Gabarito disponível
I A implantação de barragens e reservatórios na bacia amazônica tem resultado na destruição de sítios arqueológicos de elevada relevância científica, comprometendo a compreensão da ocupação humana de longa duração nas terras baixas da América do Sul.
II A política patrimonial vigente é apresentada como suficiente para lidar com os impactos dos grandes empreendimentos, uma vez que prioriza a salvaguarda material dos sítios arqueológicos, independentemente de seus significados territoriais e simbólicos.
III Povos indígenas e comunidades tradicionais têm assumido posições conservacionistas relevantes, articulando a defesa do patrimônio arqueológico à proteção de terras indígenas, modos de vida e formas próprias de organização social.
IV Os conceitos de lugares significativos e lugares persistentes são utilizados para indicar sítios arqueológicos cuja importância se restringe à sua materialidade, sendo desvinculados das memórias sociais, das biografias territoriais e das reivindicações políticas contemporâneas.
V Apesar dos graves impactos ambientais e sociais, a destruição de sítios arqueológicos em paisagens de exceção não compromete substancialmente a produção de conhecimento arqueológico, pois os estudos desses sítios podem ser plenamente substituídos por estudos em outras terras indígenas.
Estão certos apenas os itens
Resolução comentada
Estão corretos os itens I e III.
O texto aponta que barragens e grandes obras destroem sítios de alta relevância científica (I) e que povos indígenas e comunidades tradicionais assumem papel conservacionista, ligando o patrimônio arqueológico à defesa de terras e modos de vida (III). Os demais itens contradizem essa leitura.
Análise das alternativas
II) Errado: a política patrimonial é apresentada como insuficiente, e os significados territoriais e simbólicos importam. IV) Errado: lugares significativos e persistentes são justamente conceitos que ligam os sítios a memórias, biografias territoriais e reivindicações políticas. V) Errado: a destruição de paisagens de exceção compromete o conhecimento arqueológico e esses sítios não são substituíveis por estudos em outros locais.
Referência: PUGLIESI JR., F.; VALLE, R. A gestão do patrimônio arqueológico na Amazônia.
Resolução comentada do VaiConcursos.