Gabarito disponível
A comorbidade entre transtorno depressivo persistente e o uso crônico de cocaína decorre da ativação sinérgica do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do aumento transitório da disponibilidade sináptica de monoaminas, especialmente serotonina e dopamina; esse perfil neuroquímico parece contribuir para uma modulação dos sintomas afetivos, com impacto significativo na responsividade emocional, o que pode influenciar a aderência ao tratamento e os padrões de consumo da substância psicoativa.
Resolução comentada
Cocaína e depressão: o perfil neuroquímico descrito não está correto.
O uso crônico de cocaína bloqueia a recaptação de dopamina, noradrenalina e serotonina, mas leva à depleção e à disfunção desses sistemas, o que agrava os sintomas depressivos, a anedonia e a fissura. Esses sintomas pioram a aderência ao tratamento e perpetuam o consumo. O item erra ao descrever o efeito como uma 'modulação' benigna dos sintomas afetivos, com aumento apenas transitório de monoaminas, e ao omitir a disfunção do sistema de recompensa e o papel do estresse crônico.
Análise das alternativas
Certo: incorreto, pois apresenta o efeito como modulação neutra ou benéfica e desconsidera a depleção monoaminérgica e a piora afetiva. Errado: correto, conforme o gabarito oficial.
Referência: Kaplan & Sadock, Compêndio de Psiquiatria; DSM-5-TR (transtornos relacionados a estimulantes).
Resolução comentada do VaiConcursos.