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Fundação Vunesp · Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro 2026

Questão 16 — Língua Portuguesa: Gêneros Textuais — Divulgação Científica

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Divulgação Científica

Fundação Vunesp 2026

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Concurso de Admissão à EsPCEx · Caderno Versão 1

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder às questões de 16 a 20.

É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.
Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.
A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.
Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.

(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

O texto transcrito é um artigo de divulgação científica. Uma característica textual que o afasta de um artigo científico é o emprego de
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A expressão coloquial 'estão pipocando' afasta o texto da linguagem de um artigo científico.

O artigo científico usa linguagem formal e técnica. 'Estão pipocando zonas mortas' é uma expressão figurada e coloquial, própria da divulgação científica para o público geral.

Análise das alternativas

A) Errada: o trecho citado é formal e objetivo, não informal. B) Errada: o trecho está na voz passiva e é impessoal, não pessoal. C) Errada: a linguagem impessoal é típica do artigo científico, então não o afasta. E) Errada: a linguagem técnica aproxima o texto do artigo científico.

Referência: Gêneros textuais: divulgação científica x artigo científico

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 1º dia, Versão 1