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Cebraspe · Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores 2025

Questão 4 — Língua Portuguesa: Interpretação de Texto

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Cebraspe 2025 Superior

Instituto Rio Branco (IRBr) — Ministério das Relações Exteriores · Diplomata (Terceiro Secretário)

Resposta obtida por resolução técnica — sem correção automática

Texto-base:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espirro cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpira das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) a abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era rapaz, se ensinava que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Contardo Calligaris. A psicanálise e o sujeito colonial. In: Edson L. A. Sousa (org.). Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999, p. 11-12 (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.

Segundo o autor do texto, o ensino da história da modernidade dirigido aos jovens fixou-se em um passado que se mantém como referência dos tempos modernos apesar das concepções relacionadas ao que foi chamado no texto de “espirro cartesiano”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O autor afirma que o ensino escolar manteve 1492 como marco da modernidade, mesmo diante de outras teses posteriores.

O autor diz que, bem antes de lhe proporem Descartes, Bacon ou os bancos como origem da modernidade, já se ensinava o marco de 1492, e que isso 'eram e são' o primeiro capítulo dos tempos modernos. Logo, o ensino se fixou nesse passado como referência, apesar das outras concepções, entre elas o 'espirro cartesiano'.

Análise das alternativas

Certo: reflete o uso de 'eram e são' e a permanência do marco. Errado: negaria a persistência indicada no texto.

Referência: Interpretação textual (Cebraspe).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Resposta por resolução técnica: Certo

Não havia gabarito nos documentos da prova.

Fonte: Resolução técnica: Resolução técnica local — item 4