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Cebraspe · Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) 2026

Questão 53 — Língua Portuguesa: Pessoa Gramatical — Efeitos de Sentido

Língua Portuguesa Pessoa Gramatical — Efeitos de Sentido

Cebraspe 2026

Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) · Professor de Educação Básica – Área de Atuação: Grupo I – Ensino Fundamental e Ensino Médio – Disciplina: Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 12A2-I
A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).

Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações).

Nos dois últimos períodos do texto 12A2-I, o uso da flexão verbal na primeira pessoa do plural, em “Convivemos” e “temos de conviver”, indica que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Primeira pessoa do plural inclui as autoras no grupo de falantes.

Convivemos e temos de conviver mostram que as autoras se incluem entre os falantes de português que usam os empréstimos lexicais. Trata-se de um coletivo de falantes do qual elas fazem parte.

Análise das alternativas

A) O leitor não é necessariamente falante dessas línguas. B) O leitor compartilhar ideias é uma inferência que a forma verbal não indica. C) O texto não usa a pessoa verbal como recurso de autoridade. D) A forma não interpela o leitor, e sim inclui as autoras e os falantes. E) Correta.

Referência: Pessoa gramatical e efeitos de sentido

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: E

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito oficial definitivo — Cargo 12