Gabarito disponível
Considere que um paciente de 9 anos de idade apresente fratura exposta na tíbia tipo II de Gustilo e Anderson, causada por acidente de bicicleta em uma estrada de asfalto. Nesse caso, como a capacidade de cicatrização é menor na criança, a exérese de tecidos cuja viabilidade é duvidosa deve ser diferida para desbridamentos futuros, não sendo aguardada uma resposta cicatricial favorável, como a normalmente esperada nos adultos.
Resolução comentada
Em fratura exposta pediátrica, o desbridamento deve ser adequado, sem postergar a retirada de tecido inviável.
Na criança a capacidade de cicatrização e de resistência à infecção costuma ser melhor que no adulto, não pior. O tratamento padrão de fratura exposta Gustilo II inclui antibiótico precoce e desbridamento cirúrgico adequado, removendo tecido desvitalizado, sem diferir a exérese por suposta menor cicatrização.
Análise das alternativas
Certo: incorreto, pois a premissa (cicatrização menor na criança) é falsa. Errado: correto, pelos motivos expostos.
Referência: Tratados de Ortopedia Pediátrica (Tachdjian); Gustilo e Anderson.
Resolução comentada do VaiConcursos.