara de o haver já descomposto e mandado ao diabo. Tirou-
lhe os embrulhos e ofereceu-lhe uma gorjeta.
— Não, senhor, o patrão não quer.
95 — Pois não diga ao patrão; pegue lá dez tostões; servem para comprar na cobra, compre na cobra.
Isto de lhe indicar o bicho que não dera, em vez do leão, que dera, não foi cálculo nem perversidade;
foi talvez confusão. O menino recebeu os dez tostões, ele entrou para casa com os embrulhos e a alma nas
mãos e trinta e oito mil-réis na algibeira.
ASSIS, Machado de. Jogo do bicho. In: Contos na imprensa.
Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/jogo-do-bicho/60679. Acesso em: 08 set 2025. Adaptado.
Considere a seguinte oração, retirada do Texto I:
A oração destacada é um exemplo de oração subordinada reduzida de infinitivo. Ao transformá-la em uma oração desenvolvida, mantendo-se a relação lógico-semântica original estabelecida pelo uso da preposição "por", marque a opção a qual apresenta a forma desenvolvida mais adequada e a correta classificação.