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Estruturas sociais e políticas criadas no período colonial e mantidas em grande parte pelo regime monárquico não foram combatidas pela elite oligárquica republicana que ajudou a derrubar a Monarquia, pois, em grande parte, ela mesma se beneficiava dessas estruturas arcaicas.
Marcos Napolitano. História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2017, p.8 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República.
O último expressivo acontecimento do Império foi a abolição da escravidão, em 1888, decisão que não rompia com as estruturas coloniais de exploração do trabalho e de discriminação, uma vez que não foi acompanhada de medidas que efetivamente propiciassem a incorporação dos antigos escravos à cidadania, o que explica, em larga medida, a manutenção do quadro de exclusão e desigualdade que se arrastou no período republicano.
Resolução comentada
Abolição sem inclusão manteve exclusão e desigualdade.
A Lei Áurea (1888) encerrou a escravidão sem políticas de integração dos libertos (terra, educação, trabalho, cidadania), preservando a discriminação e a desigualdade que marcaram a República. O item expressa a interpretação historiográfica corrente.
Análise das alternativas
Certo: a abolição não rompeu com as estruturas coloniais de exploração e exclusão. Errado: ignoraria a ausência de medidas de inclusão dos ex-escravizados.
Referência: Lei Áurea (1888); historiografia da Abolição e do pós-abolição.
Resolução comentada do VaiConcursos.