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Cebraspe · Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) 2026

Questão 1 — Língua Portuguesa: Compreensão e Interpretação de Textos

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

Cebraspe 2026 Superior

Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) · Professor de Educação Básica (todos os cargos) · Caderno Conhecimentos Básicos (questões 1 a 20; código do gabarito 146_SEEDSE_CB1_01)

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa. Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).

Uma das principais ideias veiculadas no texto CB1A1 é a de que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Uma das ideias centrais é que a gramática de uma língua é um construto mental.

O texto afirma que a gramática corresponde a um construto mental que todo ser humano desenvolve ao ser exposto à língua. Por isso o falante sabe português, ainda que não domine as regras dos compêndios.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto diz que a escola é que ensina a escrita. B) Errada: o texto critica a ideia de que os compêndios definem o saber linguístico. C) Errada: não faz essa crítica à escola. D) Errada: afirma o contrário, que os brasileiros sabem português.

Referência: Compreensão e interpretação de textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: E

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito oficial definitivo — página 1