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Texto 14A1
Sergipe abriga a única mina de potássio em operação no hemisfério sul, o que o torna estratégico para a segurança alimentar nacional. O Projeto Carnalita busca ampliar a produção interna de fertilizantes, reduzindo a dependência de importações (principalmente da Rússia e do Canadá). Isso fortalece a economia local e posiciona Sergipe como protagonista na cadeia de suprimentos agrícolas do Brasil.
O minério de carnalita, composto principalmente por carnalita (KCl·MgCl₂·6H₂O) e pequenas quantidades de outros sais, como halita (NaCl), silvita (KCl), argilas etc., é retirado de depósitos subterrâneos em Sergipe, especialmente na região de Rosário do Catete. A extração pode ser feita por mineração convencional ou por lavra por dissolução, em que água quente é injetada na rocha que contém o minério e depois bombeada para a superfície. A solução obtida contém uma mistura de sais (KCl, MgCl₂, NaCl).
Técnicas químicas e físico-químicas aplicadas para separar o cloreto de potássio do cloreto de magnésio e do cloreto de sódio envolvem processos como a cristalização fracionada, em que o KCl precipita em condições controladas de temperatura e concentração. O KCl separado é seco para remover a água residual. Em seguida, passa por granulação, formando partículas sólidas estáveis e fáceis de aplicar no solo.
O KCl produzido é utilizado na fabricação de fertilizante. O produto final é o fertilizante potássico granulado, pronto para ser misturado em formulações NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ou aplicado diretamente, fornecendo potássio essencial para o metabolismo das plantas. Ele melhora a resistência contra estresses hídricos, aumenta a qualidade dos frutos e contribui para maiores rendimentos agrícolas.
Na estrutura química da carnalita, a que se refere o texto 14A1, estão presentes ligações
Resolução comentada
A carnalita tem ligações iônicas (íons e cloretos) e covalentes (H2O).
A carnalita é um sal hidratado. Entre os cátions K⁺ e Mg²⁺ e o ânion Cl⁻ há ligações iônicas. Nas moléculas de água de hidratação, o H e o O estão unidos por ligações covalentes. Assim, estão presentes ligações iônicas e covalentes, alternativa C.
Análise das alternativas
A) Errada: o foco é incompleto, pois há ligações iônicas que predominam no sal. B) Errada: há ligações covalentes nas moléculas de água. D) Errada: faltam as ligações iônicas, e a dispersão de London é interação intermolecular, não ligação. E) Errada: dipolo induzido é força intermolecular, não ligação.
Referência: Ligações químicas em sais hidratados.
Resolução comentada do VaiConcursos.