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A década de 1920 foi palco, no Brasil, da séria crise socioeconômica e política cuja solução somente se daria, de fato, com a instalação do Estado Novo, em 1937. Do ponto de vista político, tratou-se de uma crise de hegemonia que pode ser desdobrada em dois momentos, o primeiro dos quais abarcou os anos 20, que teve como sentido último a contestação à preponderância da burguesia cafeeira, que culminou com a conhecida revolução de 30.
Sônia Regina de Miranda. Estado e sociedade: a consolidação da república oligárquica. In: Maria Yedda Linhares (Org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1996, p. 256 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue os itens seguintes, relativos à Primeira República, também denominada República Velha.
Eleições fraudadas, com voto a descoberto e confecção de mapas eleitorais por meio dos quais as oligarquias exerciam o poder local, caracterizaram uma estrutura política “carcomida”, como a qualificavam grupos políticos que a combateram nos anos 1920, os quais, entretanto, foram incapazes de determinar o colapso do regime por terem se recusado a realizar ações armadas.
Resolução comentada
Tenentismo recorreu a ações armadas nos anos 1920.
O item erra ao afirmar que os grupos opositores se recusaram a realizar ações armadas. Os tenentes fizeram diversas revoltas armadas (1922, 1924, Coluna Prestes), embora não tenham derrubado o regime, que só caiu em 1930. A afirmação de que não houve ações armadas é falsa.
Análise das alternativas
Errado: correto, pois houve levantes armados (Copacabana, 1924 em São Paulo, Coluna Prestes). Certo: incorreto por negar o recurso às armas.
Referência: História do Brasil — Tenentismo e crise da República Velha.
Resolução comentada do VaiConcursos.